quinta-feira, 6 de maio de 2010

As Formas de Absorção de Nitrogênio pelas Plantas

As plantas usam duas formas de absorção de nitrogênio (N): o "nítrico - NO3-" e o "amoniacal - NH4+". A preferência é pela forma nítrica.
As vantagens e desvantagens de ambas formas são as seguintes:

1 - N - nítrico (NO3-)
- não é absorvido rapidamente pelo solo: com isto é livre para se mover no solo. Há perdas dos nitratos na solução do solo por percolação ou por erosão;
- pode ser desnitrificado, em solos encharcados, havendo uma perda de moléculas de nitrogênio para o ar;
- é a forma preferida pelas plantas quanto à absorção;
- é fixado pelos microorganismos do solo.

A aplicação de fertilizantes nitrogenados, o nitrogênio dos resíduos de animais, e a fixação biológica que vem aumentando consideravelmente nos últimos anos, devido o aumento da área plantada com leguminosas, têm contribuído para o aumento na emissão de NO2 para a atmosfera. Estas emissões são devidas à desnitrificação cujo processo é o seguinte:
NO3- > NO2- > 2NO- > N2O- > N2
As emissões de óxido nitroso NO2- na atmosfera chegam a ser dez vezes maiores na cultura do milho do que na cultura do feijão. A uréia apresenta as mais elevadas perdas de NO2 para a atmosfera em relação ao sulfato de amônio que são menores. As maiores emissões foram encontradas logo após a aplicação dos fertilizantes. Estudos mostram que isto dura até três dias.

2 - N - amoniacal (NH4)
- esta forma é facilmente absorvida pelo solo;
- em temperaturas maiores que 10º C é nitrificado, isto é, converte-se rapidamente em NO3-;
- pode ser adsorvido pelos minerais do solo tornando-se indisponível para as plantas;
- em solos com pH alcalino pode haver formação de amônia que é perdida para o ar através da volatilização;
- é fixado pelos microorganismos do solo.

A forma amoniacal tem que ser hidrolisada e a amônia formada é nitrificada e depois desnitrificada. A irrigação do solo, logo após a aplicação da uréia, pode aprofundar a mesma e reduzir as perdas por volatilização da amônia; mas lixiviaria a parte nítrica adicionada.
No arroz irrigado, as fontes de N mais recomendadas são a uréia (amídica) e o sulfato de amônio (amoniacal), pois, nas condições de solo irrigado, as perdas de N por lixiviação e desnitrificação são menores. Os fosfatos de amônio (DAP e MAP), empregados pela indústria de fertilizantes nas formulações, são recomendados, também, quando aplicados em cobertura.
Na fase de "pegamento" do café utiliza-se fertilizante nitrogenado, como fonte de N, em aplicação por ocasião do período chuvoso. Isto é importante, pois a aplicação em períodos secos, com estiagem, provoca perdas de nitrogênio para o ar, principalmente se a fonte for uréia. Ou, então, preferir o sulfato de amônio, pois as perdas são menores. É claro que o custo benefício deverá ser levado em conta, sem prejuízo da diminuição da produção. A desvantagem, quando utiliza-se o sulfato de amônio, é o perigo da acidificação do solo pelas reposições continuadas.

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