quinta-feira, 25 de abril de 2013

Os Fosfitos na Agricultura



Leitores do Na Sala com Gismonti nos solicitam informações sobre o produto denominado Fosfito, no que diz respeito às vantagens, eficiência e comprovação pela pesquisa oficial. O Fosfito é considerado um fertilizante à base de fósforo. Ele é derivado do ácido fosforoso (H3PO3), é altamente solúvel, sendo facilmente absorvido pelas raízes e folhas das plantas. No mercado, encontramos diversos fosfitos como o fosfito de potássio. Esse fosfito é originado da neutralização do ácido fosforoso por uma base. A base mais utilizada é o hidróxido de potássio. Da reação entre o ácido e a base resulta o fosfito de potássio. Ora, é sabido que plantas bem providas de
potássio (K) apresentam maior resistência à seca, às pragas e doenças, ao acamamento, às geadas e produzem frutos de melhor qualidade. Portanto, nesses fosfitos de potássio estão presentes todas as propriedades do potássio no desenvolvimento de um mecanismo de proteção da planta.
Três a seis horas após a aplicação, os fosfitos são absorvidos pelas plantas. Na literatura encontramos recomendação de não aplicar mais de 24 kg/ha para evitar a fitotoxicidade.

Vantagens dos fosfitos


1) Excelente atividade fungicida e sanitária;
2) Atuam diretamente sobre os fungos;
3) Ativam o mecanismo de defesa das plantas;
4) Induzem a produção de fitoalexinas;
5) Altamente solúveis, melhor absorção pelas plantas;
6) Alta mobilidade no deslocamento nas folhas e raízes;
7) Melhoram o estado nutricional das plantas;
8) Fornecem fósforo e potássio para as plantas;
9) Permitem vários métodos de aplicação.

Resultados de Pesquisa


REBOLAR-ALVITER et al. (2007), citados por Dianeze & Blum, comprovaram que o fosfito teve ação curativo contra a Podridão do Morangueiro, quando aplicado 36 horas após a inoculação do patógeno.
DIANEZE  et al. (2007) estudaram vários fosfitos no controle da podridão do pé ou podridão das raízes e frutos de mamoeiro e constatou que o fosfito 40% P2O5 + 20% de K2O, em duas aplicações semanais, foi o mais eficiente no controle da doença. Esses mesmos pesquisadores (2008) analisaram a ação dos fosfitos no controle da "varíola ou mancha preta em folhas e frutos de mamoeiro, constatando a redução da doença.
SÔNEGO et al. (2003), avaliando fosfitos no controle do míldio da videira, concluíram que o fosfito de potássio  reduziu a incidência e severidade do míldio da videira, sendo mais uma alternativa para o controle da doença. As pulverizações devem ser preventivas.
GASPARIN et. al. (?) testando a aplicação foliar de molibdênio e fosfito de potássio, na incidência da ferrugem asiática da soja, concluíram que houve influência do produto, tornando-se uma alternativa no controle da doença.
A Circular Técnica 60 da Embrapa Uva e Vinho (2005), em Bento Gonçalves/RS, ressalta que os fosfitos de potássio ou fosfonatos, utilizados nos experimentos para o controle do míldio da videira, foram eficientes.

REFERÊNCIAS

DIANEZE, A. C. & BLUM, L. E. B. O uso de fosfito no manejo de doenças fúngicas em fruteiras e soja. EMBRAPA CERRADOS, Planaltina, DF. 2010.

EMBRAPA UVA E VINHO. Avaliação da eficácia de algumas marcas comerciais de fosfito de potássio e de fosfonato de potássio no controle do míldio da videira. Circular Técnica nº 60. Dez. 2005. Bento Gonçalves, RS.

GASPARIN, T. F.; VIECELLI, C. A.; MOREIRA, G. C. Aplicação foliar de molibdênio e fosfito de potássio na incidência da ferrugem asiática da soja. Curso de Agronomia. Faculdade Assis Gurgacz. Cascavel, PR.

SÔNEGO, O. R.; GARRIDO, L. R; CZERMAINSKI, A. B. C. Avaliação de fosfitos no controle do míldio da videira. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento nº 11. 18 p. Embrapa Uva e Vinho. Bento Gonçalves, RS. 2003.

Um comentário:

  1. Pois é, os Fosfitos trazem-nos imensas vantagens, mas não nos podemos esquecer que não podemos contar com o fosforo presente no Fosfito como elemento nutritivo para a planta. A molécula de Fosfito é reconhecida como um corpo estranho pela planta. As plantas não têm nenhuma enzima que seja capaz de o "agarrar" e incorporar nos seus processos orgânicos. Obrigado pelo excelente Blog Gastão!

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