terça-feira, 9 de junho de 2009

Os fertilizantes na produção de alimentos

No Livro do Gênese, no Capítulo Nono, quando a arca de Noé estacionou, após o dilúvio, a principal preocupação de Noé foi alimento - e plantou um vinhedo.
Em 1955, na zona rural de Geórgia -EUA, um produtor fez um telefonema. O telefonema era diferente porque seu telefone e dos vizinhos recebiam sua energia do sol. A eletricidade era fornecida por uma bateria solar. Esta bateria possuia 432 discos de silício e amarzenava energia suficiente em dois dias para alimentar, por dois meses, toda a comunidade. Pela fotossíntese as folhas verdes, como os discos de silício, captam energia do sol. Portanto, convertem a energia do sol em energia química que pode ser usada por homens e animais. Num complexo de reações físico-químicas, as plantas convertem a luz solar em açúcar e, mais tarde, em proteínas, gorduras, amido e celulose. O hidrogênio e o oxigênio, sob forma de água, chegam através das raízes e mais 13 elementos nutritivos essencias para suprir a planta durante o seu desenvolvimento e produção. Pelos estômatos, que são pequeníssimos poros existentes nas folhas, o gás carbônico do ar penetra nas folhas e fornece à planta carbono (C) e oxigênio (O).
Em 1776, um inglês, Joseph Priestley, publicou uma descoberta de como as plantas podiam restaurar o oxigênio de um ar viciado. Ele primeiro queimou uma vela em um jarro invertido, até que esta se apagou quando todo oxigênio foi consumido. Ele então colocou um ramo de hortelã no interior do jarro e em 10 dias podia suportar novamente uma vela acesa. Entretanto, a quantidade de dióxido de carbono está aumentando e pode atingir níveis perigosíssimos. Resta saber como poderemos fazer para que as plantas consumam mais gás carbônico e produzam mais oxigênio. Portanto uma luta na preservação das plantas para manter este equilíbrio e possibilitar a vida na terra.
O primeiro estudo sobre solo e as necessidades das plantas surgiu em 1868 com a publicação de um livro "Como as plantas crescem" por Samuel William Johnson , que foi aluno de Liebig. Johnson estudava a nutrição analisando as cinzas provenientes da queima das plantas. Ele determinou que as plantas precisam de grandes quantidades de fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre. Os nutrientes eram expressos sob a forma de óxidos, fato que continua até os dias de hoje. Ele dizia que o sódio podia substituir o potássio em beterrabas. Justis von Liegig empregava a física e a química no estudo das plantas. Liebig foi autor da "lei dos mínimos". Esta lei diz que o crescimento das plantas é limitado pelo nutriente que estiver presente em menor quantidade. Este fato é ilustrado até hoje por um barril onde uma das suas tábuas está cortada simbolizando o nutriente que está faltando. Isto que dizer que podemos fornecer à planta os nutrientes que ela precisa, mas se um dos nutrientes estiver em quantidade insuficiente, ele vai limitar a fertilidade. Nesta época muitos solos estavam esgotados. Era difícil obter-se esterco de animais e o guano era muito caro. Os solos eram muito ácidos e nas áreas secas não havia irrigação. A produção de alimentos era pequena. No final do século XIX surgiram os fertilizantes mas o problema era o controle de qualidade. Produtos eram vendidos de forma inadequada levando a necessidade da criação de um controle de qualidade que foi a base do que hoje existe.
Em 1855 a empresa Baugh e Filhos produziram o superfosfato simples. Esta empresa foi a pioneira da indústria de fertilizantes. Hoje em dia os fertilizantes são responsáveis pelo crescimento da produção agrícola no mundo.
Mas todo progresso implica em danos, efeitos colaterais. O processo de fabricação de fertilizantes emite certas quantidades de óxidos de nitrogênio e de enxofre, flúor, partículas sólidas, vapores de ácidos para o ar. Aí aparece as organizações de preservação do meio ambiente com as Leis Ambientais estabelecendo padrões permissíveis para a emissão de poluentes.

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