terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tempo de Absorção dos Nutrientes Via Foliar

A adubação foliar é o fornecimento de nutrientes para as plantas, através de uma pulverização nas folhas, na época certa e na quantidade que a planta necessita. A adubação foliar pode ser usada como complementação ou suplementação de macro e micronutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas. A adubação foliar apresenta uma série de vantagens:
1. as respostas das plantas são rápidas;
2. as dosagens são menores;
3. aplicação no estágio que a planta mais necessita;
4. aplicação em quantidades suficientes para as plantas.
Mas, a adubação foliar tem suas desvantagens:
1. custo alto de aplicação;
2. o efeito residual é menor;
3. podem surgir problemas de incompatibilidade e antagonismo entre produtos e nutrientes. O antagonismo é quando um nutriente aplicado inibe a absorção do outro. Por exemplo: o cobre (Cu) ou boro (B) reduz a absorção de zinco (Zn), quando aplicado em folhas de café, chegando a 50%.
Absorção foliar
A absorção foliar tem duas fases: a penetração, chamada fase passiva, e a absorção celular, chamada fase ativa.
Para que um nutriente seja considerado absorvido pela planta é preciso que ele esteja dentro da célula. O tempo de absorção varia de nutriente para nutriente e de planta para planta. Estima-se que 50% do N aplicado, através da uréia, é absorvido de 1/2 a 36 horas; o P de 6 a 15 dias; o Ca de 1 a 4 dias; o Zn de 1 a 2 dias; o magnésio, 20% é absorvido de 12 a 24 horas. O N-amídico (uréia) é absorvido mais rapidamente que o N-nitrato e este maior que o N-amoniacal. A maior velocidade de absorção dos nutrientes acontece nas folhas mais novas.
A uréia quando aplicada na forma líquida reduz as perdas por volatilização. Por outro lado, o N da uréia age como facilitador da abertura dos estômatos nas folhas. A uréia amídica quando dissolvida é melhor absorvida pelas plantas. Por induzir a abertura dos estômatos e melhorar a absorção, a uréia é adicionada numa mistura de micronutrientes para aplicação foliar.
O N tem uma translocação rápida na planta. Na cana, esta translocação aconteceu 6 horas após a aplicação; no algodão, a maior parte do N se translocou para o fruto mais próximo; na soja, houve recuperação de 70% do N e com o tempo 95% estava translocado nos grãos. No cafeeiro em 5 semanas, mais de 50% do nutriente P aplicado estava recuperado. Na primeira semana, todo P absorvido estava nas folhas. Na segunda semana, boa parte do P foi translocada para os colmos. A partir da terceira semana, 20% do P absorvido foi translocado para as raízes. O potássio (K), no cafeeiro, se transloca para os frutos em formação. Quanto maior a dose de K aplicada, maior é a translocação: a translocação máxima foi de 13% após 48 horas da aplicação no cafeeiro.
Na adubação foliar, o nutriente é absorvido pelas folhas e translocado para outros locais da planta. Esta translocação é mais intensa com os macronutrientes NPK e menor com os micronutrientes. Para melhorar isto, os micronutrientes devem ser aplicados em formas quelatizadas. Com a quelatização, a absorção é maior e mais rápida. Segundo a literatura, as culturas necessitam de 5 a 10 vezes mais Zn quando aplicado sob a forma de sal inorgânico, em comparação à absorção na forma de quelato.
OUTROS ARTIGOS PARA LER
Adubação foliar - Parte 1
Adubação foliar - Parte 2
Importância da adubação foliar

2 comentários:

  1. Como avaliar a eficiencia dos fertilizantes foliar
    levando em consideração sua base (sulfato, cloreto, carbonato) e o tempode absorção pelas plantas?

    Sara Teixeira

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  2. Professor o que dizer sobre produtos a base de oxido e carbonato, que na natureza são considerados insolúveis, porém quando ocorre a redução da partícula como no caso dos calcários se torna solúvel, existe algumas empresas que estão trabalhando hoje com estas matérias primas para nutrição foliar, gostaria de saber se somente os quelatos e que são melhor absorvidos ou quando se reduz a partícula ocorre absorção ?

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