terça-feira, 5 de março de 2013

Adubações Recomendadas na Interpretação da Análise do Solo

A partir do resultado da análise do solo, o agricultor se depara com a recomendação de adubação. O objetivo dessa recomendação é elevar o teor dos nutrientes do solo, de maneira que a planta encontre os nutrientes em quantidades satisfatórias para alcançar altos rendimentos. Três são os tipos de adubação que o agricultor vai encontrar: a adubação de correção, a adubação de manutenção e a adubação de reposição. As tabelas oficiais de
recomendação de adubação são divididas em faixas, que variam de Estado para Estado brasileiro, onde podemos visualizar faixas de nutrientes muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto. Alguns reduzem o número de faixas adotando outra classificação. As faixas "muito baixo e baixo" representa a maior parte dos solos brasileiros, ou seja, solos pobres em nutrientes. A faixa "médio" é onde encontramos o teor crítico que corresponde a 90% do rendimento máximo da cultura. O ponto crítico corresponde ao teor máximo do nutriente nessa faixa. Por exemplo, uma tabela mostra que a faixa médio tem um teor de P variando de 8 a 12 mg/dm³. Esse valor de 12 mg/dm³ é o ponto crítico. A seguir, à faixa alta corresponde um valor de P entre 12,1 e 18 mg/dm³. Essa faixa é considerada a adequada para uma adubação de manutenção. Então, temos três tipos de adubação:


1. Adubação de Correção
A adubação de correção é prevista para aqueles solos que estão com os níveis de fósforo ou potássio muito baixo ou baixo ou médio, sendo imperativo a recomendação dessa adubação para elevar os níveis dos nutrientes P e K até o ponto crítico. Isso faz com que a fertilidade do solo seja aumentada, criando condições ideais para o desenvolvimento das plantas e aumento de produtividade. Nessas faixas, a planta responde muito melhor à adubação. A adubação de correção deve ser feita a cada três anos, quando uma nova análise vai demonstrar o nível de fertilidade do solo, se há necessidade de uma nova correção com quantidades menores de fertilizantes. Essa adubação é considerada como um investimento e, para isso, o agricultor deve ter recursos próprios ou creditícios. O fertilizante será aplicado de uma só vez. É a chamada Correção Total. Como a quantidade de fertilizantes aplicada é muito grande, em solos arenosos, pelas perdas de nutrientes por lixiviação, deve-se preferir a Correção Gradual. Nesse caso, a correção gradual pode ser feita em dois cultivos, sendo 2/3 no primeiro e 1/3 no segundo.  

2. Adubação de Manutenção
Na faixa alto é que vamos aplicar a adubação de manutenção que compreende as perdas de nutrientes e as retiradas pela cultura. As perdas podem representar 20 a 30% das exportações pelos grãos. A adubação de manutenção é feita a cada plantio da cultura, desde que seja feita a adubação de correção.

3. Adubação de Reposição
A adubação de reposição se refere à retirada de P e K pelos grãos ou pela matéria seca. Entretanto, essa adubação só deve ser feita quando os teores de nutrientes no solo estejam na faixa muito alto. Nesse caso, o solo tem uma boa fertilidade e a reposição é o suficiente. Nas demais faixas, os teores de nutrientes não permitem que se faça somente uma adubação de reposição, pois haverá queda de produtividade. Porém, mesmo com os teores de nutrientes na faixa muito alto, é interessante uma quantidade menor de fertilizante no plantio. A planta vai se beneficiar disso.

Na Figura 1. está representada as diversas faixas de nutrientes no solo preconizadas pela pesquisa oficial de cada Estado, os tipos de adubação, a determinação do ponto crítico e a faixa adequada (alto) da adubação de manutenção.
Lembramos que a calagem é importantíssima naqueles solos que apresentam pH menor que 5,5, ou conforme pH exigido pela cultura, até atingir uma faixa ideal de pH entre 6 e 6,5 onde os nutrientes apresentam melhor disponibilidade para absorção pelas plantas.
O pH do solo e a disponibilidade de nutrientes
Para melhor exemplificação, vamos considerar uma tabela de Interpretação de Análise do Solo, no Estado do Paraná, para os nutrientes fósforo (P) e potássio (K).


Essa tabela tem quatro faixas de classificação dos teores de P e três faixas de K. Qual o ponto crítico para o P e para o K ?. Pelo que vimos acima, o ponto crítico é o teor máximo da faixa médio. No caso do fósforo (P), a faixa médio possui os valores de 2,1 a 4,5 mg/dm³ de P. O ponto crítico de P é 4,5 mg/dm³. Em relação ao potássio (K), a faixa médio apresenta os teores de 0,11 a 0,30 cmolc/dm³. O ponto crítico é 0,30 cmolc/dm³. Portanto, os valores máximos da faixa médio. 
Nas faixas baixo e médio de P e K a adubação de correção deve ser realizada. 
A faixa alta seria a faixa adequada para a aplicação da adubação de manutenção de PK. 
A faixa muito alto seria utilizada para a aplicação da adubação de reposição,  

2 comentários:

  1. Olá, gostaria de sendo possível um exemplo ou uma dica de como fazer a interpretação da analise do solo com base no equilíbrio total de cargas. desde ja agradeço

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    1. Leia o artigo abaixo:

      http://agronomiacomgismonti.blogspot.com.br/2012/02/ponto-de-carga-zero-pcz.html


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