Foi no kibutz de Hatzerim que o engenheiro israelense Simcha Blass descobriu as vantagens da irrigação subterrânea. As chuvas são escassas nesta região, não chegando a mais de 200 mm/ano. Para atenuar este efeito, a população construiu reservatórios com água originada do rio Jordão. Entretanto, com o passar dos anos, as tubulações começaram a apresentar, pelo desgaste, vazamentos por onde a água gotejava. Simcha verificou que no local de fuga da água, as plantas cresciam. Passou a desenvolver inúmeros equipamentos para serem usados na irrigação por gotejamento. A descoberta
foi um sucesso porque aumentava a produção, com economia de água (40-60%) e energia (30-50%), pela utilização de bombas de baixa vazão. Uma outra particularidade é que as plantas podem ser adubadas via água, a fertirrigação. Isto acarreta uma economia e maior eficiência na utilização de fertilizantes, pois é posto à disponibilidade da planta as quantidades de nutrientes que realmente elas necessitam. Uma rede de mangueiras é enterrada no solo e, a cada 50 cm, gotejadores liberam a água. Esta água já pode vir com adubo. Com este sistema, a irrigação é feita diretamente ao alcance das raízes das plantas, bem como os nutrientes (fertirrigação), favorecendo a absorção.
![]() |
site: inplan.net.br |
O Governo do Rio Grande do Sul vai incentivar a implantação deste sistema nas lavouras gaúchas. Este ano, a seca no RS ocasionou grandes perdas de produção de alimentos, perda de dinheiro para o produtor, perda de ICMS, etc. As perdas chegam a 65% no milho e 35% na soja. Aumentar área para colher mais deve ser descartado. Adotando práticas modernas, o produtor rural poderá colher mais em menor área.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente, manisfeste a sua experiência, a sua dúvida, utilizando a parte de comentários.