terça-feira, 13 de abril de 2010

As Vantagens da Fertirrigação

A fertirrigação, muito utilizada na fruticultura, no mundo inteiro, apresenta uma série de vantagens:

 aplicação da quantidade e concentração de um nutriente necessário à planta;
 aplicação de outros produtos como fungicidas, herbicidas;
 aplicação de misturas de fertilizantes e/ou fertilizantes líquidos que tenham, na sua composição, os micronutrientes;
 aplicação de nutrientes de acordo com as necessidades das plantas, evitando-se as dosagens excessivas de fertilizantes no solo, e a lixiviação de nutrientes;

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Acidez do Solo - Ativa e Potencial

Um dos fatores limitantes ao desenvolvimento das culturas é a acidez do solo. Os solos brasileiros são, em geral, solos ácidos e com baixa disponibilidade de nutrientes necessários ao maior rendimento das lavouras. Portanto, uma prática, que ser torna necessária, é a correção desta acidez criando condições melhores tanto na fertilidade do solo como nas plantas. O alumínio (Al) e o manganês (Mn) são tóxicos devido a maior solubilidade nos solos ácidos. A acidez diminui a população de microorganismos que são responsáveis pela decomposição da matéria orgânica.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lama de Cal e Cinzas como Sucedâneos do Calcário

Outros corretivos, além do calcário, podem ser usados para corrigir a acidez do solo: cal virgem, cal apagada, calcário calcinado, cinzas, resíduos de indústrias, conchas marinhas moídas, e tantos outros. Entretanto, a eficiência deles depende do poder de neutralização (PN) e da reatividade (RE), que está ligada ao tamanho das partículas, isto é, à granulometria. Todavia, quanto maior o teor de impurezas no produto menor a sua eficiência na correção do solo e menor a sua qualidade.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Saturando com Potássio a CTC a pH 7,0

Se quisermos saturar este solo com potássio (K) em 5% da CTC a pH 7,0 devemos aplicar o cloreto de potássio como adubação corretiva.


A CTC do solo é 5,46 cmolc/dm³. Saturando 5% com potássio teremos: 0,05 x 5,46 = 0,27 cmolc/dm³.K. O solo possui 24 mg/dm³ K: precisamos transformar em cmolc/dm³. Clicando aqui Conversão de Unidades Internacionais o leitor conhecerá as diversas fórmulas de converter os dados de interpretação de uma análise de solo.
K mg/dm³ x 0,0025582 = cmolc/dm³ K
24 x 0,0025582 = 0,06 cmolc/dm³ K
Portanto 0,27-0,06 = 0,21 cmolc/dm³ K que faltam para ter-se 5% da CTC a pH 7,0 ocupada por potássio. Devemos, agora, transformar estes cmolc/dm³ K em g/dm³ K.
1 cmolc/dm³ K .....................0,3909 g/dm³ K
0,21 cmolc K/dm³.....................X g/dm³ K
X= 0,21 x 0,3909 /1 = 0,08 g/dm³ K
Isto significa que em 1 dm³ de solo temos 0,08 g/dm³ K
g/dm³  K = cmolc/dm³ K x 0,3909
Num hectare que corresponde a 2.000.000 dm³, teremos:
g/dm³ K x 2.000.000 = kg/ha K
0,08 x 2.000.000 = 160.000 g = 160 kg/ha K
Como no fertilizante cloreto de potássio o K está expresso em K2O, é preciso transformar os 160 kg K/ha em K2O. Usa-se o coeficiente 1,20458.
K2O = K x 1,202458
160 x 1,20458 = 192,7 kg/ha K2O
Como é obtido o coeficiente 1,20458?
em K2O temos........... K2. Usando os pesos atômicos teremos:
(39,09x2) + 15,99......39,09x2
em 94,17 temos.........78,18;
94,17/78,18 = 1,20458
Para se encontrar a quantidade de cloreto a ser aplicada, como adubação corretiva, parte-se de uma regra de três:
em 100 kg de KCl temos...................60 kg de K2O
...............X....................................192,7 kg/ha de K2O
X = (100 x 192,7) / 60 ;
X = 320 kg/ha de KCl

SIMPLIFICANDO
Vimos que a saturação com potássio de 5% da CTC deste solo corresponde a 0,27 cmolc/dm³ K. O solo, por sua vez, tem 24 mg/dm³ K que transformado em cmolc/dm³ K deu 0,06. Faltam, portanto, 0,21 cmolc/dm³ K.
Agora, inicia-se a simplificação.
1° - transformar cmolc/dm³ K em g/dm³ K
g/dm³ K = cmolc/dm³ K x 0,3909 = 0,08 g/dm³ K
2° - transformar g/dm³ K em kg/ha K
kg/ha K = g/dm³ K x 2.000 = 160 kg/ha K
3° - transformar kg/ha K em kg/ha K2O
kg/ha  K2O = kg/ha K x 1,20458 = 192,7 kg/ha  K2O
Para se encontrar a quantidade de cloreto a ser aplicada como adubação corretiva parte-se de uma regra de três:
em 100 kg de KCl temos...................60 kg de K2O
...............X....................................192,7 kg/ha de K2O
X = (100 x 192,7) / 60 ;
X = 320 kg/ha de KCl

OUTROS ASSUNTOS
TABELA DE CONVERSAO DE UNIDADES DAS ANALISES DE SOLOS
INTERPRETANDO A ANÁLISE DE SOLO
CALCULO DA DOSAGEM DE VINHAÇA
ABSORÇAO DOS NUTRIENTES DA SOLUÇAO DO SOLO

terça-feira, 30 de março de 2010

Fatores a Considerar na Escolha do Calcário

Os solos brasileiros, em geral, se caracterizam por serem solos ácidos, o que dificulta o aproveitamento dos nutrientes, que já são pobres, pelas plantas; além de contarem com elementos tóxicos, principalmente Al e Mn, que afetam o rendimento das plantas. O calcário vem sendo o produto mais utilizado na correção da acidez do solo. Com a calagem, há uma diminuição dos elementos tóxicos, um aumento nos teores de Ca e Mg; isto favorece um maior desenvolvimento do sistema radicular das plantas e, consequentemente, uma melhor absorção de água e nutrientes à profundidades maiores no solo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Como Aumentar ou Manter, pela Calagem, a Relação Ca:Mg

Nossas últimas postagens têm sido baseadas nos resultados de uma análise de solo hipotética; a partir dela, já escrevemos sobre interpretação dos conceitos básicos, como soma de bases e CTC's; saturações por bases, por ácidos e por alumínio; e cálculo da necessidade de calagem feita em diferentes Estados brasileiros. E partindo da recomendação de calagem vamos abordar, nesta postagem, como manter a relação Ca/Mg, e, até mesmo, aumentá-la.


terça-feira, 23 de março de 2010

Cálculo da Calagem pelos Métodos Saturação por Bases e Alumínio

Na postagem Interpretação da Análise do Solo - Conceitos Básicos (clique aqui para ler), abordamos os cálculos da soma de bases (S), das CTC's efetiva e a pH 7,0 (potencial), da saturação por bases (V%), da saturação por ácidos (M%), e saturação por alumínio (m%). Vimos que a necessidade de calagem pode ser calculada pelos métodos saturação por bases e pela neutralização do Al. Abaixo, vamos mostrar as fórmulas adotados em alguns Estados brasileiros, com exceção do Rio Grande do Sul e Santa Catarina onde a quantidade de calcário é determinada através

quinta-feira, 18 de março de 2010

Interpretando os Conceitos Básicos da Análise do Solo

Na interpretação de uma análise de solo, vários conceitos básicos são importantes para uma recomendação de fertilizantes e corretivos para determinada cultura; conceitos como a soma de bases (SB), CTC efetiva (t) e CTC a pH 7,0 (T), percentagem de saturação por bases (V%), percentagem de saturação por ácidos (M%), e percentagem de saturação por alumínio (m%), e, é claro, mais os teores de pH em água ou em outro extrator, teor de argila, teores de macronutrientes primários (NPK), de Ca e Mg, e de micronutrientes. Um conjunto de informações necessárias para um bom conhecimento da fertilidade do solo, e, através deles, o ponto de partida para uma recomendação de adubação e correção do solo. Dependendo do laboratório, muitas vezes alguns dados devem ser calculados pelo técnico; daí o objetivo desta postagem.

terça-feira, 16 de março de 2010

Tabela de Conversão de Unidades das Análises de Solos

No dia-a-dia do trabalho nos deparamos com situações que exigem nossa memória ou conhecimentos de como chegar aos resultados: quem já não precisou, num certo momento, Conversor de Unidades de resultados macronutrientes ou transformar. Por isto o objetivo desta postagem de trazer aos leitores aquelas conversões mais usadas, e que são tão importantes conhecê-las, Para facilitar o trabalho de todos. Existem, é claro, muitas outras, eo leitor PODERÁ CONTRIBUIR enviando-as para enriquecimento da tabela abaixo.



quinta-feira, 11 de março de 2010

Coexistência de Milhos Bt e Convencional

A resolução normativa nº 4 de 16 de agosto de 2007 da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) prevê o cumprimento da lei que determina a coexistência de milho transgênico (Bt) com o convencional. O Ministério da Agricultura, através de seus fiscais, farão a fiscalização e já informaram às empresas ligadas à produção de cereais que irão a campo.
O produtor que plantar milho transgênico deverá verificar se seus vizinhos irão plantar híbridos convencionais. Se for positivo, o produtor deverá deixar uma bordadura de 10 linhas de milho convencional do mesmo ciclo e porte semelhante ao transgênico; e mais 20 metros que podem ser aproveitados com o mesmo híbrido convencional utilizado no plantio das 10 linhas, ou com estrada ou rodovia, ou com outra cultura, ou com áreas de pousio. O importante é lembrar que não poderá ser plantado milho transgênico nesta faixa de 20 metros.

Se entre uma área de milho transgênico e uma de híbrido convencional do vizinho existir outras culturas, ou outras culturas mais parte de estradas ou rodovias, e a distância mínima, entre as áreas plantadas com milho, for de 100 metros, o produtor, que plantar o transgênico, fica dispensado da bordadura nesta divisa. Bom é relembrar que não poderá ser plantado milho transgênico nestes 100 metros.

Se as lavouras de milho transgênico forem vizinhas entre si, o produtor não precisará fazer a bordadura.
Os grãos colhidos na área convencional devem ser considerados como milho geneticamente modificado.
Áreas de Refúgio e manejo da resistência de insetos.
Estas áreas permitem que, na redondeza da lavoura com milho Bt, ocorra uma população de insetos suscetíveis, e estes se cruzem com os insetos resistentes da área com o gene Bt, obtendo-se, com isto, uma descendência de insetos suscetíveis evitando o aparecimento dos resistentes. A recomendação é que estes refúgios representem 10% da área total de milho e que não fiquem mais de 800 metros de distância da lavoura de milho Bt. Nestas áreas de refúgio, o milho híbrido usado deve ser da mesma variedade e com o mesmo ciclo.
O certo é que a fiscalização vai ser rigorosa, e pesadas multas serão impostas àqueles que não cumprirem a lei.

Outros Assuntos
Liberada a primeira soja transgênica brasileira
Metade do milho plantado pode ser transgênico
Soja transgênica com ômega 3
Rotulagem dos produtos transgênicos