quarta-feira, 27 de março de 2013

Complementando a Adubação Orgânica com Fertilizantes Minerais


A utilização de adubos orgânicos vem tomando um impulso muito grande nos últimos anos. O produtor pode encontrar vários materiais orgânicos dentro de sua propriedade. Resíduos de culturas, adubos verdes, estercos de animais, são as principais fontes. Por apresentarem pequenas quantidades de nutrientes, os adubos orgânicos devem ser
aplicados em grandes quantidades.
Hoje, temos o advento do lodo de esgoto, composto de lixo e resíduos agroindustriais estão sendo empregados como fonte de nutrientes para as plantas. Esses produtos devem obedecer à normas de utilização visando a não contaminação do meio ambiente e criar problemas à saúde humana.
Nos adubos orgânicos, parte dos nutrientes estão na forma orgânica e precisam ser mineralizados para se tornarem disponíveis para as plantas.
A reciclagem de nutrientes contidos nesses adubos contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a produtividade das culturas.
Antes de utilizar os materiais orgânicos existentes na propriedade, o produtor deve providenciar a análise dos mesmos para conhecer a concentração de nutrientes e o teor de matéria seca de alguns.
As taxas de liberação de nutrientes no solo varia muito entre os orgânicos sólidos e líquidos, que afetam a disponibilidade para as plantas.
Os nutrientes contidos nos adubos orgânicos, sólidos e líquidos, apresentam os mesmos problemas dos fertilizantes minerais, ou seja, insolubilização do fósforo, lixiviação dos nitratos, nitrificação, perdas por volatilização, etc. Portanto, os nutrientes têm um índice de eficiência em relação ao primeiro e segundo cultivo.
Na Tabela 1 podemos visualizar os índices de eficiência dos nutrientes no primeiro e segundo cultivos.


Pela Tabela 1, podemos observar que os resíduos líquidos têm uma maior eficiência dos nutrientes no solo. O potássio tem eficiência de 100% no primeiro cultivo.
Vamos a um exercício.
Por hipótese, um agricultor possui cama de frango de 7-8 lotes, em quantidade que lhe permite aplicar uma média de 1.600 kg/ha.
A cama de frango apresenta as seguintes quantidades de nutrientes NPK, C-orgânico, e matéria seca (MS):
C-orgânico = 25%
N = 3,8%
P2O5 = 4,0%
K2O = 3,5%
MS = 75%
Uma recomendação de adubação para o milho propõe a aplicação de 50 kg/ha de N; 90 kg/ha de P2O5 e 70 kg/ha de K2O.
A fórmula para calcular a quantidade de adubo orgânico e de nutrientes a ser aplicada é a seguinte:

Qnd = A x B/100 x C/100 x D

Qnd = quantidade de nutrientes disponíveis em kg/ha;
A = quantidade de matéria a ser aplicado em kg/ha;
B = percentagem de MS do resíduo utilizado;
C = percentagem do nutriente na matéria seca (MS);
D = índice de eficiência do nutriente (Tabela 1).

Vamos calcular qual a quantidade (kg/ha) de nutrientes NPK que os 1.600 quilos de cama de frango (7-8 lotes)  disponibiliza no solo:
Quanto fornecerá de N,  P2O5 e K2O os 1.600 kg/ha de cama de frango 7-8 lotes?

N (kg/ha)= 1.600 x 75/100 x 3,8/100 x 0,5
N = 1.600 x 0,75 x 0,038 x 0,5
N = 23 kg/ha

P2O5 (kg/ha) = 1600 x 75/100 x 4,0/100 x 0,8
P2O5 = 2.667 x 0,75 x 0,04 x 0,8
P2O5 = 38 kg/ha

K2O (kg/ha) = 1.600 x 75/100 x 3,5/100 x 1,0
K2O = 1600 x 0,75 x 0,035 x 1,0
K2O = 42 kg/ha

Deficiência a ser suprida pela adubação mineral
A adubação com cama de frango 7-8 lotes não atendeu as necessidades de K2O (70 kg/ha), de N (50 kg/ha) e de P2O5 (90 kg/ha). Então, é necessário uma complementação com fertilizantes nitrogenado, fosfatado e potássico, ou uma formulação de adubo já pronta.
N = exigência de 50 kg/ha e fornecido pela cama de frango 7-8 lotes 23 kg/ha. Deficiência de 27 kg/ha de N.
A ureia pode ser utilizada.
em 100 kg de ureia temos .... 45 kg de N
em  X quilos teremos ..........  27 kg/ha de N
X = (27 x 100) / 45
X = 60 kg/ha de ureia

P2O5 = deficiência no fornecimento de 52 kg/ha (90 - 38)
Em 100 kg de supertriplo temos ........ 42 kg de P2O5
em  X quilos de supertriplo teremos ... 52 kg/ha de P2O5
X = (52 x 100) / 42
X = 124 kg/ha de superfosfato triplo

K2O = deficiência no fornecimento de 28 kg/ha (70 - 42)
Em 100 kg de cloreto de potássio (KCl) temos ........ 42 kg de K2O
em  X quilos de KCl teremos ................................ 28 kg/ha de K2O
X = (28 x 100) / 60
X = 47 kg/ha de cloreto de potássio (KCl)

Como utilizar, nesse caso, uma formulação pronta de adubo?

As deficiências de nutrientes, em kg/ha, são: 27 de N, 52 de P2O5 e 28 de K2O.
Portanto, uma formulação:  27-52-28
Dividindo pelo menor (27)1 -  teremos uma relação simplificada, ou seja:
27/27 - 52/27 - 28/27 = 1 - 1,9 - 1,03
Poderíamos arredondar para 1 - 2 - 1
Multiplicando a relação por 10 = formulação 10 - 20 - 10
Multiplicando por 12 = formulação 12 - 24 - 12
E, assim por diante; teremos as chamadas fórmulas similares de fertilizantes minerais.
Resta encontrar a quantidade de cada uma. Já publicamos um artigo sobre a obtenção destas fórmulas similares e a quantidade a ser aplicada em  "Encontrando fórmulas similares de fertilizantes"

Se for aumentada a quantidade de adubo orgânico a ser aplicado, a complementação com fertilizantes minerais será menor.


Um comentário:

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