terça-feira, 16 de setembro de 2014

Como Interpretar a Análise do Solo - Parte 3

Recomendação de Adubação


Esta publicação encerra a série "Como interpretar uma análise de solo", na qual abordaremos como encontrar a recomendação de adubação para determinada cultura. Cada Estado brasileiro tem o seu manual de recomendação de calagem e adubação baseado em resultados de pesquisas realizados a campo e calibrados. As recomendações das quantidades de nutrientes atendem um objetivo econômico, ou seja, a melhor produção em resultados econômicos. A Lei dos Retornos Decrescentes diz que "a medida que aumentamos a quantidade de adubos, a planta aumenta, também, a produção até um limite a partir do qual as respostas à aplicação de fertilizantes é menor ou quase nula, ou seja, aplica-se mais adubo e as produções não crescem proporcionalmente. Nos manuais de recomendação de adubação são

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Como Interpretar a Análise do Solo - Parte 2

CALAGEM


Na Parte 1 abordamos como calcular os conceitos de soma de bases, CTC's, percentagem de saturação por bases (V%), saturação por alumínio (m%), etc... O leitor poderá se informar acessando o link abaixo. Isto é primordial, pois os cálculos que na foram feitos na Parte 1, serão utilizados aqui para o cálculo da calagem.
Como interpretar a análise de solo - PARTE 1

Conforme os cálculos realizados, os resultados foram estes:



No cálculo da necessidade de calagem (NC t/ha) são utilizados diversos métodos

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Como Interpretar a Análise do Solo - Parte 1

Muitos leitores nos pedem recomendação de adubação e calagem partindo de uma análise de solo. Além da análise do solo, outras indicações devem ser adicionadas: cultura, região onde se situa a lavoura, sistema de plantio ou convencional ou plantio direto, etc... Sem estas informações, nenhuma assistência técnica é mágica para descobrir o que vai ser plantado, em que região, etc... Qual cultura? As recomendações de adubação são próprias para cada cultura. Cada vegetal tem as suas necessidades; uns exigem mais nitrogênio (N), outros exigem menos ou nada de N. O mesmo com fósforo e potássio. As quantias de nutrientes recomendadas para cada cultura são fruto de trabalhos de longos anos de pesquisas buscando os melhores resultados em termos econômicos e de acordo com cada nível de fertilidade

terça-feira, 29 de julho de 2014

Quando Podemos Usar a Adubação de Reposição?


Algumas vezes podemos adicionar ao solo as quantidades de fósforo (P2O5) e potássio (K2O) quando baseado na quantidade destes nutrientes retirada pelas culturas. Esta possível adubação é chamada de "reposição" ou "exportação".
Entretanto, podemos adotar esta prática para qualquer nível de fertilidade do solo? Não. Esta prática somente deve ser aplicada quando os nutrientes fósforo e potássio estão na faixa "alta"(1) ou "muito alta" (2). A faixa alta é para aqueles Estados em que o P e K são classificados em faixas até "alta". A faixa "muito alta" é válida para aqueles estados que têm uma maior amplitude na classificação de P e K em faixas,

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como Aplicar o Calcário no Solo

 
Existe uma dúvida muito grande de qual a melhor maneira de aplicar o calcário. os solos brasileiros, em geral, são ácidos e pobres em nutrientes, daí a necessidade da prática da calagem. Qual a melhor maneira de aplicar o calcário: superficial, incorporado, junto com a adubação NPK, no momento do plantio, etc... São as questões colocadas pelos leitores quando se fala em calcário. Nós encontramos ou lavouras convencionais, ou exploradas no sistema de plantio direto (SPD), ou pastagens, ou solos degradados, ou horticultura e fruticultura. Portanto, uma variedade

terça-feira, 1 de julho de 2014

Como Interpretar as Formulações de Fertilizantes

Uma fórmula de fertilizante é uma composição de matérias-primas que fornecerá os nutrientes nitrogênio (N), fósforo (P) e o potássio (K) ou dois deles, daí surgindo, também, formulações NP, NK, PK. Uma formulação química 20-10-20 é uma formulação NPK, 20-00-20 é uma NK, 00-20-25 é uma PK. Existe uma legislação que norteia a produção destas formulações, a Legislação Brasileira de Fertilizantes. As formulações de fertilizantes devem apresentar garantias quanto à sua composição química. A concentração de nutrientes deve ser garantida em forma de percentual (%)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Converter g dos Nutrientes NPK em cmolc


Para transformar grama de nutrientes NPK e seus respectivos óxidos em cmolc/dm³ temos que saber o valor da massa atômica de cada elemento e sua valência. Os cálculos são básicos e fáceis de executar. Para a explicação dos cáculos vamos considerar a massa atômica dos seguintes elementos:
N = 14,01 g
P = 30,9737 g
K = 39,0983 g
O = 15,9990 g

terça-feira, 17 de junho de 2014

Calcular a Necessidade de Calagem sem Conhecer previamente Valor "T"

 Muitas vezes acontece de não possuirmos todos os elementos descritos perfeitamente para calcularmos ou realizarmos uma operação. Cabe, aqui, desenvolvermos nosso raciocínio e utilizar o que aprendemos. Às vezes, falta um elemento ou não inserido no contexto, mas se soubermos a fórmula de cálculo ou de onde partir para encontrar este elemento, nossa tarefa será mais fácil. Por exemplo, temos os seguintes dados de uma análise do solo:

terça-feira, 10 de junho de 2014

Resumo das Conversões de dag/kg à t/ha

Continuando com as publicações sobre a conversão dos resultados analíticos de solo, vamos abordar as transformações de dag/kg em %, g/kg, mg/dm³, kg/ha e t/ha. Já publicamos dois artigos, sobre o assunto conversão, que podem ser visualizados acessando os links abaixo:
Por quê mg/dm³ x 2 = kg/ha
Converter g/kg em kg/ha
 
Não existe muita dificuldade para a resolução dessas transformações que exige, apenas, o conhecimento das unidades de massa. Muitos resultados analíticos são

terça-feira, 3 de junho de 2014

Converter g/dm³ em kg/ha

Em publicação anterior, comentamos sobre a conversão de mg/dm³ em kg/ha que pode ser visualizada acessando o link " Por quê mg/dm³ x 2 = kg/ha? ". À partir desta publicação, leitores nos perguntam como converter g/dm³ (ou g/kg) em kg/ha. O raciocínio é o mesmo, basta partir da transformação de grama em quilo como realizamos com miligrama. O quadro "UNIDADES DE MASSA" mostra como se estabelece esta conversão.


Sabemos que 1 dm³ = 1.000 cm³ (10 cm x 10 cm x 10 cm), porque 1 dm = 10 cm.
Ora 1 cm³ = 1 ml. Logo, 1.000 cm³ = 1.000 ml

terça-feira, 27 de maio de 2014

Por quê mg/dm³ x 2 = kg/ha ?

Antigamente, usava-se a expressão ppm ou partículas por milhão. Com o advento do Sistema Internacional (SI) de unidades, ppm passou a ser mg/dm³. Muitos leitores nos perguntam porque mg/dm³ x 2 = kg/ha. Como chegar a este resultado? Por quê multiplicar por 2? Vamos tentar explicar esta conversão:
Ora 1 dm³ = 1.000 cm³ = 1 L.
Sabemos que: 1 dm = 10 cm.
Então: 1dm³ = 10 cm x 10 cm x 10 cm = 1000 cm³.
1cm³ = 1 ml.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Aumentar a Saturação de Ca e Mg pela Calagem


Existe uma maneira muito prática de saber como aumentar os teores de Ca e Mg pela utilização do calcário. À partir do teor de saturação de Ca e Mg da CTC a pH 7, nós podemos aumentar os teores destes nutrientes no solo. Na literatura, encontramos que o ideal para Ca é uma saturação de 50 - 70% e Mg de 10 - 20%. O primeiro passo é conhecer qual a saturação de Ca e Mg no resultado da amostra de solo. Daí, poderá haver necessidade ou não de aumentar esta saturação pela aplicação da calagem.
Para saber a saturação de Ca e de Mg, precisamos conhecer o valor da CTC a pH 7,0 e os teores destes nutrientes no solo. A fórmula para cálculo da saturação é, em geral, a seguinte:

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Plantas dão Indícios de um Solo Ácido ou Alcalino


As plantas que crescem numa lavoura podem dar sinais da acidez ou da alcalinidade do solo. Algumas plantas têm a necessidade de um solo ácido para se desenvolver. A assimilação do minerais pelas plantas tem maior eficiência numa determinada faixa de pH. É recomendada, então, a faixa ideal de pH entre 6 e 7. A batatinha exige um pH ao redor de 5,6 e não mais, para não desenvolver uma doença chamada murchadeira. A alfafa exige solos menos ácido para crescer.
Um solo muito alcalino bloqueia a assimilação do ferro (Fe) em plantas sensíveis à clorose. Por outro lado, um solo muito ácido é prejudicial ao desenvolvimento das

terça-feira, 25 de março de 2014

Valor Cultural determina a Qualidade da Semente


Na formação de uma boa pastagem a escolha da semente, além do plantio, manejo, tem uma importância muito grande na condução da exploração. A preferência deve ser para sementes certificadas de boa qualidade e adquiridas de empresas idôneas. O produtor rural, na implantação de uma pastagem e todas as suas fases, bem como na escolha da semente, deve contar com a assessoria de um agrônomo. Na escolha de uma semente devemos levar em conta o "Poder de Germinação", o "Grau de Pureza" e o "Valor Cultural (VC)". O Valor Cultural, que determina a qualidade de

terça-feira, 11 de março de 2014

Capacidade de Troca de Cátions: efetiva e a pH 7.0

O que é CTC do solo?

No solo os cátions são formadores de cargas positivas, adsorvidos aos coloides e podem ser substituídos por outros cátions. Daí o nome de "Cátions Trocáveis": o cátions Ca²+ pode ser trocado pelo cátion K+ e pelo H+ e vice versa.  Capacidade de Troca de Cátions (CTC) vem a ser o número total de cátions que o solo pode reter e que vai depender da quantidade de cargas negativas presentes. Quanto maior o número de cargas negativas num solo maior será a sua capacidade de troca de cátions ou de reter cátions.
Nos solos há uma predominância das cargas negativas, embora apresentem, também, cargas

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vantagens dos Sistemas de Integração Agrossilvipastoril

Os Sistemas Agroflorestais são uma alternativa para o uso sustentável do solo. Estes sistemas são formados de áreas com lavouras, com áreas de pomares ou florestas mais animais, submetidos à técnicas de manejo para o melhor aproveitamento, tanto do ponto de vista econômico como da melhoria da fertilidade do solo. Existe um número muito grande de áreas de pastagens degradadas no país, e os sistemas agroflorestais são uma opção para a melhoria destas áreas. As áreas com pastagens degradadas produzem pastos de má qualidade e baixa produção de forragens. Temos, então, uma baixa produção de leite e carne que se acentua nos períodos de

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quantidade de Calagem é Determinada pela Qualidade do Corretivo do Solo


A calagem representa uma prática importante para recuperar a fertilidade dos solos brasileiros. Em geral, os solos são pobres em nutrientes e muito ácidos. Nessas condições as plantas não encontram um meio ideal para que seu sistema radicular encontre os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento e produção, além da presença de alumínio tóxico (Al³+) que provoca grandes prejuízos à produtividade de grãos, frutos, etc. O sistema radicular se desenvolve superficialmente e suas poucas raízes não atingem as camadas profundas onde poderiam encontrar nutrientes e água

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Adubos Fosfatados de Liberação Controlada


A acidez dos solos brasileiros, em geral, promove uma má disponibilidade do fósforo aplicado através dos fertilizantes. Diz-se que do total do fósforo aplicado no solo, a planta aproveita de 15 a 25%. Surge a necessidade de aumentar a eficiência da fertilização fosfatada. Várias técnicas estão sendo pesquisadas, algumas já empregadas, e a aplicação de fertilizantes fosfatados de liberação controlada é uma delas, melhorando o manejo para aumento da eficiência. Embora seja o nutriente necessário em menor quantidade, em relação ao nitrogênio (N) e ao potássio (K), o fósforo é essencial ao crescimento dos vegetais e à produção de grãos e frutos. Entretanto, pelos problemas que ocorre no solo - fixação, imobilização, retrogradação -

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Constante Avaliação da Fertilidade do Solo


As plantas cultivadas são as melhores indicadoras da fertilidade do solo. O seu crescimento, as folhas, o aspecto saudável, a produção obtida, etc, são parâmetros para o agricultor avaliar se o solo possui boa fertilidade. A análise do solo nos dá uma ideia dessa fertilidade. Mas o solo não é um meio estático: ele possui propriedades físicas, biológicas e químicas. Portanto, outros fatores acontecem que podem embaraçar uma boa interpretação da análise do solo. Portanto, na recomendação de calagem e adubação, o agrônomo deve ter conhecimento do histórico da área, das quantidades de calcário e tipo do mesmo, das adubações aplicadas ao longo dos anos e as produções alcançadas. Isso é muito importante, como é importante saber se o

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Problemas Causados pela Super Calagem


A neutralização da acidez do solo tem permitido eliminar o alumínio (Al³+) tóxico e adicionar cálcio (Ca²+) e magnésio (Mg²+). Com isso, o solo é preparado para receber os fertilizantes que vão adicionar os nutrientes mais exigidos pelas plantas. Com a calagem, o pH aumenta e, nas condições de 6,0 a 6,5, as disponibilidade dos nutrientes afloram. Quanto menos ácido um solo mais disponível, para absorção pelas plantas, torna-se os nutrientes. Resultados de pesquisas, de lavouras, onde foi aplicada a calagem, demonstram aumentos de produtividade por diversas culturas. Isso entusiasmou os agricultores a aplicar mais calcário na lavoura, ou aplicá-lo em todas as safras, ou todos os anos de exploração da terra. Surge a dúvida: essa

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Liberação do Nitrogênio e Formas de Absorção pelas Plantas

O nitrogênio (N) é o nutriente mais absorvido pelas plantas. O solo não tem condições de suprir totalmente as plantas com o nutriente. Entra em jogo, então, a fertilização nitrogenada, vários compostos químicos, com diferentes teores de N, que vão adicioná-lo ao solo para suprir as plantas que completarão o seu ciclo de vida. Entretanto, a aplicação de fertilizantes nitrogenadas é cara. Por isto, a tentativa da pesquisa em diminuir as quantidades dos mesmos. As leguminosas, por sua vez, têm a propriedade de fixar o nitrogênio atmosférico (N2), através da simbiose com bactérias fixadoras que formam nódulos nas raízes dessas plantas. Mas é necessário fazer a

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Depreciações no Custo de Produção


Já abordamos, em publicação anterior, o custo de produção. Uma dúvida que surge bastante é sobre a rubrica depreciação. Quais os fatores que devem ser considerados e como calculá-las. Os imóveis, máquinas e equipamentos agrícolas, que são utilizados pelo agricultor, sofrem depreciação no decorrer do tempo. Então, é necessário o cálculo dessa depreciação. Esses bens têm uma vida útil.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os Custos de Produção


Na determinação dos custos existem duas categorias: os custos explícitos e implícitos. Entende-se por custos explícitos aqueles concernentes ao produtor no decorrer da exploração da atividade, ou seja, os gastos efetuados com fertilizantes, defensivos e outros insumos, mão-de-obra, trabalhos de máquinas e animais, juros do crédito rural, impostos, etc. Os custos implícitos são aqueles referentes às depreciações de benfeitorias, máquinas e implementos, remuneração do capital fixo e da terra. São custos não efetuados no processo de produção, mas que devem ser considerados no

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Transformar Unidades de Solos em Percentagem

As antigas unidades de interpretar uma análise de solo foram transformadas para o novo sistema internacional (SI). Hoje a expressão "dag" se refere à percentagem (%). A matéria orgânica do solo, por exemplo, era expressa em percentagem (%), se bem que ainda existem laboratórios que a expressam dessa forma. Hoje ela é expressa em dag/kg. Temos ainda dag/cm³ ou dag/L. Portanto, dag vem a ser a mesma coisa que a antiga %. Alguns laboratórios expressam os teores de argila, matéria orgânica do solo em g/kg. Ora o g/kg dividido por 10 vem a ser  dag/kg ou %. Assim, um solo com 450 g/kg de argila vem a ser 45 dag/kg ou 45% de argila (450g/kg/10). Uma análise que expressa o teor de matéria orgânica de 25 g/kg, quer dizer que o solo tem 2,5 dag/kg

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Qualidades Químicas e Físicas que um Calcário Deve Possuir


Com o aparecimento de diversos produtos que são taxados de corretivos da acidez do solo, com diversas tipos de calcário que aparecem no dia-a-dia, há uma indecisão quanto ao produto que deverá ser utilizado. Os calcários, dolomítico ou calcítico, são os produtos mais conhecidos e utilizados há muitos anos. São taxados de corretivos da acidez do solo, adicionando Ca e Mg.
Sabemos que para um bom desenvolvimento das plantas, torna-se necessário a

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Fertirrigação



O que é fertirrigação? 
A fertirrigação é uma prática que consiste na aplicação de fertilizantes minerais junto com a irrigação, fornecendo os nutrientes exigidos pelas culturas nas quantidades recomendadas e no momento que a planta mais necessita dos mesmos, no intuito de alcançar maior produtividade e melhor qualidade dos grãos e frutos. A fertirrigação proporciona uma economia no uso de fertilizantes e aumenta a eficiência dos mesmos.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cálculo da Quantidade de Lodo de Esgoto para Aplicação na Lavoura


Um dos nutrientes mais importantes no lodo de esgoto é o nitrogênio (N). O nitrogênio tem uma concentração de 1 a 6%. Esse nutriente se apresenta nas formas orgânica e inorgânica. O N-amoniacal (N-NH3), o N-nitrato (N-NO3) e o N-nitrito (N-NO2) fazem parte da forma inorgânica. A fração N-inorgânica deve ser submetida à mineralização pela ação dos microorganismos do solo para que esteja em condições de ser absorvida pelas plantas, nas formas nítrica e a amoniacal. Os lodos de esgoto apresentam a vantagem

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Serapilheira uma Importante Fonte na Reciclagem de Nutrientes


Serrapilheira é o nome que se dá à camada que reveste a superfície do solo e constituída de resíduo formado pelo acúmulo de matéria orgânica morta, de origem vegetal e animal.  Esses resíduos estão em diferentes estágios de decomposição. Esses resíduos são uma fonte muito importante de nutrientes. Os sistemas florestais são uma fonte rica de formação de serrapilheira. O não revolvimento do solo e mantendo os resíduos na superfície do solo favorece a menor decomposição e menor a liberação de nutrientes. Pelo contrário, o revolvimento do solo e a incorporação dos

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Preparar uma Formulação de Adubo na Propriedade Rural



Muitas vezes o produtor rural de depara com sobras de fertilizantes estocados na propriedade. A alternativa que lhe vem à mente é como aproveitá-los e obter uma fórmula de fertilizante para aplicar na sua propriedade. Ele deverá consultar um Engº. Agrônomo que calculará as quantidades de matérias-primas estocadas, as quais proporcionarão a obtenção de formulação de fertilizante. Por exemplo: o produtor possui na sua propriedade sobras de superfosfato simples, superfosfato triplo, ureia, sulfato de amônio e cloreto de potássio. A formulação mais utilizada na propriedade é a 20-07-20
A primeira coisa que devemos conhecer é a garantia do nutriente que cada produto

domingo, 28 de julho de 2013

Elevar os Teores de Fósforo e Potássio aos Níveis Críticos



As altas produções das culturas dependem do nível de fertilidade do solo. Solos pobres em nutrientes jamais terão condições, naturalmente, se não for corrigida a acidez e a reposição de nutrientes em quantidades satisfatórias que possam ser disponibilizados para as plantas. O fósforo (P) e o potássio (K) podem ter seus teores aumentados através de uma adubação corretiva chamada, respectivamente, de fosfatagem e potassagem. Com isso vamos elevar os níveis naturais do solo até os níveis críticos que correspondem a obtenção de 95% da produção de maneira econômica.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Consorciação Leguminosas e Gramíneas Melhora Qualidade do Pasto


A adubação nitrogenada em pastagens é um dos componentes no aumento dos custos. Os adubos nitrogenados são caros e uma maneira de contornar isso, reduzindo o custo de produção da pastagem e impedir a degradação do pasto, é a utilização de leguminosas. As leguminosas são ricas em proteínas e melhoram a alimentação do animal. As leguminosas têm a propriedade de fixar o nitrogênio do ar através de bactérias fixadoras do gênero Rizobium, adicionando, gratuitamente, esse nutriente no solo. Isso melhora as condições de fertilidade do solo e diminui o uso de

terça-feira, 16 de julho de 2013

Métodos para Calcular Calagem para Soja nos Cerrados



O Cerrado se caracteriza por apresentar solos ácidos, presença de alumínio e pobres em bases trocáveis, como Ca, Mg e K. A correção da acidez com a consequente elevação dos teores de cátions básicos proporciona aumento de produtividade da cultura econômica explorada, a soja. Essa leguminosa responde ao aumento de pH até uma faixa de 6,0 sendo que deve-se buscar uma faixa de pH entre 5,6 e 6,0. Acima de 5,6 não há mais presença de alumínio (Al³+) tóxico para as plantas. O pH acima de 6,0 deve ser monitorizado para evitar a indisponibilidade de micronutrientes, tão comum de acontecer nessa faixa. A calagem é recomendada para ser incorporada na camada de

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cálculo e Manejo da Necessidade de Calagem

Continuando a interpretação do resultado de uma análise de solo vamos abordar o cálculo da necessidade de calagem e a escolha do calcário para elevação da relação Ca/Mg. Para melhor compreender o desenrolar deste artigo, o leitor precisará ler os dois anteriores que falam sobre soma de bases, CTC's, saturações por bases e por alumínio, acessando os links abaixo, pois os valores que vamos lançar, a seguir, foram obtidos nos referidos artigos:

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cálculo e Interpretação das Saturações por Bases e Alumínio na Fertilidade do Solo



Esta postagem é uma continuação do assunto "Cálculo e Interpretação da Soma de Bases e CTC's na Fertilidade do Solo" recentemente publicado nesse blog. O leitor deverá lê-la para estar informado e com condições de entender o assunto que comentaremos a seguir. Para ler a postagem acesse o link abaixo:

Nesta continuação do artigo, iremos abordar a representação dos conceitos soma de bases e CTC's, os cálculos e interpretações das percentagens de saturação por bases

terça-feira, 25 de junho de 2013

Cálculo e Interpretação da Soma de Bases e CTC's na Fertilidade do Solo



A análise do solo vai nos dar uma visão da fertilidade do solo. Os solos brasileiros, em geral, são ácidos e pobres em nutrientes. A calagem é a prática inicial para melhorar a fertilidade do solo. Com a aplicação do calcário está se neutralizando a acidez do solo e adicionando cátions trocáveis como o cálcio (Ca) e o magnésio (Mg). Com o aumento do pH consegue-se aumentar a disponibilidade dos nutrientes para serem absorvidos pelas plantas. A melhor faixa de disponibilidade dos nutrientes é um pH de 6,5. nessa faixa, a eficiência dos fertilizantes aplicados é aumentada. Com a análise do

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Modelo de Resultado de Análise do Solo Facilita Interpretação


Muito se tem comentado sobre a interpretação de uma análise do solo. Os dados, no resultado da análise de solo, o índice de pH (em água ou CaCl2), os teores de argila, de matéria orgânica, de fósforo, de potássio, de cálcio e magnésio, de enxofre e micronutrientes. Sempre chamamos a atenção que, para recomendação de calagem e adubação, há necessidade de ter em mãos o manual de recomendação elaborado para cada Estado ou região brasileira. Este manual consta de recomendações preconizadas e de acordo com os resultados alcançados a campo pela pesquisa oficial, a partir de sistemas de calibração, visando o maior retorno financeiro para o

terça-feira, 18 de junho de 2013

Micronutrientes - Tipos e Modos de Aplicação



Os fertilizantes NPK, no decorrer do tempo, passaram a ter na sua composição os micronutrientes. Com o avanço da agricultura, novas áreas foram incorporadas e o incremento da produtividade passou a exigir, além dos macronutrientes, a incorporação de micronutrientes, tanto via solo como via foliar. A calagem sem análise do solo, com o produtor empregando maiores quantidades, promoveu uma indisponibilidade dos micronutrientes e, consequentemente, deficiências dos mesmos no solo. A utilização de fórmulas mais concentradas em NPK não deram oportunidade à adição dos micronutrientes. A recomendação de micronutrientes vem sendo apoiada nas tabelas de recomendação de adubação para os diversos Estados brasileiros. Outra alternativa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Gessagem - Antes, Durante ou Após a Calagem ?


O gesso agrícola por possuir cálcio (Ca) não significa que ele tenha características de neutralizar a acidez do solo como faz o calcário. No calcário, o CO3 e o bicarbonato são responsáveis pela reação de neutralização. Por sua vez, o cálcio (Ca) permanece na solução do solo ou adsorvido ao complexo coloidal. Por outro lado, o gesso agrícola, na hidrólise, libera o Ca²+ e o SO4². Esses íons não neutralizam a acidez.
CaSO4.2H2O .......... Ca²+  +  SO4²-
O gesso agrícola, no caso de solos ácidos, apresenta uma vantagem muito grande ao promover um maior desenvolvimento do sistema radicular das plantas, criando condições para que as raízes absorvam nutrientes e água nas camadas mais

terça-feira, 11 de junho de 2013

Métodos para Calcular Calagem - Vantagens e Desvantagens


A acidez dos solos brasileiros, aliada aos baixos teores de cálcio (Ca²+) e de magnésio (Mg²+) e aos altos teores de alumínio (Al³+), tem causado prejuízo na produtividade das culturas. A disponibilidade dos macronutrientes vai aumentando à medida que se aumenta o pH do solo, considerando-se a faixa ideal de pH entre 6,0 e 6,5. A necessidade de calagem torna-se imperiosa, pois é preciso melhorar as condições de fertilidade do solo para que as plantas possam absorver melhor os nutrientes e provocar aumentos de produção. Em alguns solos se verifica uma grande perda de

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tipos de Corretivos da Acidez do Solo e suas Características

Na calagem podem ser utilizados vários produtos para neutralizar a acidez do solo, ou seja, carbonatos, óxidos, hidróxidos e silicatos de cálcio e magnésio. Os corretivos têm a característica de diminuir os teores de H+ e Al³+ na solução do solo. A adição de corretivos no solo provoca a substituição do H+ e do Al³+ por cátions básicos. Os principais produtos corretivos da acidez do solo são:

Calcário Agrícola


O calcário é o produto mais utilizado pelos agricultores na neutralização da acidez do

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cálculo da Quantidade de Fertilizantes para Aplicação num Vaso


O cálculo da quantidade de fertilizante para aplicação nos diversos tipos de vasos encontrados no mercado pode ser facilmente realizado desde que se conheça o volume dos mesmos. O volume é expresso em m³, mas para essa finalidade convém expressar em dm³. As expressões mg/dm³, o volume de um hectare corresponde a 2.000 dm³, daí ser melhor expressar o volume dos vasos em dm³. Conhecendo-se o volume do vaso, a quantidade de nutrientes que se deseja aplicar é possível saber a dose de fertilizante necessária. Na Figura 1, encontramos alguns tipos de vasos e sua relação com a figura geométrica e a fórmula para calcular área e volume.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mudas Pré-Brotadas Aumentam Lucro para Produtor de Cana



O Instituto Agronômico de Campinas - IAC/SP lançou o Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) de cana-de-açúcar. Esse sistema, uma tecnologia de multiplicação, irá proporcionar uma redução de custos, melhor ganho para o produtor, melhor fitossanidade das plantas e maior uniformidade no plantio. Com o sistema MPB é possível reduzir o número de mudas por hectare em relação ao sistema de convencional de plantio. No sistema convencional, o consumo de mudas é da ordem de 18 a 20 toneladas, enquanto no sistema MPB é de 2 toneladas. Portanto, uma redução de 90% que seria aproveitada para a produção de etanol e açúcar, gerando

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Adubação das Uvas Viníferas para os Estados do RS e SC


A adubação de manutenção das viníferas começa no 4º ano do plantio do porta-enxerto ou no 3º ano após a muda enxertada. A análise do solo é feita antes da instalação do parreiral. A quantidade de calcário é aplicada a lanço e incorporada na camada de 0-20 cm do solo. Se o parreiral já está implantado, a calagem é feita superficialmente e sem incorporação. Os adubos fosfatados e potássicos são utilizados no pré-plantio, aplicados em toda a área e com incorporação na camada de 0-20 cm. De acordo com os teores de P no solo, a recomendação da pesquisa de RS/SC indica uma quantidade de P2O5 que varia de 50 a 150 kg/ha; já o K, a indicação é de aplicar de 30 a 90 kg/ha

terça-feira, 21 de maio de 2013

Os Métodos Mehlich-1 e Resina na Extração de Fósforo (P)



O fósforo é absorvido pelas plantas através da solução do solo. Na solução do solo, o fósforo encontra-se com teores baixíssimos. À medida que a planta vai absorvendo o fósforo da solução, ocorre uma reposição pelo fósforo da parte sólida, pois há um equilíbrio entre o P da solução do solo (forma líquida) com o P da fase sólida. Esse fósforo da parte sólida em equilíbrio com a parte líquida é chamado fósforo lábil. O que se deseja num extrator é que ele determine apenas o P lábil. Mas, muitos extratores retiram o P lábil e o P não lábil.
A determinação do fósforo (P) disponível no solo é feita através de extratores. Mas,

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os Diferentes Corretivos do Solo e a Legislação


A comercialização de corretivos de acidez do solo, corretivos de alcalinidade, corretivos de sodicidade destinados à agricultura são regulados por uma legislação que define e normatiza sobre as especificações, garantias tolerâncias, registro, embalagem e rotulagem dos produtos.
A lei define corretivo da acidez todo produto que promove a correção da acidez do solo, além de fornecer cálcio, magnésio ou ambos; corretivo de alcalinidade vem a ser todo o produto que promove a redução da alcalinidade do solo; corretivo de sodicidade é todo produto que promove a redução da saturação de sódio no solo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Recuperação de Pastagens Degradadas - Adubação


Os nutrientes competem entre si para ocupar lugar na CTC do solo e na absorção pelas raízes das plantas. Portanto, deve haver um equilíbrio entre eles. Cálcio demais  inibe a  absorção  de Mg e vice-versa. Por sua vez, potássio (K) e o Mg brigam entre eles. O Mg deve ocupar 10 a 20%  da CTC do solo a pH 7.0 e o K deve saturar de 2 a 5% dessa CTC.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Calcário Líquido - Analisando Algumas Considerações


O aparecimento de corretivos de acidez, caracterizados como "calcário líquido", está causando uma polêmica muito grande no meio agronômico. Os maiores motivos de contestação são contra às recomendações das empresas que os fabricam, em relação à denominação de "corretivo da acidez do solo" e à quantidade, ou seja, "5 litros/ha do calcário líquido" substituem uma  tonelada de calcário em pó. Realmente, essa quantidade é de colocar em dúvida qualquer vivente. Mas, vamos analisar alguns fatores:

terça-feira, 7 de maio de 2013

Recuperação de Pastagens Degradadas - Calagem

Mesmo nas áreas com pastagem degradadas, em que se deseja recuperá-las para aumentar a produtividade, a calagem é um fator importante para atingir esse objetivo. Se o solo é pobre em nutrientes, somente a calagem não é o suficiente. Se o solo apresenta alguma fertilidade, somente a calagem pode favorecer a melhor disponibilidade de nutrientes, pois ela melhora as condições do solo para colocar à disposição, os nutrientes a serem absorvidos pela

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fertilidade do Solo e Manejo do Pasto para Recuperar Pastagens Degradadas

pastagem degradada
A consequência da pastagem degradada é que o pecuarista tende a diminuir a lotação de animais e manejar mal as mesmas. Há tendência para o aumento do número de pastejos - superpastejo. A fertilidade do solo está exaurida, e a utilização de pastagens menos exigentes não consegue proporcionar bons resultados, em virtude da baixa produtividade. Existem pastagens produtivas, mas, nesses solos degradados, elas não conseguem sobreviver. Macedo & Zimmer (1993) citados por Rodrigues et a. (2000) definiram a degradação de pastagem como "o processo evolutivo da perda de vigor, da produtividade e da capacidade  de  recuperação  natural das pastagens  para sustentar

terça-feira, 30 de abril de 2013

Fatores de Conversão do Enxofre (S) em cmolc, SO4 e Sulfatos


Continuando com as tabelas de conversão dos macronutrientes secundários, a vez é do enxofre (S). Na Tabela 1 estão os fatores para conversão do enxofre (S) em cmolc, grama de S, grama de SO4 (na forma de radical) e em g de sulfato de cálcio (CaSO4) e de sulfato de magnésio (MgSO4). O leitor poderá visualizar as publicações anteriores sobre as conversões de cálcio (Ca) e magnésio (Mg), lendo os artigos abaixo:
Fatores de conversão de Ca em cmol, CaO e CaCO3
Fatores de conversão de Mg em cmolc, óxido e MgCO3

Os fatores da Tabela 1 foram obtidos desta maneira: