quinta-feira, 8 de abril de 2021

Usando os Conceitos Básicos para Interpretar uma Análise do Solo

 No resultado de uma análise do solo nos deparamos com diferentes conceitos que vão nos permitir interpretá-la. Com isto, teremos uma ideia da fertilidade do solo, sua textura, teor de matéria orgânica, condições da acidez e os nutrientes necessários às plantas e seu teor no solo. De posse destes dados podemos recomendar a correção da acidez com o emprego do calcário agrícola bem como a quantidade de fertilizantes que serão necessários para suprir as necessidades das plantas. Conceitos como textura, teor de matéria orgânica, soma de bases (SB), Capacidade de Troca de Cátions (CTC's efetiva e a pH 7.0), percentagem de saturação por

domingo, 4 de abril de 2021

Métodos Recomendados para Cálculo da Calagem conforme o Estado Brasileiro


Os solos brasileiros se caracterizam por serem ácidos, pobres em bases trocáveis, o que acarreta uma baixa fertilidade dos mesmos. Ao longo dos últimos anos, os produtores adotaram ou vem adotando a correção da acidez do solo pelo emprego do calcário agrícola. Os que empregaram esta metodologia conseguiram safras maiores, aumento na produtividade, sem esquecer a utilização de uma adubação condizente com as necessidades das plantas e de acordo com os níveis dos nutrientes necessários e encontrados nas análise do solo. Outros aplicam calcário ao bel prazer sem se preocupar com a recomendação pela análise do solo

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Calcular uma Formulação 10-12-10 em 500 kg


Vamos supor que queremos calcular uma formulação de fertilizante que contenha 10% de N, 12% de P2O5 e 10% de K2O. Que o N  seja 50% proveniente da ureia e 50% do sulfato de amônio. Diferente da indústria que produz formulações de fertilizantes para 1.000 kg, o nosso caso vai ser diferente, ou seja, produzir em 500 kg. 
Para isto, vamos utilizar as seguintes matérias-primas e suas respectivas concentrações:

domingo, 12 de julho de 2020

Quanto do cmolc de um Nutriente Desloca 10 mg de H+

Pelo Sistema Internacional (SI), as antigas unidades de solo - meq/100cm³, meq/100g/, meq/100ml- foram substituídas pelas expressões cmolc/dm³, cmolc/kg e cmolc/L respectivamente. Para conhecer as novas unidades que substituíram as antigas unidades nas análises de solo (acesse aqui).

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Calculando uma Formulação Usando Fertilizantes Simples Mononutrientes



Muitas vezes pensamos em produzir uma formulação de fertilizantes na propriedade aproveitando alguns componentes que possuímos estocados ou que sobraram ou mesmo partir para a compra de matérias-primas simples, como o caso de cloreto de potássio, superfosfatos, nitrogenados. Não vou dizer que é muito fácil, mas exige alguma prática. É normal muitos fazerem tentativas com os produtos para achar as quantidades certas que fornecerão os nutrientes nas concentrações desejadas. Na

segunda-feira, 30 de março de 2020

Como Transformar ppm em cmolc ou mmolc/dm³?

Muitas vezes as análises vem expressas em ppm. A expressão ppm é antiga, antes da adoção do Sistema Internacional de Unidades (SI). Por este novo sistema, o ppm significa mg/dm³, mg/kg, mg/L.
Então, como converter o ppm antigo para a nova unidade?
Ora, nas análises de solos 1 ppm = 1 mg/dm³. Nas análises de líquidos 1 ppm = 1 mg/L
E como converter ppm em cmolc/dm³ e/ou mmolc/dm³?

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Tabelas de Conversão de Unidades


As análises de solos e outras oferecem dados que muitas vezes devem ser convertidos para a unidade exigida nos cálculos. É o caso do potássio (K) que em certas análises vem expresso em mg/dm³ quando os cálculos de soma de bases, CTCs, etc... exigem que seja expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³. Então, a necessidade de fazermos esta correção. Muitos leitores ainda usam ou têm

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Quantos cmolc de Ca e Mg o Calcário Adiciona ao Solo?

Muito útil conhecer quantos cmolc/dm³ adiciona uma tonelada de calcário para cada 1% de CaO e MgO presente na sua composição. Para isto a simples aplicação de índices irá facilitar o cálculo. Quando se quer aumentar a saturação destes nutrientes no solo, você terá a ideia de quantos cmolc serão aplicados e a necessidade de repor estes nutrientes para atingir estas saturações, sendo necessário ou não a mistura de calcítico e dolomítico ou utilizar calcário com maior ou menor concentrações de CaO e MgO.


1 tonelada de calcário com 1% de CaO corresponde a 10 kg de CaO, pois 1% em

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Fome de Nitrogênio

A relação C/N indica a capacidade de um produto orgânico de se decompor, ação esta feita pelos micro-organismos do solo. Estes micro-organismos precisam de nitrogênio. Uma relação C/N > 25 indica uma maior quantidade de carbono (C) em relação ao nitrogênio (N). Neste caso, os micro-organismos precisam de nitrogênio e eles vão buscar nas reservas do solo. Então, em lugar de liberar N eles vão esgotar as reservas do solo. É o que chamamos "fome de nitrogênio".
Ao contrário, quando a relação C/N < 25, os micro-organismos vão liberar nitrogênio em grande quantidade que ficará à disposição das plantas. Diz-se que eles consomem

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Unidades Antigas na Análise do Solo

Muitos nos perguntam como converter antigas unidades expressas em resultado de análise do solo para aquelas adotados pelo Sistema Internacional (SI). Não existe grande problema, pois é muito fácil fazer esta conversão. Numa linha de texto poder-se-ia dizer quais as mudanças, mas prefiro mostrar como era feito. Sempre é muito importante relembrar antigos conceitos, como eram feitos, como trabalhávamos com eles, principalmente para o pessoal mais novo. Além de nos fazer lembrar de antigos conceitos.
Observemos o Quadro 1. Aqui temos um resultado de análise do solo antes de ser

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Cálculo para Aplicação do Calcário em Cova e Sulco

Em geral a recomendação de calagem é para o calcário a ser aplicado na área total e numa profundidade de 0-20 cm. Em muitos casos a quantidade recomendada é alta, principalmente nos solos argilosos e menos nos arenosos. Se o produtor não está prevenido, isto torna-se um problema, pois o custo poderá ser alto. Alguns recomendam fazer a calagem baseado na neutralização do alumínio (Al) trocável e quando o produtor estiver capitalizado  deve voltar a aplicá-lo na área total. Uma outra alternativa que está sendo utilizada é a aplicação do calcário na cova ou no sulco do plantio. Na cova, a ação do calcário não será na área total, como recomendado, mas num volume menor de terra. Isto vai promover o sistema radicular da planta em área e profundidade. As raízes vão

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Capacidade Tampão de Fósforo no Cálculo da Adubação de Fosfatagem

Uma correta amostragem é importante para obter resultados de  análise do solo que espelhem a real situação do solo. Amostragens mal feitas dão origem a resultados errôneos e, consequentemente, um plano de adubação mal feito com reflexos na produtividade das culturas. 

Apesar de ser absorvido em menores quantidades em relação ao nitrogênio (N) e ao potássio (K), o fósforo é imprescindível ao desenvolvimento das plantas, principalmente na fase inicial, para formação de um bom desenvolvimento do sistema radicular. Entretanto, nas formulações de fertilizantes ele é o mais expressivo em termos de concentração de nutrientes, como se verifica em fórmulas como 5-30-10, 8-32-16, 4-14-9 e tantas outras. Isto ocorre porque, no solo, o fósforo está sujeito à fixação, à retenção e outros problemas. Chega-se a dizer que do fósforo aplicado no solo, a planta absorve de 15 a 25%.
Os solos brasileiros apresentam, em geral, pobreza de nutrientes essenciais às

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Planta Responderá à Aplicação de Potássio?


As propriedades agrícolas que adotam as práticas de uma agricultura de melhor qualidade estão apresentando altos rendimentos das culturas exploradas economicamente. As melhores técnicas culturais, o uso eficiente dos fertilizantes, o combate às pregas e às doenças de maneira correta que não provoquem danos ao homem e ao meio ambiente, etc, são os principais fatores responsáveis para a alta produtividade agrícola em termos de sacas/ha. Tudo parte de uma correta amostragem do solo e uma análise físico-química com os teores de nutrientes, argila, areia, etc...

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Ação do Gesso e do Calcário na Relação Ca:Mg



O calcário contribui para a neutralização da acidez do solo, com a elevação do pH, e adicionar Ca e Mg quando se utiliza um calcário dolomítico (>12% de magnésio). DEMATÉE observou que em solo que recebeu calcário, a aplicação de gesso agrícola (2 t/ha) aumentou a produtividade da soqueira em mais 10 t/ha do que a testemunha apenas feito a calagem. O gesso proporcionou um aumento dos

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Analisando os Conceitos do Resultado da Análise do Solo



Matéria Orgânica do Solo (MOS)


A MOS, no resultado da análise do solo, é expressa em g/kg. Para converter este valor em % ou dag/kg:
g/kg / 10 = % ou dag/kg
dag/kg ou % x 10 = g/kg
Quanto tem de MOS um solo com 2 dag/kg ou 2 % ?
Considerando um ha de solo (10.000 m²) e uma camada arável de 20 cm (0,20 m) e uma densidade específica de 1,0 kg/dm³, teremos um volume de solo de:

domingo, 12 de maio de 2019

Tenho a Análise do Solo. E Agora? O Que Faço?

Se você fez a análise do solo é sinal que você quer visualizar a estrutura físico-química deste solo e dar os passos para recuperar sua fertilidade. A análise do solo, feita de maneira correta, é o primeiro passo para quem quer adotar as técnicas modernas e viáveis da agricultura consciente e partir para um aumento da produção.
No Brasil, os solos se caracterizam, em geral, por serem ácidos e pobres em nutrientes. O desmatamento deu origem à novas áreas de terras que, quando exploradas, apresentavam rendimentos satisfatórios. E assim, ano após ano sem reposição de nutrientes, até que os solos começaram a dar sinais de empobrecimento e de exaustão refletindo-se na queda da produção por área. Em

terça-feira, 3 de julho de 2018

Cálculo de Adubação em g/metro linear

No processo de recomendação de adubação, a tônica é utilizar a unidade de superfície kg/ha. Mas muitas vezes, como acontece na olericultura ou em jardins, o objetivo é conhecer a quantidade por metro quadrado (m²). Neste caso, o cálculo é simplesmente dividir a quantidade por 10 para se obter a quantidade em g/m².
Por exemplo: 500 kg/ha divididos por 10  = 50 g/m².
A expressão g/m² é aplicada em sistemas encanteirados, pois a adubação é feita somente na área superficial dos canteiros.

Entretanto, é comum a recomendação em sulcos, Neste caso, transforma-se a adubação kg/ha em g/metro linear (g m/linear).A fórmula utilizada é:

g/m linear de sulco = (Q x E)/10


Onde Q = quantidade de adubo em kg/ha;
E = espaçamento em metros (m).
Por exemplo: uma recomendação de 350 kg/ha e um espaçamento entre sulcos de 45 cm.
Ora, 45 cm = 0,45 m.
g/m linear de sulco = (350 x 0,45)/10
g/m linear de sulco = (157,5)/10
g/m linear de sulco = 15,75 g/m linear
Num sulco de 100 m:
15,75g x 100 = 1575g ou 1,575kg.

NOTA: lembre-se de transformar o espaçamento na unidade metro.

Leia também " cálculo da quantidade de adubo por sulco e cova " Clique aqui

terça-feira, 26 de junho de 2018

Limites de Tolerância para Deficiências em Fertilizantes Minerais - IN 46/2016


A IN 46/2016 de 22 de novembro modifica os limites aceitáveis em deficiências constatadas em fertilizantes minerais simples, complexos e mistos. Quando um fertilizante simples é comercializado, a indústria produtora expressa uma garantia do nutriente em pontos percentuais que atenda à sua garantia registrada no MAPA. Por exemplo, o superfosfato é comercializado com uma garantia de 18%, isto significa que ele possui 18% de P2O5. Quando se faz uma análise deste fertilizante é comum apresentar variações de percentuais, para cima ou para baixo. Para evitar abusos na

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Fertilidade do Solo: Lembretes


Os solos dos cerrados possuem alta acidez e teores baixos de Ca e Mg. Na camada arável há uma pobreza de bases e altos teores de H e Al. Nesta condição, as plantas apresentam problemas no seu desenvolvimento, pois o sistema radicular formado é pouco desenvolvido e suas raízes absorvem menos água e nutrientes. Ocorre, então, baixas produtividade. A calagem, neste caso, torna-se um imperativo, pois além de corrigir a acidez, ela adiciona ao solo Ca e Mg. A preferência seria por um

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Quanto libera de N mineralizado, anualmente, cada 1% de MOS?

A incorporação de adubos verdes contribui para aumentar a MOS
A relação C/N nos dá uma indicação da capacidade de um produto orgânico em se decompor. Os micro-organismos do solo são os responsáveis pela degradação do material orgânico e eles têm necessidade de nitrogênio (N). Uma relação C/N maior que 25 significa que há muito carbono C) em relação ao nitrogênio (N). Neste caso, os micro-organismos do solo vão esgotar as reservas do solo, em lugar de liberá-lo. Quando a relação C/N é menor que 25, os micro-organismos vão liberar o N tornando-o disponível para as plantas. Os resíduos de palha apresentam alta relação C/N, o que faz com que a sua decomposição consoma muito N. Quando se quer aproveitar os resíduos vegetais, as plantas devem ser cortadas antes do amadurecimento, pois a mineralização é maior quando elas são ainda jovens, já que a relação C/N aumenta à medida que elas se aproximam da maturidade.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Como Calcular os Níveis Críticos de P, S e Zn em Função do P-rem

A disponibilidade do fosfato e do sulfato não é uma forma muito simples de determinar, pois depende de como eles ocorrem no solo. Uma série de extratores são utilizados para determinar a solubilidade do fósforo. Por isto, as análises de solo são importantes para a recomendação de uma correta adubação. Para avaliar o P disponível no solo são usadas soluções extratoras. Um método muito usado de

terça-feira, 28 de março de 2017

Partindo das Quantidades de Matérias-Primas, Encontrar uma Formulação

Muitas vezes tentamos encontrar uma formulação de fertilizante químico que reponha exatamente as quantidades de nutrientes que nos foram recomendadas. Mas nem sempre conseguimos obter uma formulação que adicione as reais necessidades de nutrientes. Outras vezes, partimos para calcular separadamente as quantidades de N, P2O5 e K2O, usando as respectivas matérias-primas para atingir as quantidades reais

quinta-feira, 23 de março de 2017

Quanto cada 1% de CaO e MgO do Calcário Adiciona em Ca e Mg ao Solo


Existe uma maneira de calcular rapidamente quanto cmolc/dm³ de Ca e Mg serão adicionados pelo calcário ao solo agrícola. A recomendação normal de calagem é a aplicação de tantas toneladas de calcário por hectare, com um PRNT de 100% e incorporado na camada de 0-20 cm de solo. Cada 1% de CaO e de MgO, numa tonelada de calcário/ha, incorporado na camada de 0-20 cm, adiciona, respectivamente, 0,01783 cmolc Ca/dm³ e 0,0248 cmolc Mg/dm³ ao solo..

Assim, fica fácil saber quanto destes nutrientes será adicionado ao solo por um

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Solos Alcalinos - Como Baixar o pH.


A recuperação de solos alcalinos é mais difícil e leva mais tempo quando comparada à neutralização de solos ácidos. Segundo KIEHL (1979) a pluviosidade baixa acarreta o acúmulo de sais de Ca, de Mg, de K, e carbonato de sódio, de maneira a saturar o complexo coloidal, dando origem à alcalinidade dos solos. Estes solos são característicos das regiões áridas e semiáridas. Segundo o mesmo KIEHL, o solo torna-se alcalino quando a maior parte das cargas negativas dependentes de pH estão saturadas por bases. Estas desalojam o H+ que passa para a solução do solo. Portanto, as bases tomam conta da solução do solo.
Num solo alcalino, pH acima de 8, há a ocorrência de carbonato de cálcio e magnésio

quarta-feira, 2 de março de 2016

Calcários com Mesma Reatividade Podem Reagir Diferentemente no Solo

Quando compramos um calcário queremos que ele tenha velocidade para reagir no solo, ou seja, a rapidez que ele neutraliza a acidez do solo. Chamamos a isto REATIVIDADE DO CALCÁRIO ou de um corretivo. Os calcários possuem determinadas TAXA DE REATIVIDADE, de acordo com as suas frações granulométricas, que vão determinar a ação do mesmo no solo num período de 3 meses, expressa em percentagem (%). Para isto se utiliza peneiras de acordo com as

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Interpretando uma Análise de Solo Agrícola (2) - Passo a Passo



Esta publicação é uma continuação da primeira parte de Interpretando uma Análise de Solo Agrícola (1) - Passo a Passo, na qual mostramos algumas conversões de unidades expressas na análise, os cátions básicos e o cálculo da soma de bases. O leitor poderá visualizar esta publicação clicando no link abaixo, antes de continuar a

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Interpretando uma Análise de Solo Agrícola (1) - Passo a Passo

A interpretação de uma análise de solo não é muito difícil. Um resultado de análise feita por um laboratório idôneo, um manual de recomendação de calagem e adubação para o Estado onde está localizada a área a ser explorada, é o necessário para iniciar uma interpretação e ter uma visão da fertilidade deste solo. Antes de tudo isto, é fundamental a coleta correta de uma amostra de terra. Já vimos coletas de amostras retiradas de qualquer lugar e mesmo fora da área

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Cálculo do PN de um Calcário pelo Método Reação com Ácido


Os calcários apresentam composição química variável e, assim, eles têm diferentes capacidades de neutralização de ácidos. Esta capacidade chamamos de poder de neutralização (PN) expressa em relação àquela do carbonato de cálcio puro, ao qual se atribui um valor de 100%. Isto pode ser chamado, também, de equivalente em carbonato de cálcio (ECaCO3). Sabe-se que quanto maior o PN de um calcário maior é a sua capacidade de neutralizar ácidos.
A legislação brasileira permite o cálculo do PN por meio dos teores de CaO e MgO. O teor de óxidos é apenas uma forma de expressar os resultados analíticos no laudo, mesmo que o Ca e Mg estejam em outras  formas  químicas. Nos calcários  agrícolas,

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Importância das Raízes das Plantas, Porta de Entrada dos Nutrientes

Quando se olha uma árvore, uma flor, a gente se encanta com a sua beleza, com o seu crescimento, com a produção, mas não se dá valor a um elemento que faz parte dela: a raiz. É claro, talvez, porque ela está escondida no solo.
Em geral, a solução do solo é muito baixa em teores de nutrientes. Mas são estes nutrientes que irão promover o crescimento da planta, sua folhagem verde, sua produção de grãos, frutos e flores. Esta solução fraca possui bilhões de íons advindos de complexos de trocas e por difusão. A disponibilidade de nutrientes depende, além

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Problemas Encontrados pelos Fosfatados quando Aplicados no Solo

Os fertilizantes fosfatados comercializados, com o objetivo de fornecer fósforo para as plantas, apresentam compostos de fósforo de grande solubilidade em água. Aplicados no solo, os grãos de fosfato reagem em solos úmidos e liberam de maneira imediata o fósforo - é uma disponibilidade imediata. Por casa disto, o fósforo contido nos grãos move-se apenas a pequenas distâncias no solo, a partir do ponto de aplicação. Geralmente esta distância é menos de 2 cm. Assim sendo, o volume de solo que foi enriquecido com a aplicação de fósforo é pequeno. Este volume tende a ser ainda menor quando se faz a aplicação de fosfatos no sulco em relação à aplicação a lanço.
O teor de solubilidade também influi sobre o volume de solo que foi afetado

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Aproveitamento das Algas Calcárias na Agricultura

O lithothamnium calcareum é uma alga marinha calcária que pode apresentar 46% de CaO, 4,2% de MgO, uma reatividade de 99% e um PRNT de 92,6%. Em teores de Ca e Mg isto representa 33% de Ca e 2,5% de Mg.
O uso do produto apresenta baixo custo de processamento. As algas são retiradas do fundo do mar, por dragagem, submetidas a uma secagem natural e depois ensacadas e estocadas.
Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras - MG observaram que aplicada em conjunto com a vinhaça, nas lavouras de cana-de-açúcar, apresentou resultados

terça-feira, 14 de julho de 2015

Liberação de Nutrientes na Solução do Solo

imagem adaptada:http://www.lesbeauxjardins.com

Solução do solo é a fase líquida onde estão dispostos os nutrientes essenciais que serão absorvidos pelas plantas através do seu sistema radicular. Portanto, na solução do solo temos íons (soluto) e água (solvente).
Complexo argilo-húmico é a reserva de nutrientes do solo de grande importância, pois tendo cargas negativas retém os nutrientes (carga positiva) essenciais às plantas. Pelo processo de troca, estes nutrientes passam para a solução do solo sendo absorvidos pelas plantas.                   

Vamos supor duas fases:

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Azospirillum Substituindo Adubação Nitrogenada de Cobertura no Trigo


O trigo é uma planta que consome bastante nitrogênio, pois é responsável na formação de perfilhos, na formação de nós no início do alongamento. Pesquisas realizadas mostraram que a planta de trigo consome mais ou menos 50% do nitrogênio aplicado devido às perdas de N por lixiviação, desnitrificação e volatilização. Este problema representa perda de dinheiro no bolso do produtor. O adubo nitrogenado é caro para o produtor suportar estas perdas. A inoculação com bactérias do gênero Azospirillum ganha um papel predominante no desenvolvimento da planta.
Azospirillum são bactérias encontradas tanto no interior como na superfície de raízes

terça-feira, 12 de maio de 2015

Sem "Tolerância Zero" para as Perdas de NPK no Solo

 

É Possível Tolerância Zero para as perdas de Nutrientes no solo?


É impossível adotar-se uma "tolerância zero" para as perdas dos nutrientes aplicados através das adubações. Mas, é possível minimizá-las manejando as quantidades recomendadas pela análise do solo, conforme as condições do solo, do clima, etc. O certo é manejar as aplicações dos fertilizantes levando em conta a fertilidade do solo e as reais necessidades de cada cultura. Cada cultura tem uma necessidade diferente em termos de NPK. Portanto, a recomendação de fazer uma análise de solo antes de plantar. Conhecer o solo, sua fertilidade, seu conteúdo em

terça-feira, 5 de maio de 2015

Converter kg/ha em cmolc/dm³


Já publicamos diversos artigos sobre as unidades internacionais e suas conversões, como dm³ em cmolc/dm³, mg/dm³ em kg/ha, g/kg em %, e outros. Nesta publicação, vamos abordar sobre a conversão de kg/ha em dm³. Quanto um produto aplicado em kg/ha adiciona ao solo de nutriente em cmolc/dm³. É o caso do calcário, que aplicado em t/ha, contendo X% de CaO, quanto este corretivo adiciona de cálcio (Ca) em cmolc/dm³, ou quanto o cloreto de potássio em kg/ha adiciona de potássio (K) em cmolc/dm³.
Ora sabemos que um hectare possui 10.000 m² e na camada arável de 0,20 m, o volume de terra será de 2.000 m³. Se falamos em dm³ este volume passa para

terça-feira, 28 de abril de 2015

Organominerais - Novo Conceito de Fertilização

Segundo o Canal Rural, os fertilizantes organominerais vem crescendo nos últimos anos, ocupando um espaço importante na agricultura brasileira. A EMBRAPA aponta que o consumo de organominerais pode chegar a 15 milhões de t/ano em 2015 e de 20 milhões de t/ano até 2020.Com isto, o passivo ambiental da avicultura e suinocultura poderá ser reduzido em 80%.

O que é um fertilizante organomineral?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Excesso ou Deficiência de Nutrientes no Solo Limita a Produção

A planta necessita de 16 elementos nutritivos para completar seu ciclo de vida e fornecer produções importantes que tragam lucro para o produtor rural. Destes, 13 nutrientes não podem faltar na solução nutritiva do solo com objetivo de atender as necessidades das plantas. A ausência de apenas um deles é suficiente para limitar a produção. É a famosa Lei de Liebig. O solo pode estar bem provido de nutrientes, mas se, por exemplo, o zinco estiver deficiente, a produção da planta vai ser limitada ao fornecimento de zinco. Por outro lado, o excesso de um deles pode provocar toxicidade com sérios prejuízos ao desenvolvimento e à produção das plantas. A

terça-feira, 14 de abril de 2015

Os Vegetais Absorvem P2O5 e K2O ?


Esta é uma pergunta que muitos leitores fazem ou por quê os fertilizantes exprimem nas suas garantias que possuem tanto por cento de fósforo na forma de P2O5 ou tanto por cento de potássio na forma de K2O. Ora os fertilizantes não contêm P2O5 nem K2O. Por outro lado, a planta não absorve fósforo na forma de P2O5, nem potássio na forma de K2O. A legislação brasileira é quem usa P2O5 e K2O como uma forma de expressar as garantias destes nutrientes. É apenas do ponto de vista comercial. Na maior parte dos fertilizantes fosfatados, o fósforo se encontra na forma de fosfato de cálcio e fosfato de amônio, entretanto, no solo, as raízes das plantas absorvem o fósforo na forma de ortofosfatos, H2PO4- e HPO4²-, de acordo com o pH

terça-feira, 7 de abril de 2015

Conhecer o N total na Derminação da Relação C/N do Solo

A relação C/N é um índice que permite avaliar o grau de evolução da matéria orgânica do solo ou a importância de sua mineralização. Permite, também, avaliar a atividade biológica do solo e a capacidade de produzir formas nitrogenadas assimiláveis. A C/N do solo é perto de 10 e acima de 12 é uma indicação de carbono em excesso. As aplicações de resíduos com relações C/N muito altas leva mais tempo para decompor os resíduos e um maior consumo de nitrogênio para buscar o equilíbrio da C/N do solo.
A relação C/N do solo ou dos resíduos vegetais ou

terça-feira, 31 de março de 2015

pH do Solo - Água e Cloreto de Cálcio

Em geral, os solos brasileiros são de características ácidas impondo sérias restrições ao desenvolvimento normal das plantas que se traduz em quedas de produção. Para isto o produtor tem que adotar práticas como a calagem. Pela calagem há neutralização da acidez do solo com consequente aumento do pH. Os nutrientes das plantas têm melhor disponibilidade na faixa de pH de 6,5 a qual é denominada a faixa ideal para a melhor assimilação dos nutrientes essenciais às plantas. A calagem é feita com a utilização de corretivos da

terça-feira, 10 de março de 2015

Importância da Matéria Orgânica do Solo


Muitos cálculos se faz para descrever o comportamento físico de um solo. Para isto, se faz antes uma coleta de amostra deste solo. Tão importante é a coleta de amostra de solo como é o resultado da análise físico-química. As amostras de solo devem representar uma média da fertilidade da área onde o produtor vai explorar uma cultura de interesse econômico. Não basta ir no local e retira uma amostra de solo de qualquer jeito, de qualquer área e de qualquer profundidade. Numa mesma área nós podemos encontrar diferentes tipos de solo:

terça-feira, 3 de março de 2015

Papel dos Cátions na Fertilidade do Solo



Cátions e ânions podem ser retidos pelo complexo coloidal do solo. Os coloides do solo possuem cargas negativas (-) e positivas (+). Os íons trocáveis do complexo coloidal estão em equilíbrio com a solução do solo. Qualquer modificação da solução do solo provoca uma mudança neste equilíbrio. O poder absorvente é a capacidade que possui o complexo de adsorção de reter íons que provém da solução dom solo. Os cátions (carga positiva) são retidos na superfície dos coloides pelos pontos de carga negativa. 
Uma argila montmorilonita tem mais capacidade de adsorção do que uma argila caulinita. O aumento de pH do solo provoca um aumento de cargas negativas na superfície dos coloides. Por outro lado, quando há uma diminuição de pH do solo, há uma menor adsorção de cátions devido ao menor número de cargas negativas. Os

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Por que os Solos Agrícolas se Esgotam?


Os solos cultivados também sofrem esgotamento. A perda de elementos nutritivos tão essenciais ao desenvolvimento das plantas provoca a diminuição da fertilidade dos solos. A isto chamamos de "esgotamento do solo". Antigamente, o produtor na busca de novas áreas de plantio realiza o desmatamento. Estas áreas desmatadas quando cultivadas proporcionavam uma boa resposta das plantas em termos de produção. Antes do desmatamento o solo se beneficiava da reciclagem de nutrientes: as folhas, galhos, ramos, etc das árvores caiam na superfície do solo e, pela decomposição, liberavam nutrientes que voltavam ao solo. Por isto, o desmatamento proporcionava áreas com nutrientes que eram absorvidos pelas culturas de interesse econômico e se traduzia em boas produções. A exploração destas áreas era feita ano após ano sem

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Uso dos Silicatos de Cálcio e Magnésio na Agricultura


Os silicatos de cálcio e magnésio são produtos provenientes das escórias de indústrias siderúrgicas, sem contaminação de metais pesados, mas ricos, principalmente, em Cálcio, Magnésio e Silício. Os silicatos são constituídos de CaSiCO3 e MgSiCO3. Estes produtos  proporcionam uma liberação de silício, cálcio, magnésio  e um aumento do pH do solo. Já comentamos, várias vezes, dos benefícios do silício para as plantas, como resistência ao acamamento, às doenças e pragas. As fontes de silício, em geral, são pouco solúveis, daí a necessidade de aplicar os silicatos no solo com bastante antecedência. Algumas pesquisas compararam calcário e silicatos na correção do solo e as fontes silicatadas apresentaram uma solubilidade menor que aquela do calcário.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O Que é Rochagem ?


Rochagem vem a ser uma prática de recuperar a fertilidade em solos pobres e lixiviados pela utilização de misturas de rochas, o pó de rocha. A rochagem pode substituir o emprego de fertilizantes químicos com baixo custo e menor impacto ambiental. O uso de pó de rocha na agricultura, para diminuir a demanda de fertilizantes externos, foi aprovado pelo Senado Federal em 2012.
O pó de rocha apresenta uma série de vantagens como a liberação lenta e contínua de nutrientes durante todo o ciclo da cultura. Isto tem a vantagem da planta encontrar durante todo o seu ciclo os nutrientes liberados pelo pó de rocha. Além de reduzir os custos de adubação, pois se aduba menos frequentemente, e o pó  de  rocha  tem  um

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como Calcular Adubação na Fertirrigação


Vamos supor que a assistência técnica recomendou para a cultura de hortaliças as seguintes quantidades de nutrientes a serem aplicadas pelo produtor via fertirrigação ao longo do ciclo da cultura:
N = 1,80 kg/ha/dia; 
P2O5 = 0,70 kg/ha/dia 
K2O = 2,60 kg/ha/dia. 
Para realizar esta operação, o produtor consta com as seguintes matérias-primas:
1. Fonte de nitrogênio (N):

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Apostar na Ciclagem de Nutrientes


Quando observamos árvores se desenvolverem muito bem, com alto vigor, em solos caracterizados como pobres em macronutrientes, ricos em óxidos de ferro e de alumínio, nos vem a pergunta: "Como estas árvores podem se desenvolver tão bem nestes tipos de solos? Ora no interior da floresta encontramos todo os tipos de resíduos vegetais como folhas, galhos, ramos caídos no chão, etc. Estes materiais são ricos em carbono e nutrientes que submetidos à decomposição pelos microorganismos do solo, liberam os nutrientes. Os fungos micorriza contribuem na absorção destes nutrientes  pelas plantas. Na  camada  de 0 - 20 cm  de  profundidade

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Importância da Adubação Verde na Fertilidade do Solo


A prática de adicionar leguminosas cobrindo a camada superficial do solo é chamada de "adubação verde". Com a adubação verde, é possível adicionar matéria orgânica ao solo, reciclar nutrientes e a fixação do nitrogênio do ar pelas bactérias do gênero Rhizobium. A preferência pela utilização de leguminosas, num projeto de adubação verde, é que estas plantas têm a propriedade de incorporar nitrogênio ao solo, aproveitando a existência de um sistema radicular bem desenvolvido e profundo. Com  esta prática, o produtor  está  adicionando N ao solo, diminuindo a utilização de adubos nitrogenados e reduzindo o custo de produção da lavoura.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Como Calcular uma Fórmula de Fertilizante Mineral

Superfosfato + ureia + cloreto de potássio
Fechar 1.000 kg de uma fórmula de fertilizante químico, com o emprego de várias matérias-primas para fornecer os nutrientes NPK, nem sempre é uma tarefa fácil. Na indústria, os químicos e os assessores industriais trabalham no intuito de conseguir a melhor formulação, tanto do ponto de vista de qualidade e eficiência agronômica, atender às normas da Lei de fertilizantes como do ponto de vista econômico. Uma mesma formulação poder ter várias composições com diferentes matérias-primas, dependendo daquelas que a indústria tem em estoque. O importante é atingir os níveis de nutrientes propostos no registro  da  formulação no órgão competente. Toda fórmula

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Calcular a Mistura de Esterco mais Fertilizantes Químicos


A adubação orgânica pode ser utilizada pelo produtor aproveitando os resíduos que possui na sua propriedade. Algumas vezes, há necessidade de adicionar fertilizantes químicos para completar as deficiências em nutrientes. O esterco de curral é uma fonte bastante encontrada em quase todas as propriedades, principalmente naquelas que utilizam a produção animal. Mas, na prática, o cálculo para elaboração de  um plano de adubação