terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quando Aplicar a Adubação Foliar

A adubação foliar tem uma grande importância na agricultura. Através dela podemos aplicar os nutrientes na época certa e nas quantidades que as plantas precisam. Já foi publicado um artigo sobre as vantagens e desvantagens da adubação foliar, bem como o tempo de absorção dos nutrientes após sua aplicação nas folhas.
Tempo de absorção dos nutrientes via foliar


Tipos de adubação foliar
A adubação foliar pode ser de correção ou complementação.
1. Adubação foliar de correção
Este tipo visa corrigir as deficiências que se manifestam durante certo estágio de desenvolvimento da planta. Ela é utilizada na recuperação de plantas submetidas a estresses, ou quando as plantas necessitam de um suprimento de nutrientes, como em casos de estiagens.
2. Adubação foliar complementar
Como o próprio nome indica, ela tem o objetivo de complementar a adubação realizada via solo ou pela fertirrigação. Nas lavouras de café, os macronutrientes são aplicados via solo e os micronutrientes via foliar. A adubação complementar é utilizada quando um micronutriente não foi bem aplicado via solo, então a complementação se dá via foliar, como acontece com o zinco (Zn).
Quando aplicar?
A adubação foliar deve ser aplicada no momento de maior necessidade da planta em nutrientes. No cafeeiro deve ser feita na pré e pós-floração e no desenvolvimento dos grãos. As aplicações devem ser feitas no período menos quente do dia, de preferência à noite. O uso de produtos adesivos (surfatantes) é condição para promover a aderência do produto nas folhas. Os micronutrientes devem ser aplicados na forma quelatizada, quando adicionados a defensivos. O pH da solução deve estar na faixa de 5,5 a 6,5 e levar em consideração a compatibilidade entre os produtos.
Neidimar Mariano, no artigo "Importância da Adubação Foliar" publicado no blog Agronomia, cita que o Mn e o Zn devem ser aplicados via foliar, nos citros. Para melhorar a absorção utiliza-se uréia ou cloreto de potássio, em 3 a 4 aplicações, durante o estágio vegetativo das plantas. Cita, ainda, que na fase de produção deve-se fazer uma aplicação no florescimento e outra após a colheita. Quanto ao boro (B), Neidimar recomenda a sua aplicação via solo, quando são obtidos os melhores resultados. Para citros recomenda a seguinte mistura para aplicação via foliar:
Zn - 500 a 1000 mg/L;
Mn - 300 a 700 mg/L;
B - 200 a 300 mg/L;
Cu - 600 a 1000 mg/L;
Uréia - 5 g/L
Boaretto, A.E et al, citam que resultados indicam que menos de 10% das quantidades de Zn, Mn e B aplicadas nas folhas de laranjeiras são absorvidas; entretanto são suficientes para elevar os teores dos micronutrientes das folhas adubadas. Citam, também, que menos de 1% das quantidades de Zn e Mn depositados na superfície das folhas é transportada para as partes da laranjeira que crescem após a aplicação foliar, e é insuficiente para alterar, de modo significativo, os teores foliares desses micronutrientes nessas partes. Colocam a seguinte pergunta: "Não seria necessário repensar a prática da adubação com micronutrientes em citros, quando se deseja uma correção ou prevenção de deficiência com um efeito mais duradouro do que o efeito efêmero da adubação foliar"?
OUTROS ARTIGOS PARA LER
Adubação foliar-Micronutrientes nas culturas do milho e soja
Adubação foliar-Micronutrientes nas culturas do algodão e café
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