quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lavagem e Destino Final das Embalagens Agrotóxicos

Um cuidado muito especial com as embalagens de agrotóxicos devem ter os empregadores e trabalhadores rurais. Como são produtos tóxicos podem contaminar pessoas, animais e causar sérios danos à saúde e ao meio ambiente. Jogar, após as aplicações na lavoura, as embalagens usadas nos rios, lagos, vão causar danos à saúde das pessoas, dos animais, além de comprometer o meio ambiente. Quem o faz, está agindo com uma irresponsabilidade sujeita à multas e processos judiciais. Os agrotóxicos são usados para combater pragas e doenças das culturas, de modo a criar condições para uma melhor produtividade das lavouras. Mas devem ser usados com cuidado para evitar contaminações. Estes cuidados começam na hora da compra, no transporte, no armazenamento das embalagens, no preparo da calda, durante e após a aplicação, na lavagem das embalagens utilizadas e no destino final das embalagens vazias. Você sabia que o produtor tem que devolver as embalagens vazias até um ano após a compra? Que as embalagens vazias devem ser entregues limpas no local indicado pelo revendedor, ou seja, de quem o produtor comprou o produto?
Por que lavar as embalagens de agrotóxicos?
Se faz por Segurança (proteger pessoas e animais), para proteger a natureza (Meio Ambiente), e por Economia (aproveitamento até a última gota.
Quais os tipos de lavagens?
Existe a Tríplice Lavagem e a Lavagem por Pressão.
Tudo isto você pode conhecer melhor acessando o link abaixo:

E lendo os artigos abaixo:

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Importância da Adubação Foliar

A adubação foliar é uma alternativa para o fornecimento de nutrientes para a planta na complementação ou na reposição, ou suprir as deficiências nutricionais em macro e micronutrientes. Os nutrientes são aplicados na forma solúvel e por meio de equipamentos, diretamente nas folhas das plantas. Entretanto, a adubação foliar não substitui, totalmente, a adubação de base. A aplicação de adubos minerais é essencial e não pode ser substituída pela foliar. A foliar é utilizada, como um complemento ou suplemento, na hora que a planta necessita de maiores quantidades ou o solo não os esteja liberando no momento.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Acidificação do Solo pelos Adubos Nitrogenados

Os solos podem ser originalmente ácidos, pobres em bases trocáveis. Há lixiviação de cátions como o Ca, Mg e K que são substituídos por H+ e Al+ trocável. Na absorção, a raiz troca cátions, presentes na solução do solo, por íons H+ ou OH-. Os adubos amoniacais e a uréia acidificam o solo, pois na nitrificação liberam H+. As colheitas removem cátions básicos do solo. Os fertilizantes são muito importantes para o aumento da produtividade das plantas. Eles são usados em larga escala pelos produtores. As plantas têm necessidade de nutrientes, presentes nas formulações químicas e orgânicas, para promoverem o seu desenvolvimento e produtividade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Necessidade de Calagem na Cana-de-Açúcar

Embora seja tolerante aos solos ácidos, a cana-de-açúcar responde muito bem a calagem, com resultados significativos no aumento da produtividade da planta. Benedini (1988) apresentou uma fórmula de cálculo da necessidade de calagem na cana.
NC (t/ha) = [3 - (Ca + Mg)] x 100 /PRNT
Onde:
3 = requerimento de Ca + Mg pela cana, considerando 1,4 cmolc/dm³ o nível crítico + 0,9 cmolc/dm³ a exportação + 0,7 cmolc/dm³ as perdas por lixiviação.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Calagem e Micronutrientes na Cafeicultura

Em Rondônia, a Embrapa aponta diversas causas que influem na baixa produtividade das lavouras de café, como: lavouras antigas ou decadentes; podas e adubações inadequadas ou insuficientes; aplicação insuficiente ou incorreta de calcário e de micronutrientes. Para a produção de uma saca de café beneficiado são exportados 3 kg de N, 3 kg de K, 936 g de Ca, 258 g de Mg, 168 g de S, 156 g de P, 9 g de Fe, 6,1 g de Mn, 4 g de B, 2 g de Cu e 1,2 g de Zn. O produtor deve utilizar em maiores quantidades os nutrientes N e K.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Utilização do Pó de Basalto na Agricultura

Segundo estudos realizados, o pó de basalto possui propriedades de recuperar solos degradados e repor os nutrientes retirados pelas plantas, nas colheitas. É um fertilizante que o Brasil não precisa importar. É uma matéria-prima nacional, inesgotável, de fácil exploração e distribuída em todas as regiões do país. Ele faz parte da adubação orgânica: palhadas, adubo verde, pó de rochas. Os solos pobres agradecem a reposição de nutrientes, pela incorporação de rocha basáltica moída. Faz parte da agricultura sustentável. Ele se diferencia da adubação mineral: os adubos químicos, pelo uso continuado, deixam os solos pobres; o pó de basalto enriquece o solo com nutrientes, pois apresenta, na sua composição, 19 elementos para promoverem o desenvolvimento da planta.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Encontrando a Relação C/N Ideal na Compostagem

Muitas vezes, o produtor rural tem na sua propriedade, uma série de resíduos orgânicos que podem ser utilizados na preparação do composto. A compostagem vai dar origem a um produto final que pode ser aplicado como adubo orgânico nas lavouras. São as tortas de mamona, estercos de gado, de aves e suínos, bagaço de cana, torta usina de cana, capim jaraguá, palha de café, etc. Ele pode misturar dois destes resíduos procurando obter uma relação C/N próxima de 30:1, Para a obtenção, ele deve mistura um resíduo rico em nitrogênio (N) com um resíduo rico em carbono (C). Os resíduos ricos em carbono aumentam muito a relação C/N, e a formação do composto é mais demorada. Se for usado mais resíduo rico em nitrogênio, a relação C/N diminui e há perdas do nitrogênio não aproveitado pelos microorganismos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Cultivo Mínimo

O cultivo mínimo, como o próprio nome, consiste num preparo mínimo do solo. O cultivo mínimo é indicado para solos não compactados, sem necessidade de calagem, de fosfatagem ou de gessagem, ou que não hajam incidências de pragas ou áreas com, sujeitas à erosão. O objetivo do cultivo mínimo é reduzir o número de operações agrícolas necessárias ao preparo do solo que antecede uma semeadura. Há uma diminuição na compactação do solo pelo simples fato da diminuição do número de movimentação das máquinas. Isto traz benefícios ao agricultor, pois o lucro aumenta em virtude do menor gastos com combustíveis, manutenção, peças, consertos das máquinas, etc. Numa propriedade rural, com várias máquinas e equipamentos, os lucros serão bem significativos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As Fases do Manejo Florestal

No artigo anterior de 30 de novembro, abordamos o Manejo Florestal, sua definição, Leis, por que fazê-lo, os benefícios do manejo, as diferenças entre a exploração predatória e o manejo propriamente dito. Na floresta manejada, a exploração é de impacto reduzido (EIR) onde deverá estar presente uma tecnologia adequada, um planejamento, e treinamento da mão-de-obra especializada no corte, no arraste das toras, etc. O EIR tem três fases:


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Boi Orgânico

A pecuária orgânica considera o bem estar dos animais. A propriedade que adota este manejo deve estar certificada: os animais nascem e se criam nestas propriedades. Assim sendo, elas recebem o "selo orgânico". A aquisição de animais externos é permitida, desde que não ultrapasse 10% do total do rebanho. Mas outras condições são inerentes à obtenção do selo orgânico. A alimentação são as pastagens e forrageiras volumosas, como a cana, capim elefante, leguminosas, silagens, fenos. O uso de rações e concentrados somente podem ser empregados se forem originados de produções orgânicas. Entretanto, nos monogástricos, pode-se usar até 20% da matéria seca (MS) fornecida aos animais com produtos não orgânicos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Manejo das Florestas

O Bioma Amazônia é o responsável pela maior produção de madeira em toras. Isto pode chegar a 70%. Há uma preocupação governamental muito grande em relação ao desmatamento predatório que consiste no corte de árvores de grande valor comercial. A consequência é o aparecimento de "clareiras" e um bom número de árvores danificadas. Espécies sem valor comercial começam a se propagar. Há uma ocupação desordenada da região e invasão de áreas indígenas que são legalmente protegidas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Resposta ao Comentário sobre o Silício

O leitor que se assina por "Cultivar" nos enviou um comentário sobre o Silício, que disponiblizamos neste blog, e nos solicitou uma resposta ao mesmo.

tenho acompanhado os relatos sobre o uso do silicio na agricultura, só não entendo como tal elemento de signifgicativa importância para as mais variadas culturas não é tão difundido no país. Aqui no RS, produtores em geral, técnicos e agrônomos nem cogitam ou nunca ouviram falar em silicio, na forma foliar ou via solo. Estou realizando diversos testes em algumas áreas, tanto foliar como associado com a adubação de base. Estou obtendo resultados impressionantes, no incremento da produçao, qualidade dos grãos e controle de doenças fúngicas, reduzindo o uso dos fungicidas químicos. Favor, gostaria do seu comentário, pois não sou agrônomo, mas trabalho na profissão 19 anos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Sequestro de Carbono

O que é sequestro de carbono? O sequestro de carbono significa capturar parte do gás carbônico (CO2) da atmosfera e armazená-lo no solo. Ele começa a partir das plantas, através da fotossíntese. As plantas colaboram nesta missão de sequestrar carbono, através do processo de fotossíntese, associado ao sistema de plantio direto e rotação de culturas, armazenando grande quantidade de carbono no solo. Quantidade maior do que aquela que é emitida para atmosfera. No processo de decomposição dos resíduos orgânicos, 15 a 25% deles podem ser convertidos em carbono orgânico no solo, e o restante volta para a atmosfera.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Minimizar os Danos Provocados pelo Granizo

O granizo vem a ser a precipitação de pedras de gelo, causando danos à Agricultura, com graves prejuízos às lavouras e aos produtores rurais. As fruteiras são as mais vulneráveis aos danos do granizo, embora aconteça, também, nas culturas anuais, como milho e soja. Nas cidades, o granizo provoca sérios danos às habitações (telhados e vidros), queda de árvores, danos à rede elétrica, aos veículos (lataria e vidros), etc.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Carbono e as Plantas

O carbono (C), elemento químico, é encontrado no solo, no ar, nas plantas, no gás natural, nos seres vivos, nas rochas, no carvão mineral, no petróleo, etc. Os estômatos presentes nas folhas dos vegetais - plantas e árvores - absorvem e eliminam, por difusão, o carbono na forma de CO2. O gás carbônico (CO2) é a matéria-prima de compostos orgânicos, através do processo da fotossíntese. Os animais respiram liberando COna atmosfera. Os animais, quando mortos liberam, pela decomposição de sua matéria orgânica, CO2 e água. As florestas são as principais acumuladoras de CO2. São os reservatórios de carbono fixado biologicamente. As florestas, no mundo, podem conter até 500 bilhões de toneladas de carbono (C).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Senar Forma Jovens Rurais Empreendedores

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) formou, em Florianópolis, 900 filhos de produtores rurais que concluíram o curso de "Empreendedores Rurais". O curso do Senar, com carga de 136 horas, é gratuito e os objetivos são a preparação de líderes para ações sociais, políticas e econômicas, além do desenvolvimento de competências para serem empreendedores. Com este curso, o Senar espera elevar o nível de vida do homem rural, aumentando a renda líquida do mesmo. Para frequentar o curso, o aluno deve ter mais de 18 anos, possuir o segundo grau completo, ser produtor rural ou oriundo de família rural, e ter espírito empreendedor.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os Mecanismos da Fitorremediação

A prática de se utilizar plantas com a finalidade de descontaminação das áreas agrícolas, chama-se de "fitorremediação". Para o sucesso da fitorremediação, as plantas usadas devem ter tolerância aos contaminantes, capacidade de removê-los e extraí-los, e mineralizá-los no ambiente.
Vários mecanismos fazem parte da fitorremediação, a saber:
1. Fitoestimulação - também chamada de rizodegradação, consiste no fato das raízes liberarem exsudatos como, aminoácidos e polissacarídeos, que estimulam a atividade dos microorganismos do solo, e estes, por

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Leguminosas na Descontaminação de Solos Agrícolas

Sabemos que os herbicidas são amplamente utilizados na agricultura, e apresentam sérios riscos de contaminação para o solo e para água. Os resíduos tóxicos permanecem por longos anos, sem serem adsorvidos pelos coloides do solo, degradados, mineralizados e são lixiviados. Além disto, os herbicidas apresentam longo efeito residual, ocasionando fitotoxicidade para as culturas subsequentes à aplicação deles. O solo é um meio vivo, dinâmico. Não serve, somente, para segurar a planta. A rizosfera tem vida e as raízes, que a forma, têm a propriedade de mudar as características químicas do solo, próximo a ela, para liberação de secreções ácidas, açúcares, aminoácidos, etc.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

As Vantagens do Plantio Direto

O plantio direto apresenta uma série de vantagens. Quais seriam estas vantagens?
1. Controle da erosão - como a palha fica em cobertura no solo, há uma maior infiltração da água da chuva e um menor carregamento de terra e perda de nutrientes, como P e Ca, e matéria orgânica. O plantio direto reduz em até 90% as perdas de terra, e em até 70% as enxurradas;
2. Umidade - devido à cobertura vegetal rente ao solo, há uma maior umidade e o aumento da água armazenada no solo; 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Coleções Agro - Fertilidade do Solo e Agrotóxicos

Estamos disponibilizando a série "Col.Agro" versando sobre assuntos ligados à fertilidade do solo e agrotóxicos. Dentro da Fertilidade do Solo, assuntos como, calcular a necessidade de calagem, coleta de amostra de solo, cálculo da dosagem da vinhaça, elevar os níveis de P no solo, manter ou aumentar a relação Ca/Mg, etc. Com referência aos Agrotóxicos, assuntos ligados ao transporte, destino das embalagens vazias, aplicação dos agrotóxicos, utilização dos equipamentos de proteção individual - EPI's, primeiros socorros, etc. Os artigos estão em ppt e poderão ser vistos em tela cheia, acessando "menu" e selecionando "fullscreen". Abaixo, os links que direcionarão a quinze assuntos.

COL.AGRO SOBRE AGRICULTURA

Col.Agro 1 - Cálculo da necessidade de calagem
Col.Agro 2 - Como calcular a dosagem de vinhaça
Col.Agro 9 - Transformar o teor de K do solo em K20
Col.Agro 10 - Coleta de amostra de solo
Col.Agro 12 - Ca e Mg adicionados pelo calcário
Col.Agro 13 - Como manter ou aumentar a relação Ca/Mg
Col.Agro 14 - Interpretação da análise do solo
Col.Agro 15 - Benefícios do calcário agrícola

COL.AGRO SOBRE AGROTÓXICOS

Col.Agro 3 - Equipamentos de proteção individual - EPI's
Col.Agro 4 - Transporte de agrotóxicos
Col.Agro 5 - Armazenagem dos agrotóxicos
Col.Agro 6 - Aplicação de agrotóxicos
Col.Agro 7 - Lavagem das embalagens vazias de agrotóxicos
Col.Agro 8 - Intoxicações por agrotóxicos
Col.Agro 11 - Primeiros socorros em agrotóxicos

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Essência para o Sucesso do Plantio Direto

Muito se tem falado sobre a compactação e erosão do solo, lixiviação dos nutrientes, rotação de culturas, adubação verde, como meios de recuperação da fertilidade do solo, aumento do seu teor em matéria orgânica e em nutrientes. Surge, no Brasil, o plantio direto na década de 70 para reduzir estes problemas. O marco inicial foram os Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná. Mas somente no início da década de 80 é que o plantio direto tomou impulso em nosso País. Na literatura existem muitas definições, "o que é", para o plantio direto. Mas todas elas convergem para a essência do sistema: uso da palha, sem revolvimento do solo, rotação de culturas e combate às pragas, doenças e plantas invasoras.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Água de Irrigação Quanto à Salinidade e Sodicidade

Na postagem anterior de 2 de novembro, foi abordada os cuidados para garantir a qualidade da água utilizada na irrigação das culturas. As águas inadequadas podem apresentar alta concentração de sais que vão salinizá-lo, bem como provocar riscos de toxidez para as plantas, além da sodicidade que é a concentração de sódio que vai de baixa a muito alta. Os solos salinos podem se transformar em solos degradados. Nesta postagem será abordada a classificação da água de irrigação com relação à salinidade e à sodicidade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cuidados no Uso da Água para Irrigação das Lavouras

É fato comum que, no período que a planta mais precisa de água, ocorra uma deficiência hídrica provocada por uma estiagem. Os produtores, que têm sistemas de irrigação, conseguem contornar este efeito e reduzir os danos, os prejuízos, na produção. São estes, que utilizam a irrigação, que devem tomar cuidado na qualidade da água usada no processo. Existe um número considerável de poços com água inadequada  para a irrigação; o uso desta água causará prejuízo na produção e no meio ambiente. As águas subterrâneas, como as superficiais, contêm impurezas que podem indisponibilizar o uso delas para a irrigação das plantas. Na água, encontramos produtos em suspensão e dissolvidos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Necessidade Calagem no Plantio Direto, RS e SC

No sistema de plantio direto, os métodos para determinar a necessidade de calagem, no RS e SC, são o pH em água e a saturação por bases da CTCa pH7,0 e o valor V%; é o chamado critério principal. Mas isto para áreas consolidadas, de uso contínuo e por período maior que cinco anos. Quando eles não são concordantes, há necessidade de adotar o critério complementar que leva em consideração o teor de fósforo (P) e a saturação por Al (alumínio) ou m%.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Importância e o Manejo da Adubação Orgânica

O produtor, para elevar os níveis de fertilidade do solo, tem lançado mão da aplicação de fertilizantes minerais. Estes, entretanto, representam uma parcela grande nos custos de produção. Até o mês de agosto de 2010, a indústria de fertilizantes entregou 2,7 milhões de toneladas de fertilizantes, segundo a ANDA - Associação Nacional Difusão do Adubo. Considerado o melhor agosto de 2007, as entregas totalizam, no período de janeiro a agosto, 13,6 milhões de toneladas, ou seja, 2,4% a mais que igual período em 2009.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Minimizar as Perdas de N na Citricultura

As plantas, em geral, necessitam muito nitrogênio para o seu crescimento e produção. Na citricultura, a exportação, na colheita de frutos, é de 1,5 a 2 kg N/t. Como fertilizante, a uréia é o mais empregado em virtude do menor custo da unidade de N, pelo alto teor de N, em relação ao sulfato de amônio. Entretanto, a eficiência agronômica da uréia é reduzida pelas perdas de N, por volatilização de amônia (NH3), para o ar. E isto acontece com qualquer adubo nitrogenado amoniacal.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As Vantagens dos Fertilizantes Fluidos

As Usinas de Cana são as grandes produtoras de fertilizantes fluidos, cujo consumo, no Brasil, vem aumentando nos últimos anos. Os fertilizantes fluidos são soluções ou suspensões que contêm um ou mais nutrientes do solo. Os fertilizantes fluidos apresentam uma série de vantagens:
1. Economia na mão-de-obra
A aplicação é feita através de bombas centrífugas e mangueiras, sendo de fácl manuseio. Exige apenas um aplicador. Portanto, não é preciso grande número de trabalhadores;

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tipos de Fertilizantes Fluidos

Fertilizante fluido é qualquer solução ou suspenção que contenha um ou mais nutrientes. Nas soluções, mesmo quando armazenadas por longo período, o meio permanece homogêneo, não necessitando de cuidados especiais. As suspensões são constituídas de duas fases: uma sólida e uma líquida. As suspensões, quando em repouso, podem separar as duas fases. Para manter a suspensão homogênea há necessidade de agitação, através dos agitadores. As suspensões são formadas de rocha fosfatada, fosfatos de amônio, cloreto de potássio e outros.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia do Engº. Agrônomo

Na passagem do Dia do Engº. Agrônomo quero desejar, a todos os colegas deste imenso Brasil, votos de sucesso na carreira que abraçamos. A nossa missão é árdua, mas cheia de realizações e recompensas. A terra nos enche de orgulho quando a observamos  mostrar os resultados das nossas recomendações, com altas produtividades das lavouras. No Ensino, a busca de formação de novos técnicos; na Pesquisa, o trabalho intenso dos pesquisadores na busca de novas variedades mais produtivas, melhoria da fertilidade do solo, novas práticas culturais, etc. No campo, nosso trabalho de orientar o agricultor buscando mudanças de hábitos e de atitudes, ou seja uma melhora no nível de vida. Grande é a nossa alegria, quando o agricultor estampa na face um belo sorriso de ver os resultados da técnica e o quanto isto vai lhe trazer de benefícios. Parabéns, colegas!
12.10.2010

Uso da Rotação de Culturas contra a Monocultura

A degradação do solo tem sua origem na monocultura. As consequências são as alterações físicas, químicas e biológicas do solo, a diminuição da produtividade nas lavouras e o desenvolvimento de pragas, doenças e ervas daninhas. Aqueles que plantam, continuamente, sucessões de trigo/soja, milho safrinha/soja, colaboram para a degradação do solo. Isto é muito comum no Cerrado, onde predomina a monocultura da soja.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Obrigado, Leitores

Com grande alegria que tenho recebido e-mails de meus leitores do País e do exterior cumprimentando este blog por ter sido indicado para o 2º Turno do "Concurso TopBlog 2010". Agradeço, comovido, àqueles que votaram no "Na Sala com Gismonti", o que nos dá uma motivação, maior ainda, para continuarmos nosso trabalho de compartilhar conhecimentos, experiências e, ao mesmo tempo, aprender, também, com os leitores. O 2º Turno começa dia 10 de outubro e a votação de antes é zerada. Uma nova votação será feita, somente, entre os 100 mais indicados. Para isto, conto com o apoio dos leitores, mais uma vez, votando no blog, no selo TOPBLOG, encontrado nas colunas laterais da página. A todos, agradeço de coração por terem contribuido para que isto acontecesse.

As Perdas de Nitrogênio na Agricultura

Várias técnicas são utilizadas para incorporar nitrogênio no solo: compostagem, incorporação dos resíduos vegetais, esterco curtido de animais, plantio de leguminosas e outras. Mas, para as plantas absorverem-no, ele precisa estar na forma mineralizável. Além disto, aquela fração de N que as plantas não absorvem, pode perder-se pela lixiviação, volatilização e erosão. Uma das causas das perdas de nitrogênio é a erosão do solo que carrega, pela ação das enxurradas e dos ventos, camadas de terra que contêm nutrientes, como o N.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Importância das Micorrizas

Micorriza é uma associação mutualista que existe entre fungos e as raízes de certas plantas. Aqui, fungos e raízes não podem viver em separado. Associação mutualista quer dizer interação entre duas espécies que se beneficiam da mesma. Ela pode ser "obrigatória" ou "facultativa". Ela é obrigatória quando as espécies, em associação, não podem viver separadas. É facultativa, também chamada de protocooperação, quando as espécies, em associação, vivem indenpendente uma da outra, podendo trocar de parceiros.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Melhores Relaçoes K,Ca,Mg para Cana-de-Açúcar

Existem certas relações entre nutrientes do solo, os quais podem estabelecer parâmetros para uma análise das respostas das culturas a eles. Os nutrientes mais usados são: potássio (K), cálcio (Ca) e o magnésio (Mg). Na cana-de-açúcar, estas relações nos dão uma idéia sobre a resposta da planta à aubação potássica e à produtividade. As relações mais usadas são: K/Ca+Mg; Ca/K; Mg/K e Ca/Mg.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Novas Variedades de Feijão para a Colheita Mecanizada

A EMBRAPA Arroz e Feijão lançou, no mercado, três novas variedades de feijão, produtivas e para a colheita mecanizada. As sementes das cultivares são: BRS 9435 Cometa, BRS Estilo (carioca) e a BRS Esplendor (preto). A Cometa é um cultivar precoce, 78 dias e a produtividade chega até 2.700 kg/ha, conforme a região. É recomendada o plantio nas seguintes estações e Estados:
SC e PR - períodos de seca e de chuva;
SP, BA, SE, AL - estação chuvosa;
GO, DF - safras com seca, chuvas e inverno;
MS e MT - na seca e no inverno;
TO - no inverno
Todas as três cultivares são resistentes às principais doenças que atingem o grão, e são bastante produtivas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Correção de artigo sobre La Niña

Dia 28 último publicamos uma postagem sobre o fenômeno La Niña e a irrigação. Ficou uma dúvida que queremos tirar agora: quando falamos que o método gotejamento promovia uma economia de 80%, foi um esclarecimento nosso pelo que lemos na literatura. Jamais isto é uma indicação da Abimaq, a qual preconiza que não existe um método mais eficiente e indicado para irrigação. O que é preciso é um projeto técnico para recomendar o melhor e o mais econômico para a propriedade rural. Quanto o potencial da área a ser irrigada no Brasil, o correto é 29,5 milhões de hectares e não 60 milhões. Nos comentários do referido artigo, o leitor poderá ler o da Abimaq, bem esclarecedor sobre irrigação das culturas.

Recuperação de Solos Degradados

Solos degradados são aqueles que sofreram transformações físicas, químicas e biológicas, devidos às alterações climáticas. A degradação do solo provoca uma diminuição da sua capacidade de produzir, principalmente pela ação da erosão e pelo uso  indevido  dos  solos  agrícolas. Estes solos apresentam baixa fertilidade motivada pela exportação de nutrientes pelas colheitas e às perdas dos mesmos por volatilização, lixiviação, não havendo, em muitos casos, a reposição dos elementos essenciais às plantas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Efeito La Niña e o Aumento da Irrigação das Culturas

A Abimaq - Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos está apostando no aumento da área de irrigação e na venda de máquinas e equipamentos para 2011. Tudo por conta do fenômeno La Niña, cuja previsão é de uma forte estiagem em 2011. A tendência é o aumento da área irrigada no Brasil, e o produtor deverá se preparar para os efeitos do fenômeno La Niña. O produtor deve começar a pensar em planejar a implantação de um sistema econômico de irrigação. A irrigação por gotejamento proporciona uma economia de 80% na água. O sistema convencional de irrigação acarreta uma perda de 70% de água, por evaporação. A CSEI estima que, atualmente, apenas 4,1 milhões de hectares são iriigados, ou seja quase 7% de um potencial de 60 milhões de hectares.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os Programas para o Desenvolvimento Agropecuário no Brasil

Vários são os programas dirigidos aos diversos segmentos do setor agrícola buscando uma melhor produtividade das culturas e uma melhor sustentabilidade.
1. Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC)
Este programa conta com recursos da ordem de R$ 2 bilhões. O Programa ABC visa práticas, tecnologias, sistemas produtivos eficientes, com a finalidade de tornar menos penosa a emissão de gases de efeito estufa. O programa financiará a implantação e ampliação de sistemas integrados lavoura-pecuária ou a combinação dos dois com florestas, correção do solo, adubação, práticas conservacionistas, implantação e manutenção de florestas comerciais, recomposição de áreas de preservação ou de reservas florestais, com o objetivo de uma produção sustentável e com baixa emissão de gases de efeito estufa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Problema dos Solos Compactados

Os solos compactados apresentam uma série de desvantagens para a agricultura. A água não penetra facilmente através do perfil do solo, escorrendo pela superfície e levando, nas enxurradas, terra e nutrientes; 
por sua vez o solo oferece uma resistência, dificultando os trabalhos de preparo do solo e de plantio; há uma maior concentração de raízes na camada superficial, que apresentam-se deformadas; as raízes não penetram no perfil do solo, em busca de água e nutrientes, e, no período de estiagem, as plantas sofrem com o
estresse.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Webconferência sobre ITR e ADA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoverá dia 21 de setembro, às 10 horas, uma webconferência sobre Imposto Territorial Rural (ITR) e Ato Declaratório Ambiental (ADA). As perguntas podem ser enviadas para o e-mail  canaldoprodutor@cna.org.br.
O prazo para entrega do ITR e ADA encerra, em 2010, no dia 30 de setembro.
Local da webconferência:  http://www.canaldoprodutor.com.br/ , 10 horas da manhã.
Fonte: CNA

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Os Cuidados Essenciais para o Sucesso da Calagem

Afora a aplicação de calcário para neutralizar a acidez do solo, melhorar o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, melhorar a absorção, pelas plantas, dos nutrientes do solo, reduzir os níveis tóxicos de alumínio (Al) e de manganês (Mn) e aumentar a produtividade das plantas, a calagem deve ser executada de maneira correta, e a escolha do corretivo é um dos fatores primordiais.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Controle dos Nematoides pela Rotação de Culturas

Os nematoides são vermes que provocam graves lesões no sistema radicular das plantas.
As plantas infestadas apresentam um comprometimento na sua capacidade de absorver a água e os nutrientes. São conhecidos os nematoides de cistos, de galhas e de lesões radiculares. Os nematoides infestam várias culturas, como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, café e outras. No caso da soja, existem mais de cem espécies de nematoides, com cinquenta gêneros, pelo mundo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Adaptação ao Novo Rótulo da Embalagem de Arroz

As empresas embaladoras de arroz devem adaptar o rótulo da embalagem ao novo padrão oficial, até 1º/02/2011. Tudo com base na Instrução Normativa nº 6, do MAPA, que visa a identificação, o subgrupo, a classe e o tipo de arroz, conforme o que está preconizado na referida norma.

Área de Plantio do Milho Deverá Decrescer

Cerca de 7,4 milhões de hectares deverá ser a área plantada com milho na safra de verão. A causa foi o baixo preço da saca de milho que motivou os agricultores a trocarem pelo plantio da soja. Entretanto o panorama do milho mudou com o aumento dos preços deste grão, mas como o produtor já tinha optado pela soja, os insumos já comprados, descartaram a possibilidade de muitos mudarem de idéia. A solução é aguardar a "safrinha".

sábado, 11 de setembro de 2010

Novos Milhos Transgênicos

A empresa Syngenta aguarda a liberação, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), para a comercialização da semente de milho desenvolvida a partir de três novas tecnologias transgênicas: Bt11, GA21 e MR162.
As sementes controlam vários tipos de lagartas, como a lagarta do cartucho. Esta lagarta é a responsável por sérios danos ao milho, ocasionando prejuízos severos à produtividade das plantas. São híbridos de grande produtividade, de acordo com o clima, região, e manejo das plantas. Outro milho transgênico, desenvolvido pela a Syngenta, é o "Agrisure Viptera", para o plantio da safra 2010/2011, e controla as lagartas que atacam as plantas de milho.
Por outro lado, a Monsanto deve lançar, este ano, o milho transgênico "YeldGard VI Pro", híbrido responsável pelo aumento da produtividade e combate às pragas.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Os Tipos de Adubos Orgânicos

Os adubos orgânicos são originados de resíduos de plantas e de animais. Os adubos orgânicos podem ser simples ou mistura entre eles. Já o composto é obtido através de processos físicos, químicos, físico-químico e biológicos. Os organo-minerais são misturas de orgânicos e fertilizantes minerais.
Os adubos orgânicos simples são aqueles originados de plantas e de animais. Neste tipo temos os estercos de bovinos e suínos, camas de aviários, torta de mamona, turfa, linhita. Um cuidado especial é com a utilização de estercos e plantas que apresentem partes comestíveis pela população humana, pois eles têm, quando no estado fresco, microorganismos que podem causar doenças. Sua utilização só é permitida

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Importância de uma Correta Amostragem de Solo

Já abordamos, em vários posts, a importância da calagem para neutralizar a acidez do solo e da recomendação de adubação para suprir os nutrientes essenciais ao desenvolvimento e o aumento na produtividade das plantas. O técnico responsável pela lavoura de grãos, pomar de fruteiras, etc... leva em conta o resultado da análise do solo feita por um laboratório especializado e credenciado. Esta análise tem que representar o solo que está sendo cultivado. Caso contrário, as recomendações serão errôneas influindo nos resultados da produção. Por isto, a importância desta amostra média de representar corretamente o nível de fertilidade em que se encontra o solo onde o produtor vai estabelecer a lavoura de qualquer cultura.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Plantio de Adubos Verdes na Citricultura

Com a adubação verde é possível recuperar a fertilidade do solo devido os aumentos nos teores de matéria orgânica do solo, na CTC, na disponibilidade de nutrientes para as plantas, na retenção de água e na aeração do solo, e no controle de nematóides. Os adubos verdes, leguminosas, possuem baixa relação C/N devido à presença de grande quantidade de nitrogênio. Mas elas, sozinhas, não suprem as necessidades totais das plantas em nutrientes, com excessão do N, embora tenham quantidades apreciáveis de NPK+Ca+Mg. As leguminosas têm a capacidade de formar relações com fungos, originando as micorrizas, tão fundamentais na agricultura ecológica pelo aumento da área de exploração das raízes.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Satélites Vão Monitorar Propriedades Brasileiras

A partir do fim do ano, no Brasil, as propriedades agrícolas cadastradas serão monitoradas por cinco satélites, diariamente. Os satélites poderão enxergar, numa lavoura, as folhas que começam a amarelar, mesmo que o produtor não as tenha observado, os riscos de calote, e o cumprimento de leis ambientais. As imagens obtidas, destas propriedades cadastradas, formarão uma base de dados à qual serão adicionadas informações como: dados de solo e clima, tipo de semente plantada e especificações técnicas de cada cultura. O sistema já foi apelidado de "big brother".
O produtor brasileiro, com as informações obtidas, poderá planejar o período de colheita ideal. Por outro lado, as seguradoras saberão se os seus segurados plantaram mesmo e se vão colher.
O convênio abrange a EMBRAPA, a Seguradora Allianz, a empresa alemã Rapid Eye, e a empresa brasileira de tecnologia agrícola, a R3ZIS.
O sistema está sendo testado no interior do Estado de São Paulo e, até o fim do ano, atingirá vários municípios do Estado de Minas Gerais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Relação Ca:Mg do Solo e o Ideal para as Plantas

Os solos brasileiros, em geral, são ácidos e pobres em nutrientes. Neste caso, o cálcio e o magnésio podem apresentar teores muito baixos. São nutrientes importantes e necessários ao bom desenvolvimento das plantas, traduzindo-se em aumentos de produtividade. Eles guardam uma relação entre si, a chamada relação Ca:Mg. No caso da soja, a EMBRAPA preconiza uma relação Ca:Mg igual a 3,5. A literatura recomenda uma relação entre 3-5 como a ideal para a maioria das culturas. Entretanto, devemos ter em mente que o excesso de cálcio inibe a absorção de magnésio, e vice-versa. Além disto, o cálcio melhora a absorção do micronutriente Boro: porém, quanto mais cálcio é usado, mais boro é absorvido pela planta. Na escolha do corretivo, para neutralizar a acidez do solo, é imprescindível considerar a relação Ca:Mg do produto.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Utilização da Urina de Vaca como Fertilizante

A urina de vaca vem sendo utilizada para aplicação como fertilizante para as plantas, e como repelente para os insetos. Ela contém todos os dezesseis elementos essenciais para o desenvolvimento das plantas, macro e micronutrientes, mais sódio, e alumínio; possui, também, na sua composição os "fenóis" que aumentam a resistência das plantas, bem como o hormônio responsável pelo crescimento das plantas, o ácido indolacético que em frutíferas contribui para a formação de frutos maiores. A urina de vaca melhora as condições do solo - tendo papel importante no aumento da produtividade das plantas - e apresenta microorganismos que decompõem a matéria orgânica. Entretanto, muita pesquisa terá que ser feita para verificar sua eficiência em várias culturas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fertilidade do Solo - Preocupações de um Passado Recente

Vou transcrever abaixo um comentário do leitor "msg" (algures neste vale,) o qual tem se destacado diariamente com seus comentários profícuos e pertinentes aos assuntos do blog e, também, enriquecendo com a sua experiência e conhecimentos, nos brindando com as mesmas. Para isto transcrevemos na íntegra o referido comentário. 

Caro Colega
Em primeiro lugar,estou-lhe muito grato por se dispor a aceitar,até quando entender,páginas de um caderno já um tanto amarelas.Depois,umas palavras prévias em relação às citações que se seguem. Trata-se de escritos muito antigos,que reflectem as preocupações desse tempo,num enquadramento geral. Mas dado o nível dos autores,essas preocupações estavam bem fundamentadas. O tempo de hoje é muito outro,mas o

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tipos de Lavagem das Embalagens Vazias de Agrotóxicos

Um assunto que merece atenção e cuidado por parte dos agricultores diz respeito às embalagens vazias de agrotóxicos. Aquela prática de abandoná-las, após o uso, na lavoura, perto de fontes de água, ao contato de crianças, animais e os próprios empregados, não pode ser mais utilizada sob pena de causar sérios riscos à saúde humana, aos animais e à contaminação do meio ambiente. É necessário que o empregador e os empregados se conscientizem dos cuidados que devem tomar antes, durante e após as aplicações: e, neste contexto, as embalagens usadas são uma prioridade quando se busca o uso eficiente e sem perigo tanto na utilização dos agrotóxicos como com qualquer produto perigoso. Deve o empregador seguir as instruções do técnico responsável, bem como orientar, fiscalizar e treinar seus empregados no manuseio dos agrotóxicos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Os Microorganismos do Solo na Solubilização dos Fosfatos

Os microorganismos estão presentes na matéria orgânica do solo, a qual representa um dos componentes da fertilidade do solo. Os microorganismos aparecem desde a formação do solo, na decomposição dos resíduos orgânicos, na formação da matéria orgânica, na reciclagem dos nutrientes. Os microorganismos têm uma ação solubilizadora do fósforo e produção de fosfatases.
No Brasil, em geral, os solos apresentam baixo teor de fósforo total e muito baixo teor de fósforo disponível para as plantas, devido aos problemas de fixação que ocorrem com solos que apresentam ferro e alumínio, e de características ácidas. Já vimos que do fósforo adicionado ao solo, através de fertilizantes químicos, até 25% é aproveitado pelas plantas. O fósforo (P) é adsorvido aos coloides do solo ou transformado em compostos de ferro e alumínio pouco solúveis para as plantas. Por isto é que as formulações de fertilizantes

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Col.Agro. 14 Interpretação da Análise do Solo

O artigo "Interpretação da Análise do Solo - Conceitos Básicos" está sendo apresentado abaixo na forma de slides. Já muito publicamos artigos sobre este assunto e, como os e-mails que recebemos nos pedem explicações sobre como interpretar uma análise do solo, resolvemos apresentá-lo de uma maneira diferente aproveitando os recursos do slideshare. A apresentação tem uma série de recursos, e você pode vê-la em tela cheia clicando menu - view fullscreen.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Elevar os Níveis de P e K no Solo

O fósforo (P), no solo, é um nutriente importante na nutrição das plantas. Embora as plantas absorvam fósforo em pequenas quantidades, em relação aos outros nutrientes N e K, ele é, nas formulações de adubos, em geral, o nutriente expresso em maior quantidade. A literatura agronômica diz que do fósforo aplicado ao solo é aproveitado apenas 15 a 25%, devido aos problemas de fixação pelo alumínio e ferro, formando compostos insolúveis que não são aproveitados pelas plantas. Os solos brasileiros são pobres em fósforo. Há necessidade de elevar os níveis do nutriente no solo. As recomendações de adubação são baseadas em faixas com diferentes níveis de P do solo, conforme os resultados de pesquisa que avaliaram a eficiência agronômica e a economicidade da aplicação dos fertilizantes, criando pontos de retorno máximo, em termos de produção e lucro.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Normas para o Plantio de Milhos Convencional e Transgênico

Como se sabe, o milho é uma planta alógama: ela se reproduz através da fecundação cruzada, e necessita a presença de dois indivíduos para a fecundação. Não existe a autofecundação. A dispersão de pólen favorece a contaminação dos milhos convencionais, a qual pode ocorrer, também, no transporte, em galpões, nos silos, quando da mistura de sementes e grãos convencionais e transgênicos. A CTNBio, na sua Resolução Normativa nº 4, propõe distâncias mínimas entre os plantios de convencional e transgênico. Entretanto, existem pesquisadores para os quais esta resolução não é suficiente: o pólen é carregado pelo vento à distâncias grandes e sua viabilidade é por 24

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

As Conversões Solo/Adubo dos Nutrientes PK

Muitas vezes temos que lançar mão das conversões para podermos calcular as necessidades de nutrientes. Na literatura, na pesquisa, encontramos as necessidades de manutenção, em nutrientes NPK, de uma espécie vegetal para seu crescimento e produção, e estes nutrientes vem expressos na forma elementar. Por outro lado, os nutrientes contidos nos fertilizantes são expressos de outra forma, ou seja, o P em P2O5, o K em K2O. Então, há necessidade de converter a forma elementar na forma utilizada pelos adubos químicos. Para explicar isto vamos realizar um exercício para melhor entendimento.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Segunda Geração de Milho Transgênico

Uma segunda geração de milho geneticamente modificado é desenvolvida pela Monsanto visando o controle das principais lagartas que atacam a planta. O milho foi liberado pela CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - em 2009, para a safra iniciada em outubro. Este milho de segunda geração é conhecido pelo nome de YieldGard VT PRO. Segundo a Monsanto, as sementes são de ótima qualidade, possibilidades de um acréscimo de 25% na produção, em relação aos milhos convencionais, e nenhuma necessidade de aplicação de inseticidas. A área de refúgio pode ser diminuída para 5% da área plantada, enquanto o milho de primeira geração permite uma redução de 10%.
O milho de segunda geração tem duas proteínas inseticidas do Bt (Bacillus thurigiensis) que garante proteção contra as lagartas do cartucho, da espiga, e da broca do colmo. A principal, a lagarta do cartucho, causa 30 a 40% de queda na produtividade, quando usado o milho convencional.
Enquanto isto, na Europa, os países que formam a União Européia, foram autorizados a decidirem, cada um, a proibição do uso de transgênicos. Portanto, os países têm liberdade para decidirem o cultivo de transgênicos. Se aprovada pelos governos e parlamentares, haverá um aumento na área de cultivo de transgênicos, principalmente nos países que já os utilizam. Alguns países eram inflexíveis no uso dos transgênicos: em doze anos foram aprovadas apenas duas variedades.

OUTROS ASSUNTOS
Benefícios da cana-de-açucar transgênica
Metade do milho plantado pode ser de transgênicos
Soja transgênica com ômega 3
Rotulagem dos produtos transgênicos

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Os Cuidados no Transporte de Agrotóxicos

Quem transporta agrotóxicos tem uma árdua missão: adotar medidas preventivas para evitar acidentes ou diminuir os riscos de acidente e ainda cumprir as obrigações conforme a lei de transporte de produtos perigosos. O desrespeito à legislação ocasiona multas tanto ao que vende como àquele que transporta. O agricultor na hora da compra deve se informar, junto ao revendedor, das características e perigos causados pelos produtos que transporta. Em suma, o agricultor precisa saber:
1. quais os cuidados no transporte do produto;
2. se a nota fiscal está corretamente preenchida conforme a legislação de transporte de produtos perigosos;
3. se a "ficha de emergência" e o "envelope para transporte" acompanham a nota fiscal;
4. se os produtos estão dentro dos "limites de isenção".
Grupo I - tóxicos - até 5 kg ou litros;
Grupo II - tóxicos - até 50 kg ou litros;
Grupo III - Nocivos - até 100 kg ou litros.
Se a carga estiver acima do limite de isenção, o transporte deverá ser feito por uma empresa preparada e habilitada para cumprir a legislação. Além disto, o veículo deverá levar rótulos de riscos, placas de segurança, e um kit de emergência contendo equipamentos de proteção, cones, pá, ferramentas, placas de sinalização, lanterna, etc.
No transporte de pequenas quantidades, o veículo mais apropriado é uma caminhonete e os produtos protegidos por uma lona impermeável presa à carroceria. O transporte de agrotóxicos é proibido dentro da cabine ou na carroceria, junto às pessoas, animais, ração e medicamentos. A altura da carga deve ser igual a altura da carroceria. Um "cofre de carga" pode ser usado para guardar pequenos volumes, ou que apresentem fragilidade. Revisar a carroceria para ver se não tem pregos ou outros materiais cortantes que causem danos às embalagens. Produtos com resíduos ou vazamento, embalagens rompidas, não podem ser transportados. É proibido o estacionamento do veículo junto a locais de aglomeração de pessoas e animais. Da mesma forma, é proibida a lavagem dos veículos transportadores de agrotóxicos em coleções de água. As embalagens assinaladas como "frágil" devem ser protegidas contra danos, rupturas e vazamentos.
Como proceder no caso de vazamentos ou acidente?
Isto é um assunto que ninguém quer passar, mas que pode acontecer. Neste caso, o veículo deve ser parado, e o motorista verificar o que aconteceu. Não acenda fósforo, não fume, não coma, não beba durante o processo de limpeza que deverá ser procedido. Antes, o motorista deve vestir o seu equipamento de proteção individual para depois sinalizar a área com cones, cordas, placas de sinalização - PERIGO. AFASTE-SE. A ficha de emergência deve ser verificada, seguindo as orientações nela contidas. O produto derramado deve ser estancado para evitar que atinja rios, córregos, a rodovia, e recolhido para descartá-lo em locais apropriados. A presença de pessoas, crianças, deve ser afastada. O revendedor deve ser contatado, e o veículo jamais abandonado, sem a presença da pessoa habilitada.
Fonte consultada e imagens aqui mostradas - ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Fórmulas Similares de Fertilizantes

As tabelas de recomendação de adubação, nos diversos Estados brasileiros, para diferentes culturas, são baseadas nos níveis de N, P, K do solo, conhecidos pelo resultado da análise de uma amostra média de terra representativa da lavoura. As quantidades dos principais nutrientes vêm expressas em N, P2O5 e K2O. por outro lado, as formulações de adubos expressam os teores de P e K em P2O5 e K2O, respectivamente. Assim, para uma lavoura de feijão, por exemplo, as recomendações seriam, por hectare: 20 kg N, 80 kg de P2O5 e 40 kg de K2O. " Qual seria a fórmula, ou fórmulas, de fertilizante mineral que forneceria estas quantidades exatas?"

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Estado do Ceará Incentiva o Cultivo Protegido

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) e a Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA), em parceria com a Coordenação de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, e do Instituto Agropólos, executam um "projeto piloto" beneficiando seis famílias das comunidades de Ibiapara e Vaquejador, com o cultivo protegido e energia solar. O projeto está sendo desenvolvido desde novembro de 2009, e os agricultores estão produzindo alimentos de qualidade utilizando energia renovável. Isto garante segurança alimentar e uma maior renda para as famílias que fazem parte do projeto. Culturas como, milho, feijão, pepino, tomate, pimentão, e frutas como manga, goiaba, laranja, tangerina, maracujá e outras, estão sendo comercializadas e incluídas na merenda escolar. A mão-de-obra é

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As Argilas e os Níveis de CTC do Solo

Solo fértil é aquele que contém todos os nutrientes disponíveis e essenciais às plantas, que não apresenta elementos tóxicos, e ótimas propriedades físico-químicas. Solo produtivo é o solo fértil aliado à ótimas condições de clima e práticas culturais, proporcionando um bom desenvolvimento das plantas e maior produtividade por área. Um solo não fértil pode tornar-se um solo produtivo através da neutralização da acidez pela calagem, mais aplicação de adubos, contando com condições climáticas favoráveis. Encontramos várias leis no campo da Agronomia:
Lei dos Acréscimos não Proporcionais - também conhecida como Lei de Mitscherlik ou Lei dos Retornos Decrescentes, em que a produção das culturas aumenta até uma certa quantidade de nutrientes aplicados para depois decrescer, mesmo com o aumento desta quantidade. A planta responde à aplicação de fertilizantes, para depois deixar de responder com o acréscimo na quantidade aplicada.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Matéria Orgânica do Solo

A matéria orgânica (MO) seria formada de organismos, resíduos de vegetais e de animais, em decomposição. A matéria orgânica do solo é a principal reguladora da CTC do mesmo. O carbono (C) orgânico participa com 58% na composição da matéria orgânica do solo. Para se obter o teor de MO%, multiplica-se o teor de carbono por 1,724. Dividindo-se o teor de carbono por 20 teremos uma estimativa do teor de nitrogênio (N) no solo. Os solos contêm carbono cerca de duas vezes superior a da atmosfera e cerca de três vezes superior à presente na vegetação. A decomposição da matéria orgânica do solo libera CO2 para a atmosfera, e desta é absorvida, novamente, para formar a matéria orgânica.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Programa Agricultura de Baixo Carbono - Programa ABC

O Programa Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC) tem a finalidade de manter a produção agropecuária diminuindo a emissão de gases de efeito estufa. No primeiro ano do programa serão destinados dois bilhões de reais. O objetivo do Programa ABC, além de aumentar a produção brasileira, é uma maior segurança alimentar e ambiental. O programa estimulará todas as propriedades agropecuárias que buscam a sustentabilidade, e atuará em cinco frentes:
1 - Recuperação de pastagens degradadas - a proposta é recuperar 15 milhões de hectares de pastos degradados, utilizando manejo adequado e adubação, visando uma redução de 83 a 104 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) equivalente/ano, até 2020;
2 - Incentivo para formação de sistemas produtivos, a integração lavoura-pecuária - buscar um aumento de área, integrando lavoura-pecuária-florestas, em 4 milhões de hectares, reduzindo 18 a 22 milhões de toneladas de CO2;
3 - Expansão do plantio direto - Ampliação do Sistema de Plantio Direto em 8 milhões de hectares;
4 - Aumento das áreas cultivadas, incentivando a fixação biológica de nitrogênio (N);
5 - Ampliação da área com florestas plantadas.

OUTROS ASSUNTOS
As Emissões de Metano nas Lavouras de Arroz Irrigado

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Projeto Biomas

Com a discutida Reformulação do Código Florestal, aprovado em 06/07/2010 pela Comissão Especial da Câmara, criando as Reservas Legais e as Áreas de Preservação Permanente - APP's houve um impasse entre os Ministérios do meio Ambiente e da Agricultura, para levar a cabo esta mudança. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) recorreu a uma parceria com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), para por fim a esta polêmica, e lançou o "Projeto Biomas". Este projeto visa identificar os potenciais de uso da terra, considerando o ambiente, e estabelecendo parâmetros para o desenvolvimento de uma agropecuária sustentável. O projeto visa à criação de seis unidades de 500

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os Biomas Brasileiros

Bioma vem a ser uma comunidade biológica, ou fauna ou flora, com interações próprias e com o solo, água e ar. Áreas bióticas são áreas geograficamente ocupadas por biomas. São levados em consideração o mesmo tipo de clima e de vegetação, embora um bioma possa ter uma ou mais vegetações e diferentes animais. Por outro lado, como componente abiótico teríamos a energia radiante recebida na terra e vapor d'água. No Brasil, existem sete tipos de biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, o Pampa e as Zonas Costeiras.
1 - Mata Atlântica:
Este bioma possuía na sua origem 4.000 km² e representava 8,5% da

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Aumento da Área de Plantio do Algodão

Quando um produto está ameaçado de pouca oferta mundial, os produtores ingressam no desejo de aumentar a área de plantio. É a Lei da Oferta e Procura. Com pouca oferta, o preço tende a subir. Baseados nisto, os produtores brasileiros desejam aumentar a área de plantio: a estimativa é de um aumento de 20% na área plantada, para a safra 2010/2011. Dois motivos levam a isto: primeiro, a rentabilidade deverá ser muito alta em virtude da escassez de oferta; segundo, grande parte da produção futura já está comercializada. Com este aumento de 20%, a área plantada deverá ser de quase 1 milhão de hectares. Houve anos em que a área plantada de algodão estava neste patamar, e a ociosidade atual é de 25%, o que não demandará despesas com infraestrutura: ela já existe, mas ociosa. A indústria têxtil está preocupada, pois há um atraso na colheita e o pouco algodão colhido está sendo exportado para cumprir contratos. Em suma, não há algodão no Brasil e nem de onde importar, atualmente.

RS será Beneficiado com a Reformulação do Código Florestal

Cerca de 400.000 agricultores gaúchos serão beneficiados com a reformulação do Código Florestal, aprovado em 06/07 pela Comissão Especial da Câmara. Trata-se do fim da exigência de manutenção de 20% de Reserva Legal, em propriedades que possuam até quatro módulos fiscais. Segundo o módulo fiscal, definido para cada município, em hectares, a classificação das propriedades é a seguinte:
Minifúndio - menos de 1 módulo fiscal;
Pequena propriedade - de 1 a 4;
Média propriedade - de 4 a 15;
Grande propriedade - mais de 15 módulos fiscais.

Prorrogada a Consulta de Texto para Classificação do Milho

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prorroga por 180 dias a consulta de texto para edição de novas regras de classificação do milho. A Instrução Normativa dispõe sobre requisitos de identidade e qualidade, amostragem, modo de apresentação e rotulagem do produto. No requisito qualidade, as exigências serão definidas em relação ao uso proposto, consistência, tamanho, cor do grão e limites de tolerância para classificação em tipos de milho.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Meta é Diminuir a Importação de Potássio

O Brasil importa mais de 90% do potássio consumido na fertilização das lavouras. Porém, o preço vem aumentando muito nos últimos anos o que se torna um problema quando se quer reduzir o custo de uma lavoura. A FertBrasil é uma rede de pesquisa e inovação, que congrega 138 pesquisadores e técnicos de 22 unidades de pesquisa da Embrapa e 73 de outras entidades de pesquisa e extensão. O objetivo é gerar e transferir tecnologia visando o aumento da eficiência dos fertilizantes, e identificar fontes alternativas de nutrientes, com a formação de novos produtos para a agricultura. Estas fontes seriam minerais e resíduos orgânicos. No caso dos orgânicos, os resíduos suínos e de aves. Segundo Vinicius Benites da Embrapa, 10 a 15% do potássio consumido no Brasil poderia vir de dejetos de animais. Outra fonte seria a vinhaça, subproduto da Usina de cana, rica em potássio, e que poderia suprir o equivalente a 25% do potássio importado. Nos minerais, a utilização de rochas silicáticas. A rede FertBrasil pretende disponibilizar no mercado 21 produtos e processos visando eficiência com economicidade. Com isto esperam alcançar uma diminuição de 1,40% na importação de potássio, de imediato. Será analisada, ainda, o impacto desta tecnologia no meio ambiente, em comparação com o emprego dos fertilizantes convencionais.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Silício e sua Importância para as Plantas

Pelo decreto-lei 4954 de 14/01/2006, o silício foi considerado como micronutriente pela legislação brasileira. Quanto às fontes, somente o silicato de potássio foi regulamentado como fonte de silício solúvel para ser usada na agricultura. O silicato de potássio é obtido tratando-se a sílica com hidróxido de potássio, sob temperatura e pressão altas, obtendo-se o silicato de potássio. O silicato apresenta-se como líquido solúvel, pH maior que 12, aspecto viscoso e incolor. Por ser solúvel pode ser aplicado via foliar, fertirrigação e hidroponia. No solo, o silício desloca o fósforo (P) fixado nos óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio, tornando-o disponível para as plantas. Em condições de alagamento, reduz a toxidez de ferro e manganês. O silício favorece a

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aprovada a Reformulação do Código Florestal

A Comissão Especial da Câmara aprovou em 06/07 a reformulação do Código Florestal. O próximo passo é discutir e votar a matéria em plenário, após as eleições de outubro. O relatório aprovou o fim da classificação dos diferentes tipos de vegetação. Outra questão foi juntar a moratória de cinco anos sem abertura de novas áreas de plantio e a consolidação das existentes até julho de 2008. Os ocupantes de propriedades que podiam ter áreas maiores desmatadas, no início da ocupação, não serão obrigados a recompô-las nem serão punidos. O prazo máximo para a recomposição das áreas desmatadas foi mantido em vinte anos mais os cinco de moratória. Em relação à Reserva Legal, a vegetação remanescente, nas propriedades com até quatro módulos fiscais será preservada, porém nos limites previstos no bioma: 80% nas florestas da Amazonas Legal, 35% no Cerrado e 20% nas demais áreas. Foi tirado da competência dos Estados, a possibilidade de aumentar ou reduzir pela metade as Áreas de Preservação Permanente - APP's. Foi, também, dispensada a recomposição de Reserva Legal nas propriedades de até quatro módulos fiscais, cujas áreas já estão consolidadas para a produção. As áreas preservadas deverão ser mantidas.

Módulo Fiscal é o parâmetro para a classificação fundiária do imóvel rural quanto a sua dimensão, em hectares, conforme art. 4º da Lei 8.629/93. Ele é estabelecido para cada município.
Minifúndio - menos de 1 módulo fiscal;
Pequena propriedade - entre 1 e 4 módulos fiscais;
Média propriedade - entre 4 e 15 módulos fiscais;
Grande propriedade - acima de 15 módulos fiscais.

terça-feira, 6 de julho de 2010

As Emissões de Metano no Arroz Irrigado

O leitor assíduo deste blog,  que se assina "msg" fez um comentário sobre as emissões de metano, o qual transcrevemos abaixo e que completamos após com algumas elucidações sobre a matéria conforme a pesquisa brasileira oficial. O leitor msg, nos brinda sempre com comentários pertinentes aos assuntos do blog, e que vem enriquecer os nossos conhecimentos e dos nossos leitores.
Caro colega Gismonti
Pelo que  tenho lido, em que se inclui um texto seu, é grande o interesse aí, sobretudo,no Rio Grande do Sul,
pela cultura do arroz. Sendo ela responsável por parte das emissões de metano,que se vão dando onde haja condições  de  anaerobiose,  estando  assim  muito  bem  acompanhada,  que  várias  são  essas  condições,

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As Garantias Mínimas dos Fosfatos Naturais Reativos

O nosso leitor " forjengineer " publicou um comentário no blog sobre as garantias mínimas dos fosfatos naturais reativos que teriam sido alteradas pela Instrução Normativa n° 5. Disse o leitor que o P2O5 total, no mínimo, seria 27%, e que o P2O5 solúvel em ácido cítrico 2% 1:100 seria, no mínimo, 30% do teor total de fósforo garantido pelo indústria que o comercializa. Na nossa publicação, falamos de 28% de fósforo total  e 9% de fósforo solúvel em ácido cítrico 2% 1:100. E o leitor forjengineer, atento à legislação brasileira de fertilizantes comentou esta diferença. Agradecemos ao mesmo por este comentário dando a possibilidade de atualizarmos o artigo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Importância dos Equipamentos de Proteção para Agrotóxicos

Os agrotóxicos, se não forem bem manejados, podem causar uma série de problemas ao homem, aos animais e ao meio ambiente. Todo cuidado e medidas preventivas, adotadas no trabalho diário com estes produtos, são condições primordiais para uma aplicação correta dos produtos. A NR-31, norma que regulamenta as atividades do empregador e empregados, no campo, é bem rígida no aspecto de utilização dos agrotóxicos. O produto tóxico pode contaminar o homem e animais, através da pele, olhos, nariz (respiração) e boca. A Legislação Trabalhista prevê que todo o trabalhador que lida com estes produtos deve estar protegido, utilizando vestimentas especiais, que protejam todo o corpo. Estes protetores são chamados de Equipamentos de Proteção Individual - EPI'S. Todo o trabalhador deve ter o seu EPI

terça-feira, 29 de junho de 2010

Evolução dos Fertilizantes em 2010

Os fertilizantes são muito importantes para promoverem o desenvolvimento das plantas. Eles repõem os nutrientes necessários para um aumento de produtividade das culturas. Pelas características de nossos solos serem de baixa fertilidade, a aplicação de fertilizantes faz com que as plantas respondam muito bem à aplicação dos mesmos. Um queda no consumo de fertilizantes proporciona uma diminuição da produtividade das lavouras. Os custos altos de produção contra os baixos preços recebidos pelo produtor, na venda da safra, faz com que haja uma menor aplicação de fertilizantes. Segundo dados da ANDA - Associação Nacional de Difusão do Adubo - nos anos de 2006 e 2007 houve um incremento nas entregas de

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Condicionadores de Solos - Ácidos Húmicos e Fúlvicos

Os condicionadores de solos se caracterizam por produtos que concentram grandes quantidades de matéria orgânica e ácidos húmicos e fúlvicos. Servem para a restauração da fertilidade dos solos desgastados proporcionando equilíbrio físico, químico e biológico. Formoso, C.H; Teixeira, N.T.; Lopes, G.O. testando um produto comercial, contendo ácidos húmicos e fúlvicos, na cultura do tomate, em casa de vegetação, chegaram à conclusão que o mesmo beneficiou a produção de frutos, com uma aplicação de 0,5 l/ha. Os mesmos pesquisadores, e mais Cavarreto, B.M. estudaram a possibilidade de usar condicionador de solo comercial à base de turfa, ácidos húmicos e fúlvicos e mais potássio (K), no desenvolvimento e produção da

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Lei dos Retornos Decrescentes na Agricultura

Em virtude dos solos brasileiros, em geral, apresentarem características de acidez acentuada e de baixa fertilidade, com pobreza de nutrientes indispensáveis às plantas, são necessárias práticas de calagem e fertilização, recomendadas pelos técnicos, a fim de que o produtor rural consiga obter altas produtividades. Sem isto, as lavouras estão fadadas à baixas produtividades.
Os órgãos de pesquisa brasileira vem trabalhando há anos no aprimoramento das tabelas para que elas representem o ideal nas recomendações de nutrientes para as diversas culturas, visando o aumento da produtividade com economicidade. Em suma, que os nutrientes aplicados através da fertilização, aliado a

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Exposição Direta e Indireta aos Agrotóxicos

A NR – 31, “Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura” foi aprovada pela Portaria No. 86 de 03.03.2005, publicada no Diário Oficial da União em 04.03.2005.
Esta NR-31 obriga os empregadores rurais e equiparados, inclusive os constituídos sob a forma de microempresa ou empresa de pequeno porte.
A NR-31 tem como objetivo estabelecer normas a serem observadas na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. Se aplica a quaisquer atividades, no campo, relacionadas acima, verificadas as formas de relação de trabalho e emprego e o local de atividades.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Classificação dos Fertilizantes no Contexto da Legislação

As plantas necessitam de nutrientes para o seu desenvolvimento e formação de grãos. Como afertilidade de nossos solos é muito baixa há necessidade de fornecê-los por meio da aplicação de fertilizantes químicos, orgânicos, e misturas entre eles. Portanto, fertilizantes são misturas minerais ou orgânicas, naturais ou sintéticas que fornecem um ou mais nutrientes para as plantas. A comercialização é feita dentro dos preceitos que rege a Legislação Brasileira de Fertilizantes, que prevê as garantias mínimas dos nutrientes contidos no fertilizante, e tolerâncias admitidas para cada caso.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aumento nos Recursos para Agricultura Familiar

Deverão ser injetados na agricultura familiar 16 bilhões de reais, para a safra 2010/2011. Na safra anterior a aplicação foi de 15 bilhões de reais, quase 6,7% de incremento. Quando iniciou o programa, cerca de 5,4 bilhões de reais foram colocados ao alcance da agricultura familiar. O PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) espera atingir 2,2 milhões de contratos com o desenvolvimento deste tipo de segmento da agricultura. Além disto, o programa espera beneficiar 1 milhão de novos agricultores atingindo, em grande escala, as Regiões Norte e Nordeste do país. A novidade do Programa, que será assinado no próximo dia 17, é que aquelas famílias que exploram lavouras de trigo, milho, soja, bovinocultura, etc, com renda de até R$ 220.000,00 por ano poderão participar do programa, o que não acontecia até agora. Os agricultores, ainda este mês, poderão procurar o Banco do Brasil para renegociar as suas dívidas, parcelamento, quitação à vista com desconto, etc.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Necessidade de Calagem e Saturações de Ca e Mg

O objetivo desta postagem é atender a uma solicitação do Tiago, leitor deste blog, que postou um comentário pertinente ao assunto. Já publicamos várias postagens sobre o tema, mas vale  repetir para reforçar o assunto tão importante para aqueles que se dedicam à recomendação de calagem e fertilizantes, baseadas nas informações de uma análise de solo. Além disto, muitos emails nos pedem para esclarecer muitas dúvidas que ainda ficam entre os leitores.
Preliminarmente, vamos recordar o seguinte:
Se a análise não informa o valor da soma de bases (SB), o cálculo é este:
SB = K+Ca+Mg+Na expressa em cmolc ou mmolc/dm³. Todos os elementos têm que estar expressos na mesma unidade.
Se a análise não informa o valor da CTC efetiva (t), o cálculo é este:

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Fósforo do Solo e a Eficiência Agronômica

Os solos brasileiros são ácidos e apresentam deficiências de P para as plantas. Embora exigido pelas culturas, em geral, em quantidades pequenas, o P é um fator limitante no aumento de produção das culturas. As plantas respondem muito bem à calagem, à fosfatagem e à manutenção dos níveis de P no solo, com aumento na produtividade. Entretanto, nos fertilizantes minerais granulados ou complexos, o nutriente P é expresso em percentagem maiores do que o N e K. Isto se deve ao fato de que apenas 15 a 25% do P aplicado ao solo´é absorvido pelas plantas, devido aos processos de fixação, retrogradação e outros já comentados em artigos anteriores (leia o artigo  "clicando aqui").
O fósforo, no solo, encontra-se na fase sólida – orgânica e inorgânica, e na fase líquida – solução do solo. Nesta solução ele está presente como ânions H2PO4 e HPO4 e sua concentração é menor que 0,01 mg/dm³ ou 0,02 kg/ha. Esta é apenas uma pequena fração do fósforo total e é a forma solúvel que as plantas absorvem.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

32a. Semana Citricultura

De 7 a 11 de junho do corrente ano, o Centro de Citricultura "Sylvio Moreira" e O Blog Agricultura SP, vão apresentar palestras, vídeos e debates sobre a Citricultura, na 32a. Semana Citricultura. É um assunto bastante importante pelo que representa a citricultura brasileira no cenário agrícola mundial. No dia 7, às 14,15 h, o pesquisador científico do IAC, Sr. José Orlando Figueiredo receberá um prêmio, com transmissão ao vivo. Na programação, mais os seguintes eventos: 41º Dia do Citricultor e a 36a. Expocitros.
Para maiores informações, clique aqui  PROGRAMAÇÃO COMPLETA.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As Reações dos Fertilizantes Potássicos e o Solo

O potássio é um cátion que tem uma carga elétrica positiva, e é absorvido pela planta sob a forma de íon K+ presente na solução do solo. Os minérios de potássio não sofrem nenhum tratamento químico, como as rochas fosfatadas, para serem empregados diretamente na agricultura. Os minérios de potássio se formaram ao longo de milhões de anos pela evaporação de grandes mares e lagos que secaram, depositando no seu fundo os sais de potássio. No decorrer dos anos, estas camadas, existentes no fundo dos mares, foram cobertas por grandes camadas de rochas e solo. Por isto é que se encontram minérios de potássio a grandes profundidades (2.000 metros), causando um problema a sua exploração e a separação dos componentes não desejáveis.

terça-feira, 1 de junho de 2010

As Transformações do Enxofre (S) no Solo

Após o carbono (C) e o nitrogênio (N), o enxofre (S) é um dos elementos mais abundantes na terra. Ele é essencial para os organismos vivos  e fonte de energia para as bactérias litotróficas. Nos solos tropicais, os teores de S disponível são bastante baixos e não satisfazem as necessidades das plantas. Por isto a aplicação de fertilizantes que contenham o enxofre na sua composição, como o superfosfato simples, o sulfato de amônio e outros. No caso de pastagens e árvores (culturas permanentes), o enxofre necessário deve vir da reciclagem da matéria orgânica existente no solo; as reações microbianas ou químicas produzem sulfato (SO4--) disponível e absorvido pelas plantas. Segundo Shan et al. (1977), o S orgânico do solo pode

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Contabilidade nas Operações Rurais

Um aspecto que considero importante na agropecuária é a contabilidade. Todo o produtor deve fazê-la para ter uma idéia real do que gasta e recebe com o desenvolvimento do processo de produção. A idéia de somente gastar e receber sem saber se os resultados são bons ou ruins, e se está tendo lucro com o empreendimento, não pode ser mais aceita nos dias de hoje. Encontramos no Gestópole um excelente artigo do Sr. Carlos José Pedrosa - Contabilidade e Consultoria - que orienta muito bem o produtor rural a lançar mão da contabilidade na sua propriedade. Pode ser o marco inicial para trilhar este caminho. Abaixo transcrevemos o referido artigo de Carlos José Pedrosa que gentilmente autorizou a sua publicação no blog.

A contabilidade nas operações rurais
Autor Carlos José Pedrosa - C. J. Pedrosa Consultoria

Nem todas as pessoas têm uma compreensão exata de como a contabilidade se insere no mundo dos negócios. Entretanto, é  uma  necessidade  imperiosa  para  quem  exerce  alguma  atividade, seja comercial,
industrial, bancária, de serviços, agrícola ou qualquer outra. Ao contrário do que muitos empresários pensam, contabilidade não é luxo nem é burocracia: é uma necessidade para qualquer empreendimento. No setor agro-pecuário, inclusive, a contabilidade é um imperativo para bem controlar as atividades e os resultados, seja uma grande propriedade, um minifúndio ao estilo catarinense, ou até mesmo um fundo de quintal. Onde quer que alguém explore alguma atividade produtiva, a contabilidade será uma ferramenta da maior importância para colocar em destaque como as operações estão se desenvolvendo e qual o custo dos itens produzidos.
Tomemos como exemplo uma empresa agropecuária, que bem poderá ser uma granja avícola e de suínos, uma produtora de hortaliças ou uma grande plantação de soja. É compreensível que, nessas condições, nossa empresa tenha suas atividades setorizadas (ou departamentalizadas), compreendendo atividade-meio e atividades-fim. Assim teremos os setores de apoio – como mecanização rural (tratores, grades, arados, etc.), irrigação (bombas e tubulações), transportes, oficinas (manutenção) e outros acaso necessários – e os setores mais especificamente ligados às atividades-fim, que serão as explorações agro-pecuárias. Nessas condições, esses setores serão tantos quantas forem as explorações. Assim poderemos ter a exploração agrícola, pecuária, avícola, suinícola, etc. A exploração pecuária precisa ser subdividida em corte, leite, produção de matrizes e reprodutores, etc. A exploração agrícola deverá destacar as espécies trabalhadas, como tomate, pimentão, cenoura, soja, arroz, milho, feijão, etc.
Todos os insumos utilizados em cada exploração deverão ser apropriados na respectiva conta, ou grupo de contas. Assim, as sementes, adubos, mudas e os fertilizantes e defensivos utilizados na lavoura de soja serão separados dos utilizados na lavoura de feijão, de milho ou de hortaliças. Cada atividade terá seus custos destacados das demais, de modo que uma não poderá se misturar com as outras. De igual modo, cada exploração agrícola utilizará diversos serviços de apoio, como mecanização, transporte, irrigação, etc. O custo desses serviços será rateado pelas explorações que os utilizaram, na proporção da utilização. Cada exploração pecuária, ou avícola, ou suinícola, utilizará insumos que lhes são própria, como vacinas e medicamentos diversos, ração, materiais de embalagem, etc. O somatório de todos os custos em determinado período indicará quanto custou a produção obtida.
A divisão do total dos custos pelo total de unidades produzidas – toneladas de soja, ou de feijão, ou de hortaliças de determinada espécie – indicarão o custo unitário. Esse será o custo de produção para essa espécie, que poderá ser soja, feijão, milho, frangos de corte, ovos, suínos, etc. Nesse ponto o produtor saberá exatamente quanto lhe custou cada unidade produzida: cada tonelada de soja, ou de milho, ou de feijão, ou cada frango, cada peru, cada dúzia de ovos, etc. Se quiser avançar um pouco, poderá adotar o custo-padrão e aí, terá um outro elemento para analisar seus custos e confronta-los com sua realidade, não apenas os custos incorridos, mas também todas as mutações que ocorrerem no empreendimento.
O agricultor necessitará manter algum controle, no mínimo para atender às exigências do imposto de renda, separando as informações de forma ordenada, por espécie e por período. Será o caso, entre outros, das safras fundadas, quando os custos irão sendo acumulados desde um determinado ano e a produção só ocorrerá no exercício seguinte ou em exercícios futuros. Por exemplo, uma lavoura de café, ou de laranja, que necessitam de vários anos para a plena produção. Também será o caso de adiantamentos recebidos por conta de entregas futuras, como o exige a escrituração do livro caixa da atividade rural. As vendas também deverão ser contabilizadas segundo os itens de produção: venda de soja, de milho, de feijão, de hortaliças, de frangos, de ovos, etc. Também será possível desdobrar as vendas segundo os prazos de pagamento, podendo ser à vista, a prazo – e a diversos prazos – etc.
O confronto dos custos com os preços de venda obtidos no mercado indicará a viabilidade ou não de continuar determinada exploração. A decomposição dos custos em todos os seus elementos fornecerá instrumentos para uma análise profunda: se esses custos são ou não imprescindíveis à operação. De igual modo, conhecendo os custos o produtor rural poderá saber se os preços de mercado são atrativos ou se não estão sequer cobrindo o custo da ração ou do fertilizante utilizado, como tem sido praxe em nosso País, onde geralmente o agricultor paga para produzir. Mas, para saber quanto está pagando, nosso herói agro-pecuário precisará da contabilidade agrícola. Sem esse instrumento, ele continuará às cegas, trabalhando e perdendo dinheiro, sem saber aonde quer chegar. Ou se realmente quer chegar!
Sobre o autor: Carlos José Pedrosa é catarinense de Biguaçu, radicado em Alagoas. Tem formação em contabilidade, sendo um profissional autônomo oriundo da iniciativa privada. Com mais de 40 anos de atuação em banco, na indústria siderúrgica, metalúrgica, mecânica e de laticínios, no comércio, no setor jornalístico, em estatal de abastecimento e no setor público.
http://www.cjpedrosaconsultoria.com/ 
cjpedrosa@cjpedrosaconsultoria.com