quinta-feira, 27 de outubro de 2011

As Vantagens da Rotação de Culturas

Uma prática benéfica para uma agricultura sustentável

plantio direto tem trazido grandes benefícios aos agricultores no que tange à proteção da superfície do solo contra a ação da água das chuvas e dos ventos que carregam a camada de terra boa contendo matéria orgânica e nutrientes. O solo desnudo é um solo desprotegido, sujeito às radiações solares que lhe aumentam a temperatura, causando maior evaporação da água do solo. O sucesso do plantio direto depende, basicamente, de manter o solo com palhada e lançar mão da rotação ou consorciação de culturas.

O que é rotação de culturas?
A rotação de culturas consiste em alternar culturas vegetais, numa mesma área agrícola, anualmente. As culturas destinadas à rotação devem ter a finalidade de recuperar a fertilidade do solo e com características comerciais.
Quais as vantagens da rotação de culturas?
Podemos enumerar uma série de vantagens proporcionadas pela rotação de culturas:
1 - aumento do teor de matéria orgânica do solo;
2 - proteção da camada superficial do solo;
3 - manutenção da umidade do solo;
4 - reciclagem de nutrientes das camadas profundas para as camadas superficiais;
5 - redução da população de ervas daninhas;
6 - melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo;
7 - redução de pragas e doenças das plantas;
8 - uso de leguminosas para aporte de nitrogênio no solo, graças à propriedade de fixarem o N do ar, tornando-o disponível para as plantas;
9 - combater a monocultura que traz prejuízos ao solo e maior incidência de pragas, doenças e desenvolvimento de ervas daninhas;
10 - maior produtividade das culturas econômicas.
Quando se faz totação de culturas devemos prever seus resultados para um período longo no melhoramento da fertilidade do solo. A rotação de culturas quando bem manejada melhora a estrutura do solo nas suas características físicas, químicas e biológicas, controla o crescimento das ervas daninhas, diminui a incidência de pragas e doenças, aumenta o teor de matéria orgânica do solo e protege a camada superficial do solo contra as adversidades climáticas. Portanto não basta apenas fazer rotação de culturas e ser imediatista. É preciso esperar e manejá-la corretamente. 
As espécies preferidas para a rotação de culturas são aquelas que apresentam grande quantidade de biomassa e de rápido crescimento.  Mas fazer rotação de culturas não é somente plantar. É necessário dar condições delas crescerem e produzirem. Por isto é importante a calagem do solo, adubações, sementes de qualidade e cultivares com potencial de produção, plantio nas épocas recomendadas e combate às pragas e doenças. As espécies escolhidas devem apresentar, também, um sistema radicular bem desenvolvido e profundo para que as raízes possam buscar água e nutrientes nas camadas mais profundas do solo, resistindo melhor às estiagens, serem capazes de reciclar os nutrientes e terem uma elevada relação C/N visando retardar a decomposição dos resíduos vegetais. Nos Cerrados, onde a soja é quase uma monocultura, pode-se evitar isto fazendo rotação de culturas, para manter a superfície do solo sempre coberta com palhada. As recomendações de espécies, para rotação de culturas, depende das condições climáticas que variam de estado para estado e, dentro deles, de região para região.
Mas um cuidado deve ser tomado na escolha das espécies para a rotação. Para isto o agricultor deve procurar orientação técnica antes de implantar a rotação, consorciação ou sucessão de culturas. Porque certas espécies vegetais podem propagar doenças. Nas lavouras de soja, com ataque de cancro da haste, devem evitar o plantio de guandu e tremoço. A busca é por variedades de soja resistentes ao cancro da haste. O tremoço e o lab lab são hospedeiros de nematoides de galhas; neste caso evitar o plantio em lavouras de soja. A rotação entre cana e soja tem apresentado resultados significativos no aumento da produtividade, controle das ervas daninhas, controle de nematoides e pragas, liberação de N para a cana e outros benefícios.
Na sucessão das culturas de verão, as espécies mais indicadas são aveia, nabo forrageiro, centeio, ervilhaca, ervilha forrageira e as produtoras de grãos como o trigo, milho, sorgo, aveia branca, girassol e feijão. Por exemplo, soja após aveia ou centeio e milho após aveia, nabo forrageiro, trigo. Na primavera deve-se utilizar espécies produtoras de palha como o milheto, sorgo, crotalaria juncea e  o girassol para grãos. O milheto tem um crescimento rápido, grande produção de biomassa que proporciona uma ótima cobertura do solo. O milho pode ser plantado em sucessão ao girassol e à crotalaria juncea.  O milho safrinha ou o girassol deve ser plantado logo após a soja. No verão, deve-se dar preferência às leguminosas que apresentam bons resultados na recuperação da fertilidade do solo. Pode-se fazer consorciações de milho com mucuna preta, guandu, feijão de porco. Nas áreas de pastagens pode ser semeada a soja. Nas regiões com clima adverso, onde não é possível o plantio durante todo o ano, dar preferência à semeadura durante o período das chuvas.  Plantar espécies visando a cobertura do solo como milheto, sorgo, girassol, nabo forrageiro, milho, guandu, semeadas após a colheita das culturas de verão.
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