O silício (Si) é absorvido pelas plantas em grandes quantidades. Existem dados de que o arroz para produzir 5 t/ha, extrai do solo de 230 - 470 kg/ha de silício; equivalente a 500 - 1.000 kg/ha de sílica (SiO2).
O silício tem apresentado vários benefícios como: elevação da produtividade; maior resistência conferida à planta; regula a perda de água nas plantas; melhora a taxa de fotossíntese; aumenta a rigidez da estrutura dos tecidos; evita o acamamento pelo acúmulo de silício na cutícula da folha; não é tóxico; reduz os danos causados pela geada; benefícios comprovadas na soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, e outras culturas. O silício (Si) absorvido pelas plantas acumula-se nas folhas formando uma barreira protetora contra o ataque de pragas e doenças, além de regular a perda de água por evapotranspiração. A razão disto é que o silício, na superfície das folhas, polimeriza e forma uma camada
Assuntos técnicos sobre fertilidade do solo, análise do solo, interpretação análise do solo, adubação, calagem, culturas em geral, fertilidade do solo, meio ambiente e agricultura sustentável.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Limite Máximo de Toxinas nos Alimentos
Começa a preocupação para regulamentar o limite máximo para as toxinas nos alimentos. Uma consulta pública vai regulamentar o texto.
As micotoxinas são produtos tóxicos produzidos por fungos, e encontradas nos alimentos, principalmente grãos. A ingestão destas substâncias, em grandes quantidades, é prejudicial à saúde humana podendo causar cirrose hepática, necrose aguda, e, até mesmo, o cancer.
O manejo incorreto da plantação e as condições de umidade e temperatura durante a armazenagem dos alimentos são as principais causas de contaminação dos mesmos. Os produtos como, café, chocolate, trigo e milho deverão seguir a regulamentação. As toxinas que farão parte da regulamentação são: aflatoxinas, ocratoxina A, desoxinivalenol (DON), fumonisinas (B1+B2) e patulina.
Os interessados em participar da consulta pública 100/2009 de 22/12 terão noventa dias para se manifestarem: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência Geral de Alimentos, SIA Trecho 5, Área Especial 57 - Brasilia -DF CEP 71.205-050, ou Fax (61) 3462-5315, ou gicra@anvisa.gov.br
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Limite Máximo para as Toxinas dos Alimentos
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Metade do Milho Plantado pode ser Transgênico
A expectativa é que na safra de inverno mais da metade das lavouras será formada por milho transgênico. A safra atual, de verão, deverá ser 30% transgênica. Isto evidencia o crescimento e aceitação por parte dos agricultores, pois no primeiro cultivo do milho geneticamente modificado, o índice de aceitação foi de 19%. Este crescimento se deve à adoção por parte do agricultor, pois o milho transgênico tem apresentado uma produtividade maior que o convencional, e o manejo é muito mais simples.
Onze tipos de milho transgênico já foram liberados pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) desde 2007. Por exemplo, o MON 810 tem, no seu DNA, um gene da bactéria "bacillus thuringiensis" (Bt) que sintetiza uma proteína que é tóxica para a lagarta, mas inofensiva para o ser humano e animais. A planta produz seu próprio inseticida orgânico causando a morte das lagartas.
Apesar da semente transgênica ser mais cara, acaba compensando o seu uso, pois ao invés de se aplicar seis a oito vezes mais inseticidas, com os transgênicos a aplicação pode chegar a zero.
Para a safra deste ano apareceram duas variedades transgênicas: o Bt11 e o Herculex. Recentemente foi liberado o Bt11GA21 que combina dois genes em uma mesma planta: um de resistência às lagartas e outro de tolerância ao herbicida glifosato. No RS, a adesão ao uso do milho transgênico é quase 100% devido aos problemas graves que os agricultores têm com ervas daninhas nas plantações. Em outro estado, o MT, a utilização de trasgênicos deverá chegar a 48%.
No último dia 15/12/2009, a CTNBio liberou uma variedade de algodão transgênico resistente aos insetos e tolerante ao herbicida glifosato. Quanto à liberação comercial de uma variedade de arroz transgênica, tolerante ao herbicida glufosinato de amônio, não foi possível devido a uma intervenção do Greenpeace; o adiamento prevê a liberação para a próxima reunião da Comissão.
Outros assuntos relacionados aos transgênicos:
Liberada a primeira soja transgênica brasileira
Os benefícios da cana-de-açúcar transgênica
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Liberada a primeira soja transgênica brasileira
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Os Benefícios da Cana-de-Açúcar Transgênica
A produção brasileira de cana-de-açúcar atinge 500 milhões de toneladas, fornecendo 45% do produto consumido no mundo. O Brasil é, também, o maior exportador de etanol. As variedades transgênicas de cana, pesquisadas no País, garantem um aumento de produtividade e redução no uso de insumos agrícolas contribuindo para a saúde e preservação do meio ambiente.
São inúmeros os pedidos de liberação protocolados na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) em que as variedades de cana-de-açúcar GM apresentam as seguintes vantagens:
1) tolerância aos herbicidas - melhor manejo da cultura com redução no uso de herbicidas refletindo-se nos custos de produção e preservação do solo e do meio ambiente;
2) resistência às doenças e pragas - redução no uso de defensivos agrícolas, de água e de combustível. Redução dos custos de produção;
3) tolerância à seca - com as variedades transgênicas, a cana pode ser plantada, também, em áreas com restrições hídricas, como o Nordeste;
4) aumento do teor de sacarose e biomassa - as plantas transgênicas terão maior potencial para gerar açúcar e energia. Maior produtividade da cultura;
5) melhoria do porte da planta - as colheitas mecanizadas serão facilitadas pois a planta apresenta um porte ereto não tombando tão facilmente.
Outros assuntos:
Primeira soja transgênica brasileira
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Primeira soja transgênica brasileira
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A Nova Lei de Ater
A nova Lei de Ater visa a contratação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, de forma contínua, em que serviços serão prestados ao agricultor. Com esta Lei, buscam uma melhora da assistência técnica, aumento da produtividade das lavouras, e a maior produção de alimentos no País. O projeto de Lei 5665/09, aprovado pelo Senado Federal, institui a "Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar" (PNATER) e cria o "Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária" (PRONATER).
A assistência técnica e extensão rural realizada pelas instituições pertencentes ao sistema ASBRAER é um trabalho que tem como tônica processos educativos. É um trabalho dirigido à família rural promovendo mudanças de hábitos e atitudes; é preciso levar conhecimentos novos de tecnologia agrícola à família buscando aumento de produtividade e subsistência da mesma no campo. No seu maior contexto: a melhoria da qualidade de vida de todos os seus assistidos.
E para isto, o agente de extensão rural deve estar preparado, não só pelos conhecimentos técnicos, mas saber como lidar com o homem do campo: a comunicação através de transmissão simples dos conhecimentos para serem bem assimilados; o correto e bom uso de materiais audio-visuais; fazer reuniões, dias de campo, lavouras demonstrativas; e tantas outras atividades que necessitam de uma grande empatia. E a missão do extensionista rural é a das mais sublimes e árduas, e grande são as suas realizações profissionais pelos resultados obtidos no meio agrícola.
A instituição encarregada de executar o serviço de assistência técnica deverá se credenciar; para isto, deverá preencher os seguintes requisitos:
A assistência técnica e extensão rural realizada pelas instituições pertencentes ao sistema ASBRAER é um trabalho que tem como tônica processos educativos. É um trabalho dirigido à família rural promovendo mudanças de hábitos e atitudes; é preciso levar conhecimentos novos de tecnologia agrícola à família buscando aumento de produtividade e subsistência da mesma no campo. No seu maior contexto: a melhoria da qualidade de vida de todos os seus assistidos.
E para isto, o agente de extensão rural deve estar preparado, não só pelos conhecimentos técnicos, mas saber como lidar com o homem do campo: a comunicação através de transmissão simples dos conhecimentos para serem bem assimilados; o correto e bom uso de materiais audio-visuais; fazer reuniões, dias de campo, lavouras demonstrativas; e tantas outras atividades que necessitam de uma grande empatia. E a missão do extensionista rural é a das mais sublimes e árduas, e grande são as suas realizações profissionais pelos resultados obtidos no meio agrícola.
A instituição encarregada de executar o serviço de assistência técnica deverá se credenciar; para isto, deverá preencher os seguintes requisitos:
1) entidade com ou sem fins lucrativos;
2) atuar no Estado em que se credenciar;
3) ter pessoal capacitado para realizar o trabalho;
4) legalmente constituída, há mais de cinco anos, se não for uma instituição pública.
PNATER
Se caracteriza pela gratuidade, qualidade e melhor acesso aos serviços de assistência técnica e extensão rural para os agricultores familiares; equidade nas relações de gênero, raça e etnia; e contribuição para a segurança e soberania alimentar e nutricional.
São objetivos do PNATER:
1) aumentar a produção;
2) melhor qualidade e produtividade das atividades e serviços agropecuários e não-agropecuários (extrativistas, florestais e artesanais);
3) promoção e melhoria da qualidade de vida dos beneficiários;
4) assessoramento de atividades econômicas e gestão de negócios;
5) apoio ao associativismo e ao cooperativismo;
6) aumento da renda dos assistidos pelo programa.
O próximo passo é a regulamentação, e no primeiro trimestre de 2010 serão iniciadas as primeiras chamadas públicas para atendimento aos agricultores familiares. Leia mais clicando no link abaixo.
Agilidade e Transparência com a nova Lei de Ater
Foto de Tamires Kopp (portal agronegócio de 29/12/2009
Agilidade e Transparência com a nova Lei de Ater
Foto de Tamires Kopp (portal agronegócio de 29/12/2009
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Necessidade de Calagem pelo Método Saturação por Bases (V%)
Um dos métodos usados para calcular a quantidade de calcário é a utilização da percentagem de saturação por bases (V). Os solos são pobres quando V é menor que 50%, e são considerados férteis quando o valor V é maior que 50%. Então, a necessidade de elevar a percentagem de saturação por bases com a aplicação de calcário no solo. O calcário deve ter um PRNT de 100%. Quando não se consegue calcários com este valor, deve-se proceder a correção da quantidade. Para o cálculo da necessidade de calagem (NC) deve-se conhecer os valores da soma de bases, da CTC a pH 7,0 e o PRNT do calcário.
Qual a quantidade de calcário a ser recomendada por hectare usando-se o método de saturação por bases, para elevar o valor (V) para 70% ?
A análise do solo apresenta os seguintes dados:
Ca²+ = 4,0 cmolc/dm³; Mg²+ = 1,73 cmolc/dm³
K+ = 0,19 cmolc/dm³; (H+Al³) = 8,1 cmolc/dm³
PRNT do calcário = 85%
Soma de bases - S = Ca² + Mg² + K = 4,0 + 1,73 + 0,19 = 5,92 cmolc/dm3
Capacidade de Troca de Cátions (CTC) a pH 7,0 (T)
T = Ca² + Mg² + K +(H+Al³) = 14,02 cmolc/dm³
Cálculo da percentagem de saturação por bases deste solo (V%)
V % = (100 x S) / T = (100 x 5,92) / 14,02 = V = 42,22 %
Temos o valor V deste solo que é igual a 42 % e que vamos chamar V1.
Queremos elevar a percentagem de saturação por bases em 70% e que vamos chamar de V2.
A recomendação de calagem baseia-se num calcário com 100% de PRNT. O nosso calcário tem 85%. Devemos fazer uma correção, ou seja, um valor que vamos chamar (f) e que é calculado dividindo 100 pelo PRNT do calcário utilizado. Logo, 100 / 85 = 1,18. Nosso valor f= 1,18.
Estamos prontos para calcular a necessidade de calagem (NC).
NC = (V2 - V1) x T x f /1oo
NC = (70 - 42) x 14,02 x 1,18 / 100;
NC = 4,6 t/ha
Outros assuntos
Determinação da necessidade de calagem
Métodos para determinar a calagem
Interpretação de análise do solo
Qual a quantidade de calcário a ser recomendada por hectare usando-se o método de saturação por bases, para elevar o valor (V) para 70% ?
A análise do solo apresenta os seguintes dados:
Ca²+ = 4,0 cmolc/dm³; Mg²+ = 1,73 cmolc/dm³
K+ = 0,19 cmolc/dm³; (H+Al³) = 8,1 cmolc/dm³
PRNT do calcário = 85%
Soma de bases - S = Ca² + Mg² + K = 4,0 + 1,73 + 0,19 = 5,92 cmolc/dm3
Capacidade de Troca de Cátions (CTC) a pH 7,0 (T)
T = Ca² + Mg² + K +(H+Al³) = 14,02 cmolc/dm³
Cálculo da percentagem de saturação por bases deste solo (V%)
V % = (100 x S) / T = (100 x 5,92) / 14,02 = V = 42,22 %
Temos o valor V deste solo que é igual a 42 % e que vamos chamar V1.
Queremos elevar a percentagem de saturação por bases em 70% e que vamos chamar de V2.
A recomendação de calagem baseia-se num calcário com 100% de PRNT. O nosso calcário tem 85%. Devemos fazer uma correção, ou seja, um valor que vamos chamar (f) e que é calculado dividindo 100 pelo PRNT do calcário utilizado. Logo, 100 / 85 = 1,18. Nosso valor f= 1,18.
Estamos prontos para calcular a necessidade de calagem (NC).
NC = (V2 - V1) x T x f /1oo
NC = (70 - 42) x 14,02 x 1,18 / 100;
NC = 4,6 t/ha
Outros assuntos
Determinação da necessidade de calagem
Métodos para determinar a calagem
Interpretação de análise do solo
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O teor de potássio (K) do solo transformado em K2O
Tendo-se o teor de potássio no solo, podemos avaliar quanto representa em K2O. E conhecendo o teor de K2O podemos calcular quanto isto representa em cloreto de potássio.
A análise do solo apresentou um teor de potássio (K) de 0,28 cmolc /dm³. Quanto representa em kg/ha de K2O e quantos kg/ha de cloreto de potássio (60% K2O) ?
1 cmolc K/dm³ = peso atômico (g)/valência/100
1 cmolc K/dm³ = 39 g/1/100 = 0,39 g K/dm³
então 0,28 cmolc /dm³ x 0,39 g/dm³ K = 109 mg/dm³. Sabemos que mg/dm³ ou ppm x 2 = kg/ha
Logo, 109 mg/dm³ x 2 = 218 kg/ha K
K2O ...........................K2
(39x2)+16 ...............39x2
em 94 kg/ha K2O..........78 kg/ha K
............. X ................... 218 kg/ha K
X = (218 x 94) / 78 = 262 kg/ha K2O.
100 kg KCl ............... 60 kg K2O
.........X....................... 262 kg/ha K2O
X = (262 X 100) / 60 = 436 kg/ha de cloreto de potássio (KCl)
A análise do solo apresentou um teor de potássio (K) de 0,28 cmolc /dm³. Quanto representa em kg/ha de K2O e quantos kg/ha de cloreto de potássio (60% K2O) ?
1 cmolc K/dm³ = peso atômico (g)/valência/100
1 cmolc K/dm³ = 39 g/1/100 = 0,39 g K/dm³
então 0,28 cmolc /dm³ x 0,39 g/dm³ K = 109 mg/dm³. Sabemos que mg/dm³ ou ppm x 2 = kg/ha
Logo, 109 mg/dm³ x 2 = 218 kg/ha K
K2O ...........................K2
(39x2)+16 ...............39x2
em 94 kg/ha K2O..........78 kg/ha K
............. X ................... 218 kg/ha K
X = (218 x 94) / 78 = 262 kg/ha K2O.
100 kg KCl ............... 60 kg K2O
.........X....................... 262 kg/ha K2O
X = (262 X 100) / 60 = 436 kg/ha de cloreto de potássio (KCl)
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