
mananciais hídricos. Para aumentar a produção, o produtor rural lança mão de fertilizantes químicos. É claro que a resposta da planta à esta adubação se faz aparecer. Mas, as culturas adubadas, após a colheita, deixam no solo uma quantidade considerável de nutrientes nos resíduos da lavoura. Os animais se alimentam de verde e concentrados. Então, eles ingerem, junto com o alimento, uma série de nutrientes necessários ao seu crescimento e engorda que são devolvidos ao solo através das fezes e urina.
Entretanto, não é somente aplicar estes resíduos ao solo. São necessários manejo, tratamento destes resíduos, armazenamento em condições ideais e saber utilizá-los. O manuseio dos dejetos animais pode ser feita de maneira integral, como na fertilização normal, ou com separação de sólidos. A fertirrigação usa os dois.
Os resíduos sólidos devem ser submetidos ao processo de compostagem. Isto evita perdas e disponibiliza os nutrientes para as plantas. A compostagem consiste na fermentação aeróbica dos resíduos sólidos diminuindo a sua ação nociva. É importante aqui estabelecer uma relação ideal C/N dos resíduos, para valores entre 1:25 a 1:30, e a umidade deve se manter entre 55 e 60%.
LEIA: A relação C/N
Produção do composto na propriedade rural
Compostagem - Manter a relação C/N
A adubação orgânica diferencia-se da adubação mineral porque precisa ser aplicada em maiores quantidades, pois possui os nutrientes em menores concentrações do que a planta necessita para crescimento e produção. Os nutrientes, em parte, estão na forma orgânica e precisam ser mineralizados para se tornarem disponíveis para as plantas.
Decomposição da palhada e liberação de nutrientes
Funciona, também, como um condicionador do solo, pois melhoras as características físicas-químicas-biológicas do solo, melhorando a fertilidade, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento das culturas. Há uma verdadeira reciclagem de nutrientes.
Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados para evitar proliferação de doenças, evitando o contato destes resíduos orgânicos com as partes comestíveis das plantas. Em horticultura, os estercos devem estar bem curtidos para poderem ser aplicados no solo. Caso contrário, é proibida a sua aplicação no solo. Os adubos orgânicos são formados de resíduos de animais, vegetais e compostagem e lodos de esgotos.
Os tipos de adubos organicos
Decomposição da palhada e liberação de nutrientes
Funciona, também, como um condicionador do solo, pois melhoras as características físicas-químicas-biológicas do solo, melhorando a fertilidade, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento das culturas. Há uma verdadeira reciclagem de nutrientes.
Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados para evitar proliferação de doenças, evitando o contato destes resíduos orgânicos com as partes comestíveis das plantas. Em horticultura, os estercos devem estar bem curtidos para poderem ser aplicados no solo. Caso contrário, é proibida a sua aplicação no solo. Os adubos orgânicos são formados de resíduos de animais, vegetais e compostagem e lodos de esgotos.
Os tipos de adubos organicos
Quanto mais produtiva for uma lavoura maior será a quantidade de nutrientes encontrados nos resíduos. Maior produtividade de grãos, mais resíduos, mais nutrientes. A cultura seguinte vai se beneficiar destes nutrientes conforme o manejo deles:
1. Resíduos incorporados no solo - há uma aceleração da taxa de liberação dos nutrientes para as plantas;
2. Resíduos mantidos sobre o solo ou cobertura morta (plantio direto) - há um retardamento da liberação de nutrientes;
3. Resíduos menos picados - menor a taxa de decomposição.
A Embrapa, estabelece que uma lavoura de milho pode produzir de 6 a 12 t/ha de resíduos (palhada). Este número pode ser aumentado significativamente de acordo com a maior produtividade da lavoura.
Segundo a Embrapa, quando o milho é colhido para ensilagem, ou seja, cortando-se as plantas a partir de 40 cm da superfície do solo, a exportação de potássio (K) pode ser reduzida em 50%, quando comparada ao corte rente ao solo.

REFERÊNCIA
KONZEN, E. A.; ALVARENGA, R. C. Cultura do milho - Fertilidade de solos. Adubação orgânica. EMBRAPA MILHO E SORGO. Sistemas de produção. 2a. Ed. Dez.2006. Disponível em:<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho_2ed/ferorganica.htm> Acesso em: 16 de Out. 2012.
Parabéns pelo blog! Muito boa a iniciativa de divulgar seus conhecimentos. Sou zootecnista e suas postagens estão sendo muito úteis na preparação para um concurso da Emater-PR. Grande abraço!
ResponderExcluir