
Ninguém conheceria suas taxas de colesterol total, HDL, glicose, potássio, hemograma, etc. Poderiam estar anêmicas, com alta glicose e colesterol, e continuando a sua vida. O que aconteceria neste caso? Pessoas desanimadas, tontas, improdutividade no trabalho e vida social em nível decrescente. Seriam uma porta aberta para a entrada de doenças complicadas e sérias, que as levariam à morte. Com o solo é a mesma coisa. O solo não é apenas o suporte da planta. Ele é um meio vivo, dinâmico, sofrendo transformações físicas, químicas e biológicas. Nele está presente a acidez ativa e potencial, a presença baixa ou alta de cátions trocáveis, a reciclagem de nutrientes, as perdas que se verificam, como as perdas de N por lixiviação, etc. Somente uma análise do solo vai dar um retrato perfeito da real situação da fertilidade do solo. E esta análise é importante para o Técnico proceder a recomendação de corretivo e fertilizante necessários para o solo e plantas. A prática de colocar fertilizantes a bel prazer, sem uma análise, quando a produtividade da cultura cai, é uma prática errada que pode comprometer a própria disponibilidade dos nutrientes: um nutriente em excesso pode inibir a absorção de outro. A colocação de calcário, sem nenhum fundamento, pode ser insignificante para corrigir o pH do solo ou quando aplicado em excesso pode inibir a absorção de micronutrientes. O que acontece é que quando se abrem lavouras, em áreas de florestas, as produções são ótimas nos primeiros anos. Parece que não há necessidade de analisar o solo e repor as retiradas de nutrientes pelas sucessivas safras. Depois vão decrescendo, e se não houver uma reposição de nutrientes essenciais às plantas, o solo vai empobrecendo em cátions básicos, matéria orgânica, aumento da acidez, e as produções chegam a ser insignificantes. E o resultado? Áreas degradadas.
Um trabalho de conscientização da importância da análise do solo está sendo feita pelo extensionista Engº.Agrº. Leonardo Calsavara da EMATER de Minas Gerais, no município Cel. Xavier Chaves. O extensionista realizou a 1ª Campanha Municipal de Análise do Solo, em 2010, quando 48 produtores aderiram à mesma, abrangendo 45% da área plantada. Os resultados foram promissores no campo e, baseado nisto, foi lançada a 2ª Campanha Municipal de Análise do Solo, para a safra 2011/2012. Os resultados das análises da 1ª Campanha mostraram baixos teores de P e de K, e alto teor de Al. Este alto teor de alumínio (Al) é preocupante, pois o Al em excesso é "tóxico" para as plantas. O custo da análise do solo, no município, é de até R$ 17. Baseado no resultado da análise, as quantidades de calcário e de fertilizantes são aplicadas conforme a cultura e o tipo de solo. Uma parceria importante foi da Prefeitura Municipal, do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e da Associação Rural e Comunitária de Cel. Xavier Chaves, para a execução da Campanha. Em 2010, a Prefeitura Municipal subsidiou a compra de calcário, cobrando apenas o custo com frete. Foram doadas 10 t de calcário para cada produtor.
Reflita agora! Um solo com baixos teores de P e K, com alto teor de Al pode proporcionar alta produtividade das culturas senão for feita a análise do solo?
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